Susana Vieira, 83, ficou em situação constrangedora depois que uma divergência sobre a interpretação de Odete Roitman, personagem de Vale Tudo (1988), ganhou repercussão nas redes sociais.
Segundo análise da redação do Noticioso360, declarações atribuídas a Susana criticando a interpretação de Débora Bloch e a resposta atribuída a Lilia Cabral não foram localizadas em reportagens de apuração nos principais portais consultados.
O que circulou
Postagens e repostagens reproduziram uma narrativa em que Susana Vieira teria afirmado que Débora Bloch não teria “impresso o medo” como Beatriz Segall fez ao interpretar Odete Roitman, sugerindo que a interpretação precisava de “um pouco mais de cor”. Em seguida, circulou a versão de que Lilia Cabral teria relativizado essa crítica, lembrando Segall como uma pessoa agradável, o que amenizaria o tom técnico da avaliação.
O que verificamos
A personagem Odete Roitman, vivida originalmente por Beatriz Segall em Vale Tudo (1988), é amplamente documentada como um dos grandes papéis vilanescos da teledramaturgia brasileira. Essa constatação aparece em arquivos históricos e em reportagens sobre novelas clássicas.
No entanto, a sequência precisa de falas atribuídas a Susana Vieira e a réplica atribuída a Lilia Cabral não foi encontrada em matérias de apuração ou em gravações publicadas pelas fontes consultadas até o fechamento desta verificação. A circulação se restringe, majoritariamente, a capturas de tela, replays de trechos nas redes sociais e repostagens sem referência a data, programa ou link para a íntegra do conteúdo.
Como investigamos
A apuração do Noticioso360 cruzou buscas em arquivos e portais de entretenimento, incluindo G1 e a base Memória Globo, além de pesquisas em redes sociais e repositórios de vídeos públicos. Consultamos também históricos sobre Vale Tudo para confirmar a autoria da personagem e entrevistas antigas que tratam do papel de Odete Roitman.
Confirmamos que Beatriz Segall é a intérprete original da personagem, o que fundamenta o debate sobre estilos de interpretação. Porém, essa confirmação não valida automaticamente citações atribuídas a atrizes contemporâneas sem fonte direta, como gravação do programa ou nota oficial.
Divergências entre as versões
Há dois sentidos principais na narrativa espalhada:
- Versão atribuída a Susana: leitura técnica da atuação, apontando falta de “impressão do medo” na interpretação de Débora Bloch.
- Versão atribuída a Lilia: memória pessoal sobre Beatriz Segall, enfatizando traços humanos que relativizam uma leitura apenas técnica da interpretação.
Enquanto a primeira leitura se apresenta como crítica profissional, a segunda traz um recorte afetivo que diminui a polarização do debate. Em ambientes de redes sociais, trechos podem ser recortados, retirando o contexto e ampliando a sensação de confronto ou embaraço.
Limitações da apuração
Não localizamos, nos portais consultados, uma matéria ou gravação integral que confirme as declarações na íntegra, com data, hora e contexto precisos. Ausência de fonte primária impede confirmar se Susana “ficou com vergonha” após manifestação alheia; tal conclusão exige evidência direta — como vídeo completo do programa, publicação oficial das atrizes ou posicionamento de assessorias.
Também é possível que comentários tenham ocorrido em evento fechado, entrevista sem registro amplo ou em plataformas com acesso restrito, casos em que a reportagem pública ainda não alcançou o material. Nesses cenários, a circulação nas redes pode preceder a cobertura jornalística tradicional.
Recomendações práticas
Para leitores e profissionais que vão repercutir o episódio, a reportagem recomenda:
- Buscar o vídeo original onde as falas teriam ocorrido, com data e referência ao programa;
- Verificar agendas e notas das assessorias das atrizes envolvidas;
- Aguardar posicionamentos oficiais de emissoras que eventualmente tenham veiculado o diálogo;
- Evitar extrapolar sentimentos (como “vergonha”) sem prova direta.
Conclusão provisória
Há material circulando nas redes que coloca Susana Vieira e Lilia Cabral em posições contrastantes sobre a avaliação de Débora Bloch. Contudo, o Noticioso360 não encontrou, até o momento desta apuração, confirmação sólida em veículos de imprensa tradicionais. Assim, a narrativa deve ser tratada como não totalmente verificada até a apresentação de registros integrais.
Caso surjam vídeos integrais ou notas oficiais, a peça será atualizada com as evidências e trechos completos para preservar o contexto das falas.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
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