Ju Massaoka retoma tratamento após infecção associada a PMMA
A repórter Ju Massaoka, da TV Globo, informou que voltou a realizar etapas do tratamento por conta de uma infecção na ponta do nariz, associada a material de preenchimento à base de PMMA (polimetilmetacrilato), após uma rinoplastia corretiva realizada em abril.
No relato público, Massaoka explicou que mantém uma ferida na ponta nasal desde a cirurgia e que tem passado por procedimentos médicos para controlar a lesão e a infecção. A situação motivou acompanhamento contínuo por especialistas e intervenções dirigidas ao combate do processo inflamatório.
O que a apuração revelou
A apuração do Noticioso360, que cruzou informações de reportagens publicadas no G1 e na Agência Brasil e conversou com profissionais da área, confirma que complicações por PMMA podem aparecer meses ou anos após a aplicação, dependendo de fatores como técnica, tipo de material e resposta imunológica individual.
Fontes médicas consultadas pela redação explicam que o PMMA, quando usado de forma indevida ou em procedimentos sem o devido acompanhamento, pode funcionar como corpo estranho e desencadear reação inflamatória crônica, formação de granulomas e, em alguns casos, infecção persistente.
Tratamentos indicados e abordados no caso
Segundo especialistas, o manejo de infecções associadas a preenchedores depende da extensão do quadro e pode incluir antibioticoterapia dirigida após cultura e sensibilidade, limpeza cirúrgica de áreas comprometidas, remoção do material quando possível e tratamentos auxiliares para favorecer a cicatrização.
Em seu relato, Massaoka disse ter recorrido a sessões em câmara hiperbárica como parte do plano terapêutico. Profissionais ouvidos pelo Noticioso360 ressaltam que a terapia hiperbárica não é padrão para todos os casos, mas pode ser indicada em feridas crônicas ou quando se busca otimizar aporte de oxigênio aos tecidos e acelerar reparo local.
Quando é necessária a retirada do material?
Médicos consultados afirmam que a retirada total do PMMA pode ser imprescindível quando há presença persistente de corpo estranho e inflamação que não responde a tratamentos conservadores. A remoção costuma ser técnica e, em alguns casos, exige intervenções cirúrgicas específicas, com avaliação detalhada do risco-benefício para a função e estética nasal.
Além disso, a correção anatômica adequada por especialista em rinoplastia pode ser necessária para restabelecer a estrutura nasal, especialmente após procedimentos corretivos que resultaram em complicações. Cada caso exige avaliação individualizada, exames complementares e acompanhamento multidisciplinar.
Riscos conhecidos e orientações médicas
Especialistas ouvidos pelo Noticioso360 alertam que reações adversas a preenchedores como PMMA incluem nódulos, inflamação crônica, migração do material e, em situações com contaminação, infecção. O aparecimento de sinais como dor localizada, vermelhidão intensa, secreção, calor ou ferida que não cicatriza deve levar à procura imediata de atendimento especializado.
O tratamento geralmente começa com avaliação clínica detalhada, exames de imagem quando indicados e, se necessário, realização de cultura microbiológica para direcionar o antibiótico apropriado. Em casos mais complexos, unidades especializadas em cirurgia plástica, otorrinolaringologia e infectologia são acionadas para conduzir o manejo.
O que se sabe sobre o quadro de Massaoka
Até o momento, as informações públicas sobre o caso partem principalmente da própria jornalista. Não foram localizados, na apuração realizada pelo Noticioso360, documentos ou laudos públicos detalhando exames ou relatórios médicos específicos além das declarações compartilhadas por Massaoka.
A reportagem procurou manter a precaução editorial e evitar atribuições médicas sem laudo formal. Por essa razão, o texto reúne o relato da profissional com a contextualização técnica fornecida por especialistas consultados para explicar riscos e caminhos possíveis de tratamento.
Contexto mais amplo: complicações por preenchimentos
Casos envolvendo complicações de preenchimentos — especialmente com materiais permanentes como o PMMA — têm sido objeto de alerta por sociedades médicas e autoridades sanitárias. A literatura médica descreve que problemas podem emergir mesmo anos após o procedimento, por fatores relacionados à técnica, ao material ou à resposta individual do paciente.
Regulamentação, qualificação do profissional e uso de materiais com estudos de segurança são pontos enfatizados por especialistas para reduzir riscos. A orientação unânime é que procedimentos estéticos envolvendo implantes ou preenchedores sejam realizados por médicos habilitados, com explicação prévia dos riscos e planejamento de seguimento.
O papel da cobertura jornalística
A cobertura de casos individuais, como o de Massaoka, tende a variar entre relatos pessoais e reportagens que buscam contextualizar cientificamente o risco. O Noticioso360 priorizou nessa apuração a verificação cruzada de informações e a consulta a especialistas para oferecer uma visão responsável e esclarecedora aos leitores.
Reiteramos que relatos pessoais são valiosos para a compreensão do problema, mas não substituem laudos médicos ou declarações formais dos profissionais responsáveis pelo procedimento. A redação evita extrapolações e recomenda cautela ao interpretar casos isolados.
Fechamento e projeção
Com o seguimento do tratamento de Ju Massaoka, espera-se que novas atualizações possam surgir tanto por parte da jornalista quanto por possíveis comunicados médicos. O acompanhamento do caso e a divulgação de resultados clínicos ou cirúrgicos serão importantes para esclarecer a evolução e as medidas adotadas.
Para quem tem histórico de preenchimentos, especialistas reforçam a necessidade de vigilância de sinais e contato rápido com um profissional de saúde ao identificar alteração local. Ao mesmo tempo, debates sobre regulamentação e segurança dos materiais continuam a ganhar espaço nas discussões médicas e regulatórias.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas ouvidos apontam que episódios sobre complicações estéticas podem ampliar a discussão sobre práticas clínicas e segurança em procedimentos nos próximos meses.
Veja mais
- Campo Grande recebeu 2.399 doses; imunizante 20‑valente já está disponível nas unidades de saúde do estado.
- Caminhar regularmente pode aumentar o gasto calórico e contribuir para redução de gordura quando combinado a hábitos alimentares.
- Fezolinetant (Veoza) age no cérebro para reduzir ondas de calor; aprovação abre caminho para nova opção terapêutica.



