Menina de 10 anos morreu após pergolado do playground desabar em condomínio de Vespasiano.

Pai acusa 'incompetência' após morte de menina

Criança de 10 anos morreu em Vespasiano após pergolado de madeira desabar; investigação aponta falhas na manutenção e apuração pela polícia.

Uma menina de 10 anos, identificada como Lorrayne Rabelo Fernandes, morreu na tarde de terça-feira (17/2) após um pergolado de madeira desabar sobre ela no parquinho de um condomínio em Vespasiano (MG).

A apuração do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da CNN Brasil e em depoimentos colhidos no local, indica relatos de possíveis falhas na manutenção da estrutura e divergências sobre a responsabilidade imediata pelo acidente.

O acidente e a reação da família

Segundo testemunhas, o pergolado cedeu de forma súbita enquanto a criança brincava próxima ao equipamento. Moradores e familiares acompanharam o socorro, mas Lorrayne não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta no local.

O pai da menina, em entrevista aos veículos locais, afirmou que a causa do episódio foi a “incompetência” e pediu responsabilização na Justiça. Autoridades policiais e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atendimento e perícia.

Investigação em curso

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que abriu procedimento para apurar as circunstâncias do episódio. Equipes já coletaram depoimentos de moradores, funcionários do condomínio e testemunhas.

A perícia técnica, considerada peça-chave, deverá avaliar se a queda decorreu de apodrecimento da madeira, fixações soltas, falha de projeto ou outro fator. O resultado desses laudos vai orientar eventual responsabilização civil e penal.

Pontos que serão verificados

  • Existência de registros documentais de manutenção e inspeção do pergolado;
  • Contratos e notas fiscais de serviços de conservação das áreas comuns;
  • Laudos técnicos anteriores e reclamações prévias sobre a estrutura;
  • Condições de ancoragem e tratativas contra umidade na madeira;
  • Responsabilidade pela fiscalização das áreas de lazer no regimento interno do condomínio.

Representantes da administração do condomínio informaram, conforme divulgado em reportagens locais, que cooperarão com as investigações e abrirão uma apuração interna para verificar contratos e registros de manutenção. A administração afirmou ainda que poderá apresentar notas fiscais e contratos relativos à conservação das áreas comuns.

Aspecto técnico: manutenção e riscos

Especialistas em segurança de estruturas leves ouvidos por veículos jornalísticos destacam que pergolados de madeira exigem inspeções periódicas, tratamento contra umidade e ancoragem adequada ao piso. A falta de manutenção preventiva ou problemas nas fixações pode reduzir significativamente a resistência da estrutura, sobretudo quando submetida a esforços laterais ou à presença de pessoas sobre a cobertura.

Engenheiros consultados ressaltam ainda que, mesmo em estruturas aparentemente simples, a combinação de intempéries, ataque de fungos e uso indevido pode tornar o conjunto instável. Por isso, é recomendável que condomínios contratem empresas especializadas para inspeção e manutenção.

Responsabilidades e debates jurídicos

Do ponto de vista jurídico, a apuração deverá identificar se houve omissão, negligência ou erro técnico. Se confirmada a inexistência de manutenção ou a contratação irregular de serviços, a administração do condomínio ou prestadores terceirizados podem responder civil e criminalmente.

Especialistas em direito civil consultados por reportagens locais afirmam que a presença de contratos, notas fiscais e laudos anteriores será determinante para estabelecer a cadeia de responsabilidades. A eventual comprovação de falha na conservação pode fundamentar pedidos de indenização e investigação por homicídio culposo se ficar provado que houve negligência grave.

Impacto para moradores e segurança em condomínios

O acidente reacende o debate sobre a segurança em locais de lazer administrados por condomínios e a necessidade de protocolos mais rígidos, especialmente quando crianças têm acesso livre a brinquedos e estruturas cuja integridade pode se deteriorar com o tempo.

Moradores ouvidos relataram apreensão e pedido de maior transparência na prestação de contas da administração. Sindicatos de condomínios e empresas de manutenção afirmam que a adoção de checklists periódicos, fotografias de inspeção e contratos com cláusulas claras sobre responsabilidade técnica pode reduzir riscos.

O que esperar das próximas etapas

Nas próximas semanas, a perícia técnica deverá apresentar um laudo com as causas prováveis do desabamento. A partir desses resultados, a Polícia Civil poderá finalizar o inquérito ou converter a investigação em procedimento criminal. A família da vítima também poderá ingressar com medidas civis por danos morais e materiais.

O acompanhamento documental — contratos, notas fiscais e eventuais laudos anteriores — será determinante para esclarecer se o episódio resultou de falha humana, técnica ou de um evento imprevisível.

Curadoria e compromisso editorial

A cobertura foi produzida com curadoria da redação do Noticioso360, que cruzou informações dos reportes publicados pelo G1 e pela CNN Brasil e buscou ouvir autoridades e a administração do condomínio. A redação seguirá acompanhando a investigação e publicará documentos oficiais assim que liberados pelas autoridades.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Especialistas apontam que o episódio pode reforçar exigências por protocolos e fiscalização mais rígidos em áreas comuns de condomínios.

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