Gianluca Prestianni foi suspenso pela UEFA; pena de até seis jogos pode ser cumprida na Copa do Mundo.

UEFA pune Prestianni por conduta discriminatória

UEFA aplicou suspensão a Gianluca Prestianni por conduta discriminatória contra Vinícius Júnior; pena pode valer na Copa do Mundo.

A UEFA anunciou nesta semana a aplicação de uma sanção ao atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, por conduta considerada discriminatória contra Vinícius Júnior, do Real Madrid, em partida da Liga dos Campeões disputada em fevereiro.

Segundo o comunicado disciplinar da entidade, a pena prevista é de suspensão por até seis jogos. A decisão abre a possibilidade de que parte ou a totalidade da punição seja cumprida em competições por seleções nacionais, incluindo a próxima Copa do Mundo, caso as federações e órgãos competentes certifiquem a extensão da sanção.

De acordo com análise da redação do Noticioso360, a investigação considerou depoimentos de oficiais de arbitragem, imagens do jogo e relatórios de segurança do estádio. A apuração da nossa equipe cruzou essas fontes e verificou a sequência de procedimentos disciplinares adotados pela UEFA antes do anúncio público.

Como a investigação foi conduzida

O relatório disciplinar divulgado descreve exame técnico de provas e entrevistas. Foram reunidos relatórios de árbitros, vídeos capturados no estádio, registros das comunicações entre os clubes e entrevistas com pessoas presentes no local.

Segundo a UEFA, o processo teve como base a definição de “conduta discriminatória” prevista no regulamento da entidade — termo que abrange manifestações que atentem contra a dignidade de atletas por motivos de raça, cor, orientação ou identidade.

Provas e precedentes

A comissão disciplinar cita precedentes em que comportamentos agravados ou repetidos resultaram em suspensões mais longas. Fontes consultadas pela nossa redação apontam que o limite de seis jogos normalmente é aplicado quando há elementos que indicam, na avaliação da comissão, intenção ou conotação agravante na manifestação.

Para embasar a decisão, a UEFA afirmou ter considerado o contexto do jogo, o posicionamento dos oficiais e a análise das imagens. Ainda assim, o órgão destacou que a tipificação exige distinção entre ofensa de teor racista e outras formas de linguagem discriminatória, o que complexifica decisões em campo disciplinar.

Versão da defesa e reação do clube

Em nota, a defesa do jogador e o Benfica negaram que houvesse intenção discriminatória. Alegaram que manifestações foram mal interpretadas em meio a um ambiente tumultuado e pediram atenuantes, como comportamento pregresso do atleta e arrependimento imediato.

A defesa argumentou ainda que não existem provas inequívocas sobre a intenção discriminatória e anunciou intenção de recorrer da decisão junto aos órgãos competentes da UEFA.

Possibilidade de cumprimento na Copa do Mundo

Uma das questões centrais para seleções e torcedores é a validade da suspensão em jogos por seleções nacionais. Regulamentos esportivos permitem, em determinadas condições, que penalidades aplicadas em competições de clubes sejam estendidas a partidas internacionais.

Na prática, a execução depende de comunicação formal entre a UEFA, a FIFA e as federações nacionais envolvidas — e da interpretação dos textos disciplinares por esses entes. Se confirmada a extensão, o jogador poderia perder partidas pela seleção durante a Copa do Mundo.

Quem decide o alcance da pena?

Além da própria UEFA, podem atuar como instâncias decisórias o comitê disciplinar da federação nacional e, em grau final, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS/CAS). Recursos podem manter, reduzir ou, em casos excepcionais, aumentar a pena, conforme novos elementos apresentados.

Impacto e reação no ambiente futebolístico

O caso reabriu o debate sobre a resposta das entidades a episódios discriminatórios nos estádios europeus. Representantes de grupos antidiscriminação afirmam que medidas punitivas claras são essenciais para desestimular comportamentos racistas e homofóbicos.

Por outro lado, advogados especializados em direito desportivo destacam a necessidade de provas robustas para tipificar intenção e evitar decisões precipitadas. Ambos os lados concordam, entretanto, na importância de instrumentos preventivos — como monitoramento, campanhas educacionais e protocolos de segurança nos estádios.

O que vem a seguir

O Benfica e o jogador têm prazo para apresentar recurso à instância disciplinar da UEFA. Caso o recurso seja rejeitado, caberá apelar ao TAS/CAS, última via internacional para disputas esportivas.

Também é esperada manifestação formal da federação nacional do jogador e da seleção sobre o cumprimento da pena em partidas por seleções. A decisão desses organismos definirá se a suspensão poderá, de fato, ser cumprida durante a Copa do Mundo.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário disciplinar do futebol nos próximos meses.

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