Velório com caixões lacrados gera questionamentos sobre transparência
Dois jovens naturais de Guaranésia (MG) — Pedro Henrique Prado, 19 anos, e Guilherme Macedo de Almeida, 20 anos — foram velados em caixões lacrados na cidade natal depois de serem encontrados mortos em Biguaçu (SC). O pai de Pedro afirmou que não pôde ver o rosto do filho durante o velório e relatou dificuldades para obter informações sobre as circunstâncias da morte.
Segundo apuração da redação do Noticioso360, que cruzou informações publicadas por veículos regionais como G1 e CNN Brasil, familiares reclamam da falta de transparência sobre o estado dos corpos e sobre o andamento das investigações.
O que dizem as famílias
Parentes presentes ao velório afirmam que os caixões foram mantidos lacrados desde a retirada dos corpos em Santa Catarina até o sepultamento em Minas Gerais. Eles relatam ter recebido explicações sucintas sobre a necessidade de preservação de vestígios para perícia, mas também dizem ter sido pouco informados sobre prazos e laudos.
“Não me deixaram ver o rosto do meu filho. Só nos disseram que precisava ficar lacrado por causa da perícia”, disse o pai de Pedro em entrevista a veículos locais. A declaração, divulgada por jornais da região, tem sido citada como exemplo do impacto emocional sofrido pelas famílias.
Transporte interestadual e protocolos
Fontes policiais consultadas por reportagens regionais afirmaram que procedimentos de remoção e transporte de corpos entre estados obedecem protocolos específicos, especialmente quando há investigação em curso. Por outro lado, parentes alegam que o traslado ocorreu em tempo curto, o que teria limitado a troca de informações entre autoridades de Santa Catarina e Minas Gerais.
Profissionais do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil costumam justificar a vedação à exibição dos corpos quando há necessidade de preservação de vestígios. Ainda assim, familiares relataram frustração por não terem tido acesso a informações claras sobre o estado dos corpos antes dos sepultamentos.
Andamento das investigações
Autoridades informaram que as apurações sobre as causas das mortes seguem em curso. Testes periciais e exames do IML são apontados como determinantes para esclarecer se os óbitos decorreram de homicídio, acidente ou outras circunstâncias.
Até o momento desta apuração, não houve divulgação pública de resultados conclusivos. A Polícia Civil de Santa Catarina, segundo publicações locais, mantém investigação e aguarda laudos periciais para eventuais encaminhamentos processuais.
O papel dos laudos periciais
Os laudos do IML costumam ser referência técnica para definir causa mortis e interpretar sinais encontrados nos corpos. Em situações que envolvem investigação criminal, a preservação de vestígios pode justificar procedimentos que limitem a exposição para familiares.
Especialistas ouvidos por veículos regionais destacam que o tempo necessário para conclusão de exames varia conforme a complexidade dos procedimentos e a demanda dos institutos periciais.
Reclamações por comunicação
Parentes também relataram dificuldade de contato com representantes da Polícia Civil e do IML durante o processo de liberação dos corpos. “Recebemos poucas informações e muitas incertezas”, afirmou uma familiar em depoimento citado à imprensa.
Segundo a apuração do Noticioso360, há expectativa das famílias pela conclusão dos exames e por uma posição oficial mais detalhada das autoridades sobre a causa das mortes e eventual responsabilização.
Impacto emocional e social
O relato do pai sobre não ter visto o rosto do filho tornou-se um ponto central no noticiário local, reforçando o desgaste emocional provocado pela falta de informações. Psicólogos consultados em reportagens anteriores indicam que despedidas não realizadas ou incompletas podem agravar processos de luto.
Além disso, a ausência de detalhes oficiais tende a alimentar especulações e aumentar a ansiedade de parentes e da comunidade de Guaranésia, que acompanhou os velórios e os enterros lado a lado.
O que esperar daqui para frente
Familiares aguardam a conclusão dos exames periciais e eventual instauração ou avanço de inquérito policial. Caso os laudos mostrem indícios de crime, a investigação poderá ser aprofundada e encaminhada para responsabilizações cabíveis.
Por sua vez, autoridades têm o prazo e o dever de comunicar oficialmente os resultados e as etapas do processo investigativo à medida que as investigações avancem.
Fontes
Veja mais
- Investigação mostra que excesso de peso intensifica sintomas da menopausa e aumenta risco de doenças cardíacas.
- Departamento de Justiça alterou a linguagem sobre o termo; acusações contra indivíduos permanecem em curso.
- Departamento de Justiça substitui acusação de um ‘chefe’ por descrição de um sistema de clientelismo disperso.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o caso pode reforçar debate sobre protocolos de transporte e comunicação entre institutos periciais e familiares nos próximos meses.



