Vendedores ambulantes interditaram duas faixas em Copacabana contra a Operação Tolerância Zero nesta quinta.

Camelôs bloqueiam faixas da Avenida Atlântica, no Rio

Ambulantes fecharam duas pistas da Avenida Atlântica em Copacabana; prefeitura defende operação e vendedores reclamam perda de renda.

No fim da tarde desta quinta-feira, dezenas de vendedores ambulantes interditaram duas pistas da Avenida Atlântica, na altura do posto 4, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O bloqueio reduziu o fluxo de veículos e gerou lentidão nos acessos ao bairro no horário de saída do trabalho.

Segundo testemunhas, a mobilização foi pacífica e contou tanto com ambulantes a pé quanto com motos elétricas que circularam pela faixa interditada como forma de chamar atenção de pedestres e motoristas. Não houve, conforme relatos preliminares, registro imediato de confrontos com a polícia no local.

De acordo com levantamento da redação do Noticioso360, que cruzou informações do G1 e da Agência Brasil, o protesto foi motivado pela insatisfação com a Operação Tolerância Zero, ação da Prefeitura do Rio que prevê fiscalização e remoção de vendedores em pontos considerados irregulares.

O que aconteceu na orla

O bloqueio ocorreu por volta do final da tarde e atingiu duas faixas da via na altura do posto 4. Motoristas relataram lentidão e filas em trechos próximos, especialmente nos pontos de acesso à orla. Agentes de trânsito foram acionados para orientar o tráfego, mas a interdição temporária causou retenções no trecho.

Participantes da manifestação afirmaram que a ideia era interromper a circulação por tempo determinado e sem violência, apenas para pressionar por diálogo com a administração municipal. “Estamos pedindo que a prefeitura nos apresente alternativas; isso está prejudicando nossa renda”, disse um dos manifestantes, que pediu para não ser identificado.

Posição da Prefeitura

Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura do Rio afirmou que a Operação Tolerância Zero tem como objetivo coibir irregularidades relacionadas ao comércio ambulante e ordenar o uso do espaço público. A gestão municipal apontou que agentes de fiscalização podem atuar para assegurar a circulação, a limpeza e a segurança na orla.

O comunicado destacou ainda que a ação busca combater práticas que, segundo a prefeitura, prejudicam o acesso de pedestres, a circulação de veículos e as condições sanitárias no local. A administração não informou, até o fechamento desta matéria, quantas autuações foram aplicadas durante a operação associada ao protesto.

Versões em conflito

A apuração do Noticioso360 confrontou as versões: autoridades municipais defendem o ordenamento urbano como medida de segurança e higiene; por outro lado, representantes dos ambulantes alegam perda de sustento e criticam a falta de diálogo e de alternativas efetivas para regularização.

Há divergência também sobre o impacto do ato no trânsito. Enquanto alguns relatos apontam para transtornos significativos no horário de pico, outras fontes indicam que a interdição foi pontual e que o tráfego foi normalizado em seguida com a ação de órgãos de trânsito.

Motos elétricas e estratégia de mobilização

Ao lado de ambulantes que seguiram a pé, motos elétricas foram usadas como elemento de visibilidade da manifestação. Integrantes do movimento afirmaram que o uso desses veículos ajudou a manter a mobilização mais leve e a reduzir riscos de confronto, além de atrair a atenção de moradores e turistas que circulavam pela orla.

Moradores e comerciantes locais relataram preocupação com eventuais perdas no comércio por conta do bloqueio, mas também reconheceram que a insatisfação dos ambulantes tem base em medidas recentes de fiscalização que reduziram pontos tradicionais de venda.

Situação atual e próximos passos

Até o fechamento desta reportagem, não havia registros confirmados de prisões ou feridos. A via apresentava pontos de lentidão, e equipes municipais seguem monitorando a área. A expectativa é de que a prefeitura mantenha ações de fiscalização, enquanto líderes dos ambulantes poderão buscar negociações ou realizar novos protestos caso não obtenham resposta satisfatória.

Fontes consultadas afirmam que são necessárias ações combinadas para conciliar ordenamento urbano e preservação da renda informal. Entre as propostas citadas pelos ambulantes estão a criação de pontos regulamentados, programas de inclusão e diálogo contínuo com a administração municipal.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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