O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) concluiu, em relatório publicado em 5 de fevereiro de 2026, que não há elementos suficientes para indiciar por coação os três familiares que participaram de uma discussão com o porteiro de um edifício na Praia Brava, em Florianópolis.
A investigação ministerial avaliou os fatos registrados em 12 de janeiro de 2026 e distinguiu essa reunião de vizinhos das circunstâncias que levaram à morte do cão conhecido como Orelha, ocorrida em 5 de janeiro de 2026. Segundo o MPSC, não foi possível estabelecer nexo causal entre a conversa e a conduta que resultou no óbito do animal.
Apuração e curadoria
De acordo com análise da redação do Noticioso360, com base nos relatórios e em levantamento feito a partir de reportagens do G1 e da CNN Brasil, há convergência nas informações essenciais: data dos episódios, reunião entre moradores e a decisão do MPSC pelo arquivamento da linha de coação.
O documento ministerial, conforme as matérias consultadas, pondera que a conversa de 12 de janeiro envolveu troca de palavras e reclamações sobre procedimentos do condomínio, mas não traz provas de que os familiares tenham compelido o porteiro a agir contra sua vontade. Entre os pontos avaliados estão depoimentos, registros disponíveis e a ausência de atos deliberados ligados à morte do animal.
O que diz o relatório do MPSC
O relatório do MPSC afirma que elementos constitutivos do crime de coação — como ameaça explícita ou constrangimento que impeça a vontade livre da vítima — não foram identificados nos autos. A Promotoria analisou a materialidade dos fatos, a tipificação penal e normas aplicáveis à execução penal antes de descartar o indiciamento.
Além disso, o parecer diferencia o episódio da reunião de vizinhos dos atos que desencadearam a morte do cão Orelha. Apesar de reconhecer que houve momentos de tensão na convivência entre moradores, o MPSC não encontrou indícios suficientes para estabelecer vínculo direto entre as manifestações no encontro e o evento letal.
Convergências e divergências na cobertura
As reportagens consultadas pela redação apresentam convergência em pontos factuais: a morte do animal em 5 de janeiro de 2026; a reunião envolvendo o porteiro em 12 de janeiro; e a emissão do relatório ministerial em 5 de fevereiro de 2026. Ambas as matérias citam o mesmo documento do MPSC que fundamenta a decisão pelo não indiciamento por coação.
No entanto, há diferença editorial entre as coberturas: uma publicação detalha aspectos técnicos do parecer e os fundamentos jurídicos do arquivamento. A outra privilegia o impacto público do caso, repercussões nas redes sociais e manifestações de protetores de animais, além de pedidos de esclarecimento por parte de autoridades locais.
Como a investigação segue
Embora o MPSC tenha descartado a coação como linha de responsabilização, a apuração sobre as circunstâncias materiais da morte do cão Orelha permanece em andamento. Autoridades policiais e o Ministério Público informaram que diligências continuam para levantar imagens, depoimentos e exames periciais que possam complementar o inquérito.
Equipes investigativas seguem colhendo provas, e a Promotoria ressalta que novas evidências podem reconfigurar entendimentos. Por isso, o arquivamento da linha por coação não significa o encerramento total das apurações relacionadas às responsabilidades por maus-tratos e pelo evento letal.
Posições das partes
Segundo as matérias e notas oficiais consultadas, representantes de vizinhos e defensores dos investigados afirmaram que houve excesso de interpretação em alguns relatos e pediram que a investigação prossiga até o esclarecimento completo dos fatos. Organizações de proteção animal, por sua vez, mantêm pressão por apuração independente e por transparência nas medidas adotadas.
Até o fechamento da apuração usada nesta matéria, tentativas de contato com as defesas dos investigados e com a assessoria do condomínio não resultaram em novas declarações além das já divulgadas em notas oficiais. O Noticioso360 seguirá buscando posicionamentos caso surjam novos documentos ou comunicações.
Impacto local e repercussão pública
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, atraindo manifestações de protetores de animais e reações de moradores da região. A mobilização pública elevou a atenção sobre protocolos de convivência em condomínios e sobre procedimentos de fiscalização em casos de maus-tratos a animais.
Especialistas ouvidos em reportagens ressaltam a importância de investigações criteriosas e baseadas em provas, para evitar responsabilizações indevidas e garantir que medidas preventivas sejam efetivas. A polarização em torno do episódio, segundo interlocutores, pode dificultar a obtenção de depoimentos e de cooperação entre vizinhos.
O que pode mudar
Investigadores ainda analisam imagens, laudos e registros que possam apontar eventuais autores ou circunstâncias determinantes do óbito. A identificação de novas provas técnicas ou de testemunhas pode levar a reabertura de linhas de investigação ou ao oferecimento de novas denúncias por outras tipificações penais.
Do ponto de vista institucional, o MPSC deixou claro que suas conclusões se baseiam no material disponível até a data do relatório. Assim, decisões futuras dependerão de elementos adicionais que eventualmente surgirem no curso do inquérito.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que a forma como as autoridades documentarem e reportarem novas evidências poderá redefinir responsabilidades e influenciar debates locais sobre segurança e proteção animal nos próximos meses.
Veja mais
- Imagem circula associada à prisão de Pedro Arthur Turra; origem e data da foto ainda não foram confirmadas.
- Gravação divulgada pela defesa indica que o animal teria sido visto caminhando horas depois do episódio.
- Acusação envolve jovem de 18 anos durante férias em Balneário Camboriú; apuração do portal não confirmou versões.



