Resolução obriga companhias a alocar crianças e adolescentes junto de responsáveis no momento da compra, sem cobrança.

Anac garante assento ao lado do responsável sem taxa

Agência determina que empresas aéreas reservem assento ao lado de menores até 16 anos no ato da compra, sem taxa adicional.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma resolução determinando que companhias aéreas garantam, já no momento da compra da passagem, a alocação do assento ao lado do responsável para crianças e adolescentes de até 16 anos, sem a cobrança de taxa adicional pela marcação do lugar.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens e documentos oficiais, a medida busca reduzir riscos à segurança e preservar o bem-estar dos menores durante o embarque e a viagem, além de evitar custos extras para famílias.

O que muda na prática

As empresas deverão atualizar seus sistemas de venda para bloquear ou priorizar opções de assento que permitam a proximidade entre menor e responsável ao efetuar a compra. Quando a configuração do avião ou a ocupação das poltronas tornar inviável a alocação imediata, a norma exige que a companhia ofereça alternativas contíguas e informe claramente o comprador no momento da compra.

Em termos operacionais, as aéreas poderão adotar dois caminhos principais: bloquear combinações de assentos que inviabilizem a proximidade entre menor e acompanhante, ou aplicar mecanismos automáticos de alocação que priorizem a condição de viajar ao lado do responsável.

Exceções previstas

A Anac prevê situações excepcionais que podem exigir realocação posterior, como motivos de segurança operacional, impedimentos técnicos ou troca de equipamento. Nesses casos, a empresa deve comunicar o passageiro e propor solução compatível, segundo o texto da resolução.

Direitos do passageiro e fiscalização

Consumidores ou responsáveis que identificarem cobrança indevida para marcar assento ao lado do menor, ou recusa em garantir a proximidade, podem registrar reclamação junto à Anac e a órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

A agência anunciou mecanismos de fiscalização e a possibilidade de aplicação de sanções administrativas às empresas que descumprirem a norma, incluindo multas e outras penalidades previstas na regulação do setor.

Impacto para companhias aéreas

A implementação deverá exigir alteração de sistemas de reservas, atualização de fluxos de venda e adaptação de processos de atendimento e check-in. Universos de TI das empresas precisarão mapear regras de priorização de assentos e criar exceções automatizadas quando a venda ou a configuração da aeronave não permitir alocação imediata.

Segundo as fontes consultadas, algumas empresas já sinalizaram rotina de adaptações, com prazos para atualização de plataformas e capacitação de equipes. A complexidade varia conforme os modelos de venda — plataformas próprias, agregadores e agentes de viagem.

O que as famílias devem fazer

No curto prazo, a recomendação aos passageiros é verificar no ato da compra se o sistema informa a alocação do assento ao lado do menor e guardar comprovantes eletrônicos ou telas que demonstrem a reserva. Caso haja cobrança indevida, registre o caso formalmente e apresente provas ao Procon ou à Anac.

No aeroporto, em caso de incompatibilidade entre a posição atribuída e a necessidade de proximidade, procure imediatamente o balcão da companhia para tentar solução com antecedência ao embarque.

Comparação entre coberturas e tom editorial

O Noticioso360 cruzou informações de veículos que acompanharam a norma — entre eles G1 e Agência Brasil — e identificou convergência sobre o núcleo da medida: a proibição de taxa e a exigência de alocação no momento da compra.

Houve, porém, diferenças na ênfase editorial. Um dos veículos privilegiou exemplos práticos e impactos para consumidores; o outro detalhou pontos técnicos da resolução e os prazos de implementação. A base comum permanece a íntegra do texto da Anac como referência central.

Possíveis desafios e ressalvas

Especialistas apontam que, embora a regra seja clara, sua efetividade depende da integração entre vendas online, centros de contato e operações de solo. Casos de overbooking, troca de equipamento e erros humanos no check-in seguem como fatores a exigir atenção especial das companhias.

Além disso, plataformas de venda por terceiros (agregadores e agentes) precisarão alinhar-se às novas regras para evitar disparidades na experiência do consumidor.

Fechamento e projeção

Como projeção, espera-se que a norma leve a uma redução das ocorrências em que menores viajam separados de seus responsáveis e promova maior previsibilidade no embarque. No médio prazo, a mudança pode gerar investimentos em tecnologia pelas aéreas e aprimoramento de processos de atendimento.

No entanto, a eficácia dependerá de monitoramento contínuo da Anac e de relatos dos consumidores para que eventuais descumprimentos sejam identificados e punidos.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que a medida pode redefinir práticas de atendimento e prioridades operacionais nas companhias aéreas nos próximos meses.

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