O co‑proprietário do Inter Miami, Jorge Mas, afirmou em entrevista televisiva que Lionel Messi recebe entre US$70 milhões e US$80 milhões por ano, cifra que, segundo ele, reúne pagamento direto ao jogador e parcelas vinculadas a direitos comerciais associados à presença de Messi no clube.
Segundo análise da redação do Noticioso360, porém, há diferenças importantes nas bases usadas por veículos e especialistas para compor esses números, o que exige cautela na comparação entre declarações públicas e reportagens econômicas.
O que disse Jorge Mas
Em entrevista, Mas apresentou a faixa de US$70–80 milhões anuais como uma estimativa do montante total ligado à permanência de Messi no Inter Miami. O dirigente explicou que o valor inclui não apenas o salário-base registrado na liga, mas também acordos de imagem, patrocínios e receitas comerciais geradas em torno do jogador.
“Parte desse valor vem de contratos comerciais e parcerias feitas por conta da presença do jogador no clube”, afirmou Mas. A declaração coloca uma cifra alta, compatível com contratos de estrelas globais, mas não substitui a documentação contratual pública.
Como os números são contabilizados
Há pelo menos três formas distintas de interpretar a expressão “salário” em contratos de atletas de alto nível:
- Salário-base: o valor declarado ao registro da liga, sujeito a regras de teto e fiscalização;
- Bônus e participações: pagamentos por desempenho, presença em partidas ou metas comerciais;
- Direitos de imagem e acordos comerciais: contratos que podem ser negociados separadamente, às vezes via empresas intermediárias.
Especialistas em direito esportivo ouvidos por reportagens internacionais destacam que somar todas essas parcelas em uma mesma conta é prática comum em estimativas públicas, mas pode gerar overstatement quando comparado a valores divulgados em documentos oficiais.
Leituras da imprensa internacional
Agências de notícias e veículos especializados adotam metodologias distintas: alguns relatam apenas o salário-base registrado; outros calculam uma estimativa agregada englobando patrocínios e receitas de imagem. Relatórios de auditoria ou análises financeiras costumam ser mais conservadores, citando apenas dados verificáveis ou disponibilizados por órgãos oficiais.
Por exemplo, matérias com histórico de apuração econômica indicam que contratos desse porte combinam salário fixo, bônus por performance e acordos comerciais de longo prazo. Isso dificulta comparar números brutos divulgados em entrevistas com valores cuja contabilização é pública e auditável.
O que a apuração do Noticioso360 encontrou
Ao cruzar versões e documentos públicos, a redação do Noticioso360 identificou três pontos-chave:
- A afirmação direta de Jorge Mas sobre a faixa de US$70–80 milhões anuais;
- Reportagens que apresentam valores distintos dependendo do que é incluído (salário-base versus salário mais receitas comerciais);
- Ausência de divulgação pública integral do contrato pelo clube ou pela Major League Soccer para verificar a composição detalhada dos montantes.
Esses elementos colocam a declaração de Mas como uma fonte primária relevante, mas não exaustiva. Sem acesso ao contrato integral, não é possível confirmar se a cifra refere‑se a parcelas pagas diretamente pelo Inter Miami, a terceiros, ou à soma de receitas associadas ao jogador.
Por que há divergências entre veículos
As diferenças entre reportagens decorrem, em grande parte, de escolhas metodológicas. Veículos econômicos tendem a privilegiar valores documentados em registros oficiais; redações esportivas podem incluir no total receitas de imagem ou projeções de patrocínio.
Além disso, contratos de alto valor muitas vezes envolvem estruturas fiscais e societárias que fragmentam pagamentos — por exemplo, parte do contrato de imagem pode ser gerido por uma empresa ligada ao atleta. Esses arranjos tornam a comparação direta complexa e sujeita a interpretações.
O papel do clube e da liga
Nem o Inter Miami nem a Major League Soccer costumam divulgar contratos na íntegra. Comunicações oficiais do clube descrevem acordos em termos gerais, sem detalhar cláusulas comerciais. Essa prática limita a verificação independente e amplia o peso de declarações públicas de dirigentes, como a de Jorge Mas.
Quando documentos públicos não estão disponíveis, as redações recorrem a estimativas baseadas em entrevistas, agentes, comparativos de mercado e relatórios financeiros, o que explica a variação nos números reportados.
Implicações jornalísticas
Para reportar com responsabilidade, a melhor prática é apresentar a declaração do dirigente, explicitar o que a cifra inclui e mostrar as metodologias alternativas usadas por outros veículos. Assim, o leitor entende não só o valor apontado, mas também os limites da apuração.
A apuração do Noticioso360 recomenda cautela ao tratar o número como “salário líquido” ou “valor pago diretamente pelo clube” sem qualificação adicional.
Contexto econômico e de mercado
Mesmo quando agregadas, cifras dessa magnitude colocam Messi entre os atletas mais bem remunerados do mundo e traduzem o impacto de sua presença na visibilidade e na capacidade comercial do clube. Patrocínios, venda de ingressos e merchandising são fontes diretas de receita que podem justificar contratos robustos.
No entanto, do ponto de vista contábil, somente a publicação de cláusulas contratuais permitiria confirmar a composição exata do pacote financeiro.
Projeção futura
Analistas e observadores do mercado esportivo dizem que a continuidade das declarações e a eventual divulgação de documentos oficiais poderão reduzir a margem de interpetração entre versões. Até lá, é provável que a discussão pública sobre o montante persista, com novas estimativas conforme surjam dados complementares ou manifestações oficiais do clube.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o mercado esportivo nos próximos anos.
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