Polícia Civil e MPRJ cumprem mandados contra grupo acusado de extorsão e monopólio de internet.

Núcleo do Comando Vermelho alvo de operação em Duque de Caxias

Operação em Duque de Caxias mira núcleo do Comando Vermelho por ameaças, extorsão e controle irregular de internet; diligências seguem em andamento.

Operação apreende equipamentos e mira controle de internet em comunidades

Duque de Caxias — A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em atuação conjunta com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagrou na manhã de 28 de abril de 2026 uma operação que teve como alvo um núcleo ligado ao Comando Vermelho (CV) na cidade de Duque de Caxias.

As diligências incluíram cumprimento de mandados de busca e apreensão e ordens de prisão em endereços apontados como ligados a integrantes do grupo investigado por ameaças, extorsões e por manter o monopólio do serviço de internet em ao menos três comunidades do município.

Apuração e confirmação das informações

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em notas oficiais e levantamentos jornalísticos, as autoridades apreenderam equipamentos utilizados para o fornecimento irregular de conexão e documentos que poderão esclarecer mecanismos de cobrança e intimidação.

De acordo com as informações oficiais divulgadas pelas autoridades, os investigados teriam coagido moradores a contratar o serviço oferecido sob ameaça, além de praticarem sabotagem a equipamentos quando as exigências não eram atendidas.

Impacto nas comunidades

Moradores consultados relataram que o domínio sobre a oferta de acesso afetou a conectividade local e elevou custos para famílias que dependem da internet para trabalho e estudo. Em relatos obtidos, houve menções a cobrança de taxas extras e a retirada de equipamentos em caso de resistência.

Fontes locais ouvidas afirmaram que a atuação do grupo prejudicou sobretudo famílias em situação de vulnerabilidade, que não tinham alternativas de provedores formis na região.

Convergências e divergências na cobertura

A apuração do Noticioso360 cruzou boletins de ocorrência, notas oficiais e reportagens de veículos como G1 e Agência Brasil, identificando convergência quanto à existência de extorsão e intimidação, mas divergências quanto ao alcance geográfico do esquema.

Enquanto entrevistas com moradores apontam para atuação em três comunidades específicas, documentos iniciais do inquérito mencionam número menor de localidades ou descrevem o controle de forma mais pontual. Por isso, as autoridades foram priorizadas para números e confirmações oficiais.

Provas e medidas adotadas

Segundo a Polícia Civil, os mandados foram expedidos com base em provas coletadas durante investigação conjunta. Parte das apreensões já foi materializada, incluindo roteadores, antenas e equipamentos de transmissão, que serão encaminhados para perícia técnica.

O MPRJ destacou que a atuação do núcleo configura crimes complexos, com impacto direto sobre a infraestrutura e a segurança das comunidades, e indicou que as investigações prosseguem para identificar responsáveis e eventuais parceiros no esquema.

Repercussões institucionais e jurídicas

Especialistas em segurança pública consultados afirmaram que o controle de serviços essenciais por organizações criminosas amplia a vulnerabilidade social e dificulta a resposta estatal.

“Quando uma organização criminosa controla infraestrutura de comunicação, a população fica duplamente refém: da violência e da falta de acesso a serviços básicos”, disse um pesquisador ouvido pela reportagem. As fontes pediram anonimato por segurança.

Próximos passos da investigação

As etapas seguintes incluem a análise pericial dos equipamentos apreendidos, oitivas de testemunhas e eventual oferecimento de denúncias ao juízo competente. As autoridades também indicaram a possibilidade de medidas específicas para restabelecer a oferta regular de serviços nessas áreas.

Até o fechamento desta apuração, representantes do Comando Vermelho não haviam se manifestado. A Polícia Civil e o MPRJ forneceram notas resumindo as medidas adotadas e ressaltando que diligências seguem em andamento.

Consequências sociais e propostas de reparação

Além do aspecto criminal, a investigação trouxe à tona questões de direito à comunicação e de concorrência. A imposição de provedores ilegais afeta acesso à educação e ao trabalho remoto, e especialistas defendem políticas públicas que tratem a internet como serviço essencial.

Organizações de defesa do consumidor e representantes comunitários sugeriram ações de reparação, como a facilitação da entrada de provedores formais nas comunidades afetadas e programas de subsídio para famílias em situação de risco.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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