PF cumpre nove mandados em SP e RJ; R$ 54 bilhões em bens foram congelados, diz investigação.

PF mira bancos e acionistas da Americanas na Operação Disclosure

Polícia Federal cumpriu nove mandados na segunda fase da Operação Disclosure; bens congelados somam R$ 54 bilhões, segundo apurações.

A Polícia Federal cumpriu, na manhã de 25 de junho de 2026, nove mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo e do Rio de Janeiro na segunda fase da chamada Operação Disclosure, que investiga supostas fraudes contábeis e operações financeiras ligadas à crise da Americanas S.A.

As diligências, segundo informações oficiais e fontes que acompanharam as ações, foram direcionadas a residências de acionistas, escritórios administrativos e a endereços vinculados a executivos de instituições financeiras. A apuração concentrou-se na coleta de documentos e de dispositivos eletrônicos que possam comprovar transações e comunicações relacionadas aos fatos sob investigação.

De acordo com dados compilados pela redação do Noticioso360, as medidas cautelares resultaram no bloqueio de bens avaliados em cerca de R$ 54 bilhões. A cifra — presente em relatórios apresentados às autoridades — inclui participações societárias, aplicações financeiras e outros ativos ligados a investigados, com objetivo declarado de preservar ativos para eventual ressarcimento de credores.

Alvos e alcance das diligências

Fontes oficiais indicaram que a operação mirou, além de acionistas da Americanas, executivos de grandes bancos. Relatórios preliminares citam nomes ligados a instituições como Itaú Unibanco, Santander e Bradesco, o que motivou mandados em endereços associados a esses profissionais.

As buscas privilegiaram documentos contábeis, planilhas, contratos e registros eletrônicos. Investigadores buscam evidências de omissões, lançamentos contábeis indevidos e operações que possam ter influenciado a divulgação de resultados e a avaliação de risco da varejista.

O papel das instituições financeiras

Em notas oficiais repercutidas pela imprensa, as instituições citadas afirmaram que cooperam com as investigações e que realizam avaliações internas quando necessário. Representantes destacaram que a presença em mandados não equivale a confirmação de envolvimento em irregularidades e que a apuração criminal segue sua tramitação processual.

Analistas jurídicos ouvidos por jornalistas apontam que o foco em executivos bancários deve ser aferido com cautela: muitas diligências têm caráter probatório e visam entender fluxos financeiros, garantias e contratos que podem ser legítimos, ainda que complexos.

Congelamento de ativos e efeitos práticos

Fontes oficiais preliminares informaram que as medidas cautelares sobre patrimônio culminaram no congelamento de ativos estimados em R$ 54 bilhões. A medida visa assegurar meios para eventual restituição a credores e para a responsabilização civil e penal caso se confirme alguma ilicitude.

Há, entretanto, diferenças nas narrativas divulgadas. Enquanto alguns relatos jornalísticos destacaram a magnitude financeira do bloqueio, outros enfatizaram que a fase atual privilegia a colheita de provas documentais e comunicações eletrônicas, sem necessariamente traduzir-se em bloqueios imediatos de contas correntes de pessoas físicas.

Defesas e limites da investigação

Representantes de alguns alvos negaram irregularidades e reforçaram a rotina de cooperação com autoridades. A Polícia Federal, por sua vez, limitou-se a confirmar a realização das medidas e o enquadramento jurídico inicial, sem divulgar detalhes que pudessem comprometer o andamento das apurações.

Especialistas em direito empresarial e processual ouvidos descrevem que operações dessa complexidade tendem a se desdobrar em novas fases, com pedido de bloqueios adicionais, compartilhamento de provas entre órgãos e eventuais indiciamentos se houver elementos suficientes.

Contexto e origem das apurações

A origem das diligências remonta à investigação aberta após a declaração de inconsistências contábeis na Americanas em 2023, que culminou em perdas significativas para credores e acionistas. Desde então, inquéritos buscam esclarecer responsabilidades de diretores, controladores e operadores financeiros.

Segundo a curadoria do Noticioso360, a segunda fase, deflagrada em 25 de junho, concentra esforços em elos financeiros e documentalidade que possam demonstrar dolo ou gestão temerária. A distinção entre fases é importante para compreender que medidas cautelares podem variar conforme a necessidade probatória.

Impacto no mercado e no ambiente regulatório

Analistas de mercado afirmam que a divulgação de medidas dessa natureza tende a pressionar cotas societárias e a aumentar a aversão ao risco em setores correlatos, ao menos no curto prazo. Reguladores e instituições financeiras costumam intensificar análises de governança e procedimentos internos após episódios que envolvem indícios de falhas contábeis.

O Ministério Público e outros órgãos reguladores podem requisitar acesso a documentos e promover diligências complementares. A cooperação entre Polícia Federal, Ministério Público e entidades regulatórias é vista pelas fontes como determinante para a robustez das provas e para a eventual responsabilização administrativa e criminal.

O que esperar nas próximas semanas

Fontes consultadas indicam que, nas próximas semanas, é possível que o Ministério Público apresente pedidos de medidas cautelares adicionais ou que a Polícia Federal requeira novas diligências para aprofundar provas. Eventuais denúncias dependerão da análise técnica dos documentos e da identificação de ilícitos com materialidade suficiente.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

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