Jovem é presa após atropelar namorado e outra mulher; investigação aponta ciúmes e sequência de desentendimentos.

Mulher atropela e mata namorado por ciúmes

Geovanna Proque da Silva é investigada por atropelar e matar o namorado e outra jovem; inquérito apura motivação e sequência dos fatos.

Mulher é apontada por atropelar namorado após discussão; morte deixa família em luto

Uma jovem de 21 anos, identificada como Geovanna Proque da Silva, atropelou e matou o próprio namorado e outra mulher durante a madrugada, segundo relatos coletados pela apuração. O caso aconteceu em via urbana e gerou prisões e abertura de inquérito por homicídio.

Segundo a investigação preliminar, as vítimas são Raphael Canuto Costa, que estava em uma motocicleta, e Joyce Corrêa da Silva, que o acompanhava. Testemunhas ouvidas em instantes posteriores ao fato relataram que a conduta da motorista aparentou intencionalidade.

De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, a autora do atropelamento chegou a contatar o melhor amigo do rapaz e, segundo relatos, falou: “Não vai ver seu amigo?”, frase que circula nas apurações como indicativo da motivação e do comportamento da suspeita no momento seguinte ao crime. A menção reforça a hipótese de motivação por ciúmes, mas os investigadores seguem reunindo provas para confirmar a dinâmica completa.

O que as autoridades apuram

Fontes policiais consultadas informaram que o impacto foi interpretado como proposital. Imagens de câmeras de segurança, perícia de velocidade e trajeto e depoimentos formais estão sendo coletados para definir se houve dolo — intenção de matar — ou se o atropelamento ocorreu em outra circunstância.

O inquérito instaurado prevê análise de dados do veículo, laudos periciais e exame do celular da investigada. Mensagens trocadas entre as partes e o histórico de discussões são considerados elementos relevantes para estabelecer cronologia e intenção.

Relatos e divergências na versão dos fatos

Enquanto alguns depoimentos indicam perseguição e manobra intencional por parte da motorista, outros descrevem o episódio como ocorrido em rua movimentada, com possibilidade de frenagem insuficiente ou manobra arriscada que acabou causando o atropelamento. Investigadores ressaltam que apenas a soma das provas técnicas e testemunhais poderá dirimir essas divergências.

Testemunhas próximas às vítimas apontaram ao Noticioso360 que o casal vinha tendo desentendimentos nos dias anteriores. Familiares das vítimas já manifestaram luto e pediram celeridade nas apurações.

Aspecto jurídico e possíveis qualificações do crime

Promotores ouvidos por fontes públicas indicam que, se comprovada a intenção de matar, a conduta poderá ser classificada como homicídio qualificado por motivo torpe, com agravantes possíveis dependendo dos elementos obtidos pela polícia. A tipificação pode alterar significativamente a pena aplicada caso haja condenação.

Por outro lado, a defesa da investigada pode apresentar teses alternativas, como reação emocional imediata ou ausência de dolo direto, alegando, por exemplo, que a motorista não tinha controle pleno sobre a direção no momento do impacto. Cabe ao Ministério Público e ao juízo avaliar provas objetivas para decidir pela denúncia e pela tipificação adequada.

Medidas imediatas adotadas

Autoridades confirmaram prisões e medidas cautelares iniciais. A delegacia responsável segue colhendo depoimentos e procurando câmeras próximas ao local para reconstruir a cena. A perícia rodoviária deve entregar primeiros laudos técnicos nas próximas semanas, caso não haja necessidade de prorrogação dos exames.

Impacto local e reação da comunidade

O episódio chocou moradores e provocou manifestações de pesar nas redes sociais. Representantes da comunidade local pediram mais atenção às ocorrências de violência entre casais e medidas de proteção para potenciais vítimas. Organizações que atuam no apoio a mulheres em situação de violência também acompanharam o caso e cobraram resposta rápida das autoridades.

Além disso, o episódio reabriu debates sobre o papel das delegacias especializadas e de políticas públicas para prevenção de crimes motivados por ciúmes e violência doméstica. Especialistas em segurança pública consultados destacam que a prevenção exige integração entre polícia, serviços sociais e ações educativas.

O que pode mudar na investigação

Os peritos vão buscar esclarecer pontos-chave: velocidade, trajeto, ponto de impacto e comportamento do veículo antes e depois do choque. Caso sejam localizados vídeos que mostrem a sequência completa, os investigadores terão material fundamental para estabelecer responsabilidade.

Também será importante o laudo toxicológico e uma eventual análise psicossocial da investigada, que pode contribuir para entender o estado emocional no momento do crime. Tudo isso fará parte do relatório final enviado ao Ministério Público.

Fontes

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