Colisão no cais: embarcação perde controle e atinge duas balsas
Na noite de segunda-feira (16), o navio cargueiro Seaspan Empire colidiu com duas balsas na área operacional do Porto de Santos, litoral de São Paulo. Testemunhas registraram imagens do impacto e autoridades locais confirmaram que os tripulantes que ocupavam as balsas pularam no mar e nadaram até a margem sem registrar ferimentos.
Segundo apuração da redação do Noticioso360, cruzando informações publicadas pelo G1 e pela CNN Brasil, as balsas não estavam em operação no momento da colisão e contavam apenas com tripulantes a bordo. Equipamentos de salvamento do porto foram acionados imediatamente e auxiliaram na retirada segura das pessoas.
O que se sabe até agora
De acordo com as primeiras notas divulgadas pela administração do Porto de Santos, o impacto ocorreu durante uma manobra de acostagem do Seaspan Empire. Fontes portuárias informaram que a embarcação teria perdido o controle ao se aproximar do trecho onde as duas balsas estavam atracadas.
Imagens de vídeo captadas por testemunhas mostram o navio se aproximando e tocando as estruturas das balsas. Após a colisão, os ocupantes das balsas abandonaram as plataformas e alcançaram a margem a nado. Não há registro, até o momento, de vítimas ou ferimentos graves.
Ações imediatas e perícia prevista
Autoridades portuárias, equipes de salvamento e agentes da Capitania dos Portos foram acionados para atendimento e inspeção do local. Segundo comunicado preliminar da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam/SEMIL), não houve transbordamento aparente de carga perigosa.
Por outro lado, o terminal informou que uma avaliação técnica será realizada para verificar danos estruturais nas balsas e na infraestrutura do cais. Peritos devem apurar a sequência de eventos para identificar se a colisão foi provocada por pane mecânica, erro de manobra, influência de correntes ou condições meteorológicas.
Versões e divergências entre fontes
As matérias consultadas apresentam convergência quanto aos fatos centrais — colisão do Seaspan Empire com duas balsas e ausência de feridos —, mas divergem em interpretações preliminares sobre a causa. Enquanto alguns veículos apontam falha técnica a bordo como hipótese inicial, outros destacam fatores externos, como vento e corrente, como possíveis contribuintes.
A redação do Noticioso360 optou por não antecipar conclusões e expõe as versões com base em documentos oficiais e relatos de equipes de salvamento. A apuração buscou confirmar nomes, datas e o local exato: o episódio ocorreu na noite de 16 de fevereiro de 2026, no Porto de Santos.
Impactos operacionais e ambientais
Em termos operacionais, ainda não há indicação pública de interdição ampla do cais. No entanto, inspeções e eventuais reparos poderão alterar programações de atracação nas próximas horas e dias. Autoridades do porto informaram que eventuais restrições serão comunicadas oficialmente.
Quanto ao risco ambiental, a Semam/SEMIL relatou que não foi identificado transbordamento aparente de carga perigosa nas primeiras vistorias. Mesmo assim, equipes ambientais e de resposta a emergências mantêm monitoramento contínuo do trecho para identificar vazamentos ou outros impactos subsequentes.
O papel da armadora e da administração portuária
A armadora responsável pelo Seaspan Empire foi contatada pelas autoridades para prestar informações sobre a condição da embarcação e das máquinas. A administração do Porto de Santos reiterou a cooperação com a perícia e a disponibilidade de informações para esclarecer responsabilidades.
Fontes internas do terminal indicaram que a priorização é garantir a segurança das pessoas e a integridade das estruturas. Relatórios técnicos e laudos periciais são esperados para apontar causas e responsabilidades, bem como para embasar eventuais medidas compensatórias.
O que dizem as testemunhas
Testemunhas no local relataram momentos de tensão, mas também a rápida resposta das equipes de salvamento. Vídeos compartilhados em redes sociais mostraram os tripulantes saltando das balsas e nadando até a margem, bem como a presença de barcos de apoio prestando socorro.
Agentes presentes salientaram que a prioridade foi a retirada segura dos ocupantes e a avaliação inicial dos danos. Informações sobre identidade ou número exato de pessoas envolvidas não foram divulgadas pelas autoridades, em respeito à privacidade e à segurança.
Próximos passos da investigação
Peritos da Capitania dos Portos, da administração do terminal e equipe técnica da armadora devem conduzir inspeções detalhadas. A investigação técnica deverá mapear a sequência de falhas, analisando dados de manobra, registro de máquinas, condições meteorológicas e eventuais comunicações de bordo.
Dependendo dos laudos, autoridades poderão aplicar medidas administrativas ou exigir reparos, além de instaurar procedimentos para responsabilização, se necessário. A expectativa é que relatórios preliminares sejam divulgados nas próximas 48 a 72 horas.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas esperam que a investigação técnica esclareça as causas e influencie procedimentos operacionais no porto nas próximas semanas.



