Polícia Militar monta plano de contingência por risco de superlotação no desfile de Ivete Sangalo no Ibirapuera.

Risco de superlotação preocupa PM no bloco de Ivete

PM de São Paulo alerta para risco de superlotação no bloco de Ivete no Ibirapuera; SPTuris diz que medidas foram adotadas e corpos de segurança coordenam ações.

Superlotação e prevenção: cenário tenso no Ibirapuera

A Polícia Militar de São Paulo (PM) elaborou um plano de contingência para reduzir o risco de superlotação durante a apresentação de Ivete Sangalo no Parque Ibirapuera, prevista para o sábado (7/2). Fontes internas e relatos de moradores apontam para preocupação com pontos de estrangulamento e capacidade de resposta em caso de emergência.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em comunicados institucionais e em entrevistas com agentes, a corporação defende medidas preventivas mais restritivas do que as inicialmente previstas pelos organizadores do evento. A divergência entre a postura mais cautelosa da PM e a confiança dos promotores na logística do evento é o núcleo desta apuração.

O plano da PM e foco em rotas de emergência

De acordo com a PM, as operações priorizarão o controle de acesso em pontos críticos do entorno do parque, intensificação do policiamento tático e a estruturação de atendimento pré-hospitalar em parceria com o Corpo de Bombeiros. A intenção declarada é reduzir tumultos, garantir rotas livres para socorro e permitir evacuação ordenada se necessário.

Fontes internas relataram que a corporação chegou a desaconselhar a realização do bloco naquele local, citando limitações de infraestrutura e risco elevado em trechos de passagem estreita. Em sua avaliação operacional, a PM considera tanto o volume estimado de público quanto a interação de fluxos opostos — situação que aumenta a probabilidade de compressões e quedas.

Medidas em campo

Entre as ações previstas pela segurança estão a delimitação de áreas com cercamento controlado, pontos de apoio médico estrategicamente posicionados, bloqueios táticos para evitar aglomerações em gargalos e adesão a rotas alternativas para saída do público. Comunicação clara por alto-falantes e painéis também é apontada como elemento-chave para evitar pânico.

Organizadores asseguram cumprimento de protocolos

A São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pela autorização e parte da organização, afirmou em nota que as medidas previstas no plano de segurança foram adotadas e que há coordenação contínua com a PM e o Corpo de Bombeiros. A empresa reforçou que planejamento de trânsito, áreas delimitadas e logística de apoio estão em vigor para a realização do evento.

Em comunicado institucional, a SPTuris disse acompanhar o desenrolar das operações e trabalhar em conjunto com órgãos competentes. No entanto, a reportagem não encontrou, até o fechamento desta edição, decisões judiciais que impeçam a realização do espetáculo.

Moradores e especialistas explicam riscos

Moradores e frequentadores da região do Ibirapuera relataram preocupação com o impacto logístico e de segurança. Alguns destacaram que vias adjacentes e entradas do parque podem não suportar um fluxo extraordinário de pessoas, o que amplia riscos em caso de pânico ou necessidade de evacuação rápida.

Especialistas em segurança de eventos ouvidos pela reportagem explicaram que o maior perigo não é apenas o total de presentes, mas a combinação de pontos de estrangulamento, fluxo contrário e barreiras físicas (cercas, grades e bloqueios). Esses elementos podem gerar compressões, quedas e atrasos no atendimento de feridos.

Engenharia de fluxo e treinamento

Profissionais consultados indicaram que é essencial planejamento de engenharia de fluxo — que envolve modelagem de entradas e saídas, largura adequada de corredores, e simulações prévias — além de campanhas claras de orientação ao público. A presença de contingente treinado para dispersão ordenada e atendimento médico ágil é outro requisito citado.

Responsabilidades legais e possíveis desdobramentos

Advogados especializados em eventos lembraram que, em caso de incidentes, a responsabilidade por danos pode recair sobre organizadores, administradores de locais ou órgãos públicos, dependendo das provas de negligência ou falha nas medidas preventivas. A apuração sugere que a documentação técnica dos planos de segurança será fundamental para avaliar eventual responsabilidade.

Até a publicação, a reportagem não localizou registros públicos de liminares ou determinações judiciais que obstassem o desfile. A situação, porém, é descrita como fluida, sujeita a ajustes operacionais à medida que a operação avance no dia do evento.

Divisão de narrativas e percepção pública

Há discrepância nas narrativas sobre a amplitude do risco: por um lado, fontes da PM e relatos de moradores descrevem postura mais restritiva; por outro, promotores e a SPTuris enfatizam a capacidade de controle e a adoção de protocolos. Essa diferença de discurso pode influenciar a percepção do público sobre a segurança do evento.

Para minimizar mal-entendidos, a recomendação dos especialistas é a oferta de informações claras e atualizadas ao público, com sinalização visível, pontos de informação e canais oficiais divulgando orientações sobre rotas e condutas em caso de emergência.

Cobertura e acompanhamento

O Noticioso360 continuará acompanhando a situação e buscando notas oficiais atualizadas da PM, do Corpo de Bombeiros, da SPTuris e do gabinete municipal responsável pelas autorizações de eventos. Após o término do desfile, a redação pretende checar números finais de público e eventuais ocorrências registradas.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que a forma como a operação for gerida neste sábado pode influenciar protocolos de segurança em grandes eventos de rua na cidade nos próximos anos.

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