Um vendaval de forte intensidade atingiu o campus da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto na tarde de sábado, provocando danos estruturais em prédios acadêmicos, queda de árvores e rompimento de trechos do telhado da biblioteca central. Equipes de segurança e infraestrutura foram acionadas imediatamente para avaliação dos estragos e sinalização das áreas de risco.
De acordo com análise da redação do Noticioso360, com base em comunicados oficiais da universidade e relatos de testemunhas, as faculdades mais afetadas foram Educação Física, Medicina, Enfermagem e Filosofia. A biblioteca central, que passou por obras recentemente, teve partes da cobertura removidas pela força do vento, causando infiltrações e expondo acervos localizados em setores não totalmente protegidos.
Danos identificados e áreas impactadas
Levantamentos iniciais indicam telhados arrancados, queda de forros, alagamentos em salas de aula e laboratórios e árvores tombadas em diferentes setores do campus. Prédios administrativos também registraram avarias em fachadas e esquadrias. A reitoria classificou o episódio como de “alto impacto patrimonial”, mas afirmou que, até o momento, não há confirmação de ferimentos graves diretamente relacionados ao vendaval.
Fontes internas e membros da comunidade acadêmica relataram dificuldades logísticas imediatas, como interrupção de aulas presenciais e impedimento de acesso a algumas dependências. Técnicos apontaram risco de danos adicionais caso a cobertura não seja recolocada com urgência, especialmente em salas que abrigam equipamentos sensíveis e coleções bibliográficas.
Ações imediatas da reitoria
A reitoria mobilizou equipes de infraestrutura, segurança e manutenção para um diagnóstico preliminar e para organizar um plano de recuperação. Entre as medidas anunciadas estão a remoção de destroços, a sinalização de áreas perigosas, a instalação de coberturas provisórias e a realocação temporária de atividades que não podem ser realizadas no local atingido.
Em comunicado à comunidade universitária, a administração informou que prioriza a proteção emergencial dos acervos da biblioteca e a realização de perícias técnicas para avaliar a extensão dos prejuízos. A universidade também afirmou estar em contato com seguradoras e orçamentos emergenciais para custos de reparo e avalia a contratação de equipes especializadas para recuperação de documentos e equipamentos danificados por água.
Impactos no ensino e no acervo
Além do prejuízo material, professores e alunos relataram interrupções administrativas e suspensão de aulas em salas e laboratórios afetados por alagamentos ou queda de forros. Algumas disciplinas foram remanejadas para formatos remotos ou transferidas para instalações alternativas enquanto a reitoria conclui o levantamento técnico.
Na biblioteca central, equipes trabalham para estabelecer áreas seguras e proteger coleções prioritárias. Fontes técnicas consultadas pelo Noticioso360 indicam que a combinação de vento e água é o principal risco para acervos antigos e materiais sensíveis à umidade, o que exige intervenção de conservação especializada caso haja documentação exposta.
Conservação temporária e avaliação de perdas
As prioridades imediatas elencadas pelos técnicos incluem a retirada de itens em risco de infiltração, a secagem controlada de materiais molhados e a instalação de coberturas provisórias até que reformas estruturais possam ser feitas. A quantificação definitiva de perdas dependerá de laudos de engenharia e de avaliações de conservação bibliográfica.
Divergências e incertezas
Durante a apuração foi possível identificar divergências entre comunicados oficiais e relatos de membros da comunidade. Enquanto a reitoria tem enfatizado medidas de contenção e a ausência de feridos graves, relatos internos descrevem danos mais extensos em dependências específicas e dificuldades para retomada imediata das atividades.
O Noticioso360 apresenta ambas as versões e ressalta a necessidade de perícia técnica para quantificar perdas e definir prioridades de intervenção. A redação mantém contato com a universidade para acompanhar a evolução dos trabalhos e atualizar a apuração assim que laudos e relatórios estiverem disponíveis.
Riscos e recomendações práticas
Para a comunidade acadêmica, a recomendação da reitoria é de cautela: evitar circular por áreas sinalizadas, acompanhar comunicados oficiais sobre locais liberados e seguir orientações de segurança. Estudantes e servidores foram orientados a não tentar retirar acervos ou equipamentos de áreas que permanecem com risco de queda ou infiltração.
Especialistas consultados apontam que intervenções rápidas na proteção de coberturas e no controle de umidade reduzem significativamente o risco de perdas permanentes em acervos bibliográficos. Por isso, a agilidade da administração em contratar serviços especializados pode ser determinante para preservar coleções mais antigas.
O que esperar nas próximas semanas
A expectativa das equipes técnicas é concluir a primeira fase de avaliação e eliminar riscos imediatos nas próximas semanas. Em seguida, obras de recuperação das coberturas e reparos internos seguirão cronograma conforme disponibilidade orçamentária e definição de contratos com fornecedores especializados.
Se confirmados danos relevantes ao acervo, a universidade deverá divulgar planos específicos de recuperação e, possivelmente, buscar apoio técnico e financeiro para conservação de peças afetadas. A reitoria administra também a logística de retomada das atividades acadêmicas presenciais, que pode ocorrer de forma gradual conforme laudos de segurança forem entregues.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que a forma como a universidade gerenciará a recuperação patrimonial e a preservação de acervos pode influenciar prioridades orçamentárias e procedimentos de conservação em outras instituições acadêmicas nas próximas temporadas de intempéries.
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