Investigação aponta grupo que perfurava duto e desviava combustível
Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro apura o furto de petróleo em um duto administrado pela Transpetro que corta a Fazenda Garcia, propriedade ligada ao espólio do conhecido bicheiro Maninho. Fontes oficiais informam que os alvos são integrantes de um grupo que vinha perfurando a tubulação para retirar e comercializar o produto.
A apuração do Noticioso360, com cruzamento de dados e checagem de comunicados oficiais, confirma que as diligências foram conduzidas pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Como a investigação começou
Os autos apontam indícios de adulteração em trechos do duto da Transpetro que atravessa a fazenda. Denúncias e perícias técnicas indicaram perfurações e pontos de extração não autorizada do produto. As primeiras medidas incluíram vigilância dos trechos afetados e coleta de elementos materiais para análise.
Segundo delegados ouvidos pelas reportagens que subsidiaram esta matéria, as diligências buscaram mapear a cadeia de operação — desde o ponto de extração até intermediários e receptadores do combustível. O Ministério Público coordenou pedidos de medidas cautelares e respondeu pela análise de provas preliminares.
O que a apuração do Noticioso360 encontrou
Em levantamento próprio, a redação do Noticioso360 cruzou informações de comunicados policiais e reportagens para separar fatos confirmados de conjecturas. Entre os pontos centrais da apuração estão:
- A participação da DDSD e do Gaeco na investigação;
- Constatação de furto em trecho do duto da Transpetro que corta a Fazenda Garcia;
- Indícios de esquema organizado com divisão de funções e logística específica;
- Riscos ambientais e de segurança associados à extração clandestina;
- Ausência, até o momento, de investigação pública contra herdeiros ou administradores da fazenda.
Aspecto técnico e riscos
Especialistas em segurança de dutos consultados pelas reportagens ressaltam que a retirada não autorizada de combustível exige conhecimento logístico, equipamentos e coordenação. Isso torna plausível a hipótese de atuação de grupos com divisão de tarefas para perfuração, extração, transporte e venda do produto.
Além disso, as perfurações e o manuseio inadequado do combustível aumentam o risco de vazamentos e explosões, especialmente em áreas rurais de difícil acesso para equipes de emergência. Fontes técnicas chamam atenção para o potencial impacto ambiental e os custos para reparação do duto e recuperação de áreas contaminadas.
Posição da família proprietária e defesa
Representantes da família Garcia e advogados consultados afirmaram que os proprietários não são alvo da operação e pediram cautela para não associar automaticamente a propriedade do terreno à responsabilidade criminal de terceiros. Documentos e entrevistas indicam que não há, até a presente data, medidas formais direcionadas aos herdeiros ou aos administradores legais da Fazenda Garcia.
Por outro lado, fontes policiais destacam que a localização do duto na área da fazenda foi elemento relevante para a realização das diligências, sem que isso signifique imputação automática de culpa aos proprietários.
Fluxo do crime e investigação em curso
As investigações tentam traçar todo o percurso do produto subtraído: pontos de furto, rotas de transporte, intermediários e possíveis pontos de venda. Diligências adicionais previstas incluem pedidos de quebra de sigilo telefônico e bancário, apreensões de veículos e equipamentos e análises periciais mais aprofundadas.
Delegados ouvidos pelas reportagens afirmam que identificar receptadores e desmontar a rede logística é essencial para responsabilizar não apenas os executores diretos, mas também quem se beneficia do produto desviado.
Diferenças entre reportagens consultadas
As matérias consultadas apresentam convergência em pontos centrais — investigação policial em curso, atuação do Gaeco e indícios de perfurações no duto —, mas divergem em ênfases e detalhes secundários. Algumas publicações destacam medidas aplicadas na fazenda; outras concentram-se na articulação entre suspeitos e possíveis receptadores.
O trabalho editorial do Noticioso360 buscou conciliar esses recortes, adotando uma linguagem própria e checando documentos oficiais para evitar reproduções extensas de textos originais.
Impactos ambientais e de segurança pública
Além das implicações criminais, o fenômeno representa risco para comunidades locais e para o meio ambiente. Vazamentos podem contaminar solo e lençóis freáticos, afetando a agricultura e o abastecimento de água. A possibilidade de incêndios e explosões também coloca em risco moradores e equipes de socorro.
Autoridades e especialistas defendem maior vigilância em trechos rurais de dutos e ações integradas entre operadores, polícia e Ministério Público para prevenir novas ocorrências.
Próximos passos da investigação
No curto prazo, a expectativa é de novas diligências, quebras de sigilo e apreensões que possam consolidar a cadeia criminosa. Caso provas indiquem a participação de redes de receptação, o processo deverá avançar para novas fases com indiciamentos e eventuais prisões.
Mantemos, porém, a distinção entre a localização geográfica do crime e a responsabilidade criminal individual, até que as autoridades apresentem evidências formalizadas.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que a apuração pode levar a medidas mais amplas de fiscalização e vigilância de dutos em áreas rurais nos próximos meses.
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