Um homem identificado como Lotfolah Kaveh Afrasiabi teria ingressado com uma ação judicial nos Estados Unidos contra a FIFA e o presidente Gianni Infantino, alegando prejuízos decorrentes de um gol anulado que teria contribuído para a eliminação do Irã em partida da Copa do Mundo. A matéria original, publicada por um jornal britânico, informa que o pedido de indenização seria de aproximadamente US$1 bilhão.
Noticioso360 buscou confirmar a informação com fontes nacionais e internacionais e compilou os dados disponíveis até o momento. A apuração não localizou registros públicos da petição inicial, número de processo ou manifestação oficial da FIFA.
O que diz a denúncia
De acordo com a versão divulgada pela publicação britânica, a ação afirma que o erro de arbitragem — em especial a anulação de um gol considerado válido pelo autor da queixa — causou danos materiais e morais suficientes para justificar a quantia bilionária. A peça relata também que o autor alega prejuízos econômicos diretos decorrentes da eliminação da seleção iraniana no torneio.
Apuração e checagem
A redação do Noticioso360 verificou bases públicas de tribunais dos Estados Unidos, além de buscar comunicados oficiais da FIFA e checar a cobertura de agências e grandes veículos internacionais e brasileiros. Não foram encontrados registros públicos da ação nos sistemas judiciais consultados nem comunicados oficiais da entidade respondendo à alegação.
Além disso, a ausência de ampla repercussão em agências como Reuters, BBC, e em grandes jornais brasileiros (G1, Folha, Estadão, CNN Brasil) foi tratada como sinal de cautela. Processos de grande repercussão e valores bilionários normalmente atraem cobertura imediata de grandes veículos e geram documentos judiciais acessíveis publicamente.
Limites jurídicos
Fontes jurídicas ouvidas para esta reportagem explicam que litígios contra instituições esportivas internacionais e seus dirigentes são complexos. Obstáculos comuns incluem imunidades jurisdicionais, cláusulas de arbitragem previstas nos estatutos e a exigência de provas robustas sobre o nexo causal entre a decisão esportiva e danos econômicos mensuráveis.
Advogados consultados lembraram que, para prosperar em um tribunal civil, ações dessa natureza precisam apresentar documentos e perícias que demonstrem que a decisão foi fruto de má-fé, conluio ou erro grave, e que essas condutas geraram perdas financeiras concretas e quantificáveis. Erros de arbitragem, ainda que controversos, costumam ser tratados internamente pelas instâncias esportivas — como comissões disciplinares e a Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça — em vez de resultar em indenizações bilionárias na justiça comum.
O que foi possível confirmar
Até o fechamento desta reportagem, os fatos verificados são:
- O nome citado na versão inicial é Lotfolah Kaveh Afrasiabi.
- A alegação informa um pedido de cerca de US$1 bilhão contra a FIFA e Gianni Infantino.
- O episódio relatado envolve a anulação de um gol que teria contribuído para a eliminação do Irã na Copa do Mundo.
O que não foi possível confirmar de forma independente inclui: protocolo e número do processo, tribunal em que teria sido distribuído, cópia da petição inicial, e qualquer manifestação oficial por parte da FIFA ou do presidente Gianni Infantino.
Por que a cautela é necessária
A falta de confirmação em múltiplas fontes independentes chama atenção. Em casos de magnitude bilionária, é natural que existam buscas e registros públicos visíveis em portais judiciais, além de posicionamentos oficiais das partes envolvidas.
Publicações locais ou veículos menores podem, eventualmente, noticiar ações judiciais específicas sem que haja ampla repercussão, mas a ausência de documentação acessível eleva a necessidade de precaução jornalística. Recomendamos que leitores aguardem a apresentação de documentos judiciais ou respostas oficiais antes de considerar o caso como comprovado.
Como a FIFA costuma proceder
Em episódios anteriores envolvendo contestações sobre arbitragem, a FIFA frequentemente remete a resolução para comissões internas e para organismos como a CAS. Comunicações públicas da entidade costumam ser realizadas quando há demanda formal e reconhecida, e são divulgadas em canais institucionais.
O papel da imprensa e da responsabilidade
Veículos de comunicação têm a função de checar documentos e consultar representantes legais antes de publicar alegações potencialmente danosas. A reprodução automática de matérias sem checagem pode propagar informações imprecisas ou fora de contexto.
O Noticioso360 continuará monitorando o caso e atualizará esta apuração caso novos elementos verificáveis — como o protocolo do processo ou posicionamento oficial da FIFA — sejam disponibilizados.
Projeção
Caso a ação se confirme com protocolos e documentos válidos, o processo pode abrir precedentes sobre a responsabilidade civil em decisões esportivas, ainda que os especialistas consultados acreditem que será difícil obter indenizações bilionárias sem provas de má-fé ou erro gravíssimo. Em paralelo, a repercussão midiática tenderá a acelerar manifestações oficiais e buscas por transparência nos procedimentos arbitragem esportiva.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário de litígios esportivos nos próximos meses.



