O que diz a regra
Passageiros que embarcam em voos brasileiros precisam seguir regras claras sobre baterias e power banks. A principal restrição é a capacidade da bateria, medida em watt-hora (Wh), e o local de transporte — sempre na bagagem de mão, jamais no porão.
Segundo apuração das normas nacionais e internacionais, as orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) seguem as recomendações da IATA e da ICAO para reduzir riscos de incêndio a bordo.
Curadoria da redação
De acordo com análise da redação do Noticioso360, cruzando informações da ANAC, do G1 e da Reuters, a maioria dos power banks comerciais para celular enquadra-se dentro do limite permitido de 100 Wh. No entanto, modelos de maior capacidade ou equipamentos com baterias destacáveis podem exigir atenção extra.
Limites de capacidade (Wh) e o que cada faixa significa
Em linhas gerais, as regras aplicadas no Brasil são as seguintes:
- Até 100 Wh: permitido na bagagem de mão sem autorização prévia da companhia aérea.
- Entre 100 Wh e 160 Wh: permitido somente com aprovação expressa da companhia aérea — normalmente mediante apresentação de documentação técnica ou autorização prévia.
- Acima de 160 Wh: proibido de embarcar, tanto na cabine quanto no porão, salvo em operações de carga seguindo regras específicas para transporte de mercadorias perigosas.
Além disso, baterias sobressalentes — como power banks — devem sempre ser transportadas na cabine, com terminais protegidos para evitar curto-circuito.
Como calcular Wh a partir de mAh
Muitos consumidores só encontram a etiqueta em milliampere-hora (mAh). Há uma conversão simples:
Wh ≈ (mAh × V) / 1000
A tensão nominal das células de íon-lítio é comumente 3,7 V. Assim, um power bank de 10.000 mAh tem cerca de 37 Wh; um de 20.000 mAh, cerca de 74 Wh. Essa conta ajuda a verificar se o dispositivo está dentro do limite de 100 Wh.
Exemplo prático
Se o rótulo do seu banco de energia indica 26.800 mAh e a tensão usada pelo fabricante é 3,7 V, o cálculo é: (26.800 × 3,7) / 1000 ≈ 99,16 Wh — portanto, ainda dentro do limite padrão.
Risco e conservação: por que as regras existem
Baterias de lítio mal acondicionadas ou danificadas podem apresentar risco de superaquecimento e incêndio. Incidentes reportados em aeroportos e aeronaves motivaram a adoção de procedimentos mais rígidos internacionalmente.
Por isso, recomenda-se sempre proteger terminais com fita isolante ou capas, preferir embalagem original quando possível e evitar despachar power banks ou baterias sobressalentes no porão da aeronave.
Variação entre companhias e aeroportos
Na prática, a aplicação das regras pode variar. Algumas companhias aéreas adotam políticas mais restritivas: recusam dispositivos muito antigos, com danos visíveis, ou impõem limites operacionais próprios.
Em caso de dúvida, as empresas costumam solicitar documentação técnica do fabricante ou, na falta dela, recusar o embarque do item. Por isso, consultar a companhia antes da viagem é uma medida preventiva recomendada.
Dicas práticas para evitar apreensões no controle de segurança
- Confira a etiqueta do fabricante para identificar Wh; se houver apenas mAh, calcule como indicado.
- Transporte sempre power banks e baterias sobressalentes na bagagem de mão.
- Proteja os terminais com fita isolante, esponja ou capas próprias.
- Evite despachar baterias soltas no porão — a regra é clara em relação a baterias sobressalentes.
- Se o dispositivo estiver visivelmente danificado, não o leve no voo.
- Ao passar pelo raio‑x, mantenha o item visível e, se solicitado, apresente a documentação técnica ou informe o porteiro sobre a capacidade do aparelho.
Voos internacionais e transporte comercial
Para viagens ao exterior, é importante checar regras do país de destino e das transportadoras internacionais. Operadores e reguladores locais podem aplicar limitações adicionais.
No caso de envio comercial de baterias ou transporte em carga, aplicam‑se normas de mercadoria perigosa, que exigem embalagens específicas, marcação e documentação regulatória.
O que fazer se seu power bank for retido
Se um item for apreendido no controle de segurança, procure o balcão da companhia aérea ou o serviço de achados e perdidos do aeroporto. Em alguns casos, é possível devolver o equipamento ao remetente ou providenciar transporte alternativo, mas nem sempre há garantia de liberação.
Guardar notas fiscais, manuais ou especificações técnicas pode ajudar na argumentação, mas a decisão final cabe à autoridade aeroportuária ou à companhia aérea no momento do embarque.
Casos e episódios que motivaram mudanças
Relatos de incidentes envolvendo baterias contribuíram para o endurecimento de orientações e para campanhas de orientação em aeroportos. Veículos internacionais chegaram a registrar eventos em que power banks defeituosos causaram pequenas chamas ou fumaça, aumentando a preocupação das autoridades.
Por isso, a fiscalização tem se tornado mais rigorosa e os passageiros são frequentemente orientados a seguir procedimentos simples para reduzir riscos.
Fechamento e projeção futura
À medida que dispositivos portáteis evoluem e aumentam em capacidade, a tendência é que reguladores e companhias revisem procedimentos e comunicações para manter a segurança sem prejudicar a mobilidade dos passageiros.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Especialistas apontam que a atenção regulatória sobre baterias deverá crescer nos próximos anos, acompanhando a popularização de equipamentos de maior capacidade e novas tecnologias de armazenamento.
Fontes
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