Interdição total na serra
Na manhã de domingo (4), a Rodovia Mogi–Bertioga (SP-098) foi totalmente interditada em trechos da serra por medida preventiva após chuvas intensas que elevaram o risco de deslizamentos nas encostas.
A interdição atinge o tráfego entre Mogi das Cruzes e Bertioga e inclui bloqueios para veículos de passeio e de carga nos pontos considerados de maior risco.
Avaliações técnicas e curadoria
A decisão de bloqueio foi comunicada pela concessionária responsável e confirmada por equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. A apuração do Noticioso360, que cruzou dados públicos e relatos locais, indica que inspeções técnicas identificaram aumento de infiltração e queda de detritos nos taludes.
Segundo a concessionária, os trabalhos iniciais no local incluem vistoria geotécnica, sinalização dos desvios e apoio a veículos parados. “O bloqueio é uma medida preventiva para proteger motoristas e moradores enquanto avaliamos a estabilidade do talude”, informou nota oficial citada por equipes de atendimento.
Rotas alternativas e logística
As autoridades orientam motoristas que se dirigem ao litoral a utilizar o sistema Anchieta–Imigrantes como alternativa. Agentes de trânsito atuam no entorno para organizar desvios e reduzir filas em acessos secundários.
O bloqueio pode provocar atrasos no transporte de cargas e impacto no fluxo turístico nos próximos dias, especialmente se as chuvas persistirem. Empresas de transporte já registraram impacto nas rotas de entrega para a região litorânea.
Segurança e orientações
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil reforçaram que circular em áreas de serra logo após precipitações intensas representa risco elevado. Moradores foram orientados a evitar áreas de encosta e a seguir comunicados oficiais divulgados pelas prefeituras e pela concessionária.
Em pontos com histórico de ocorrências, as equipes mantêm monitoramento contínuo e restringem passagem até que as inspeções geotécnicas atestem estabilidade ou que intervenções emergenciais sejam concluídas.
Impacto local e relatos
Moradores e comerciantes da região relataram que a interdição surpreendeu viajantes, causando filas e dificuldade no transporte de mercadorias. Donos de estabelecimentos na serra afirmam que a interrupção afeta o movimento do comércio local em um período de grande fluxo para o litoral.
Equipes de atendimento no local trabalham para prestar apoio a motoristas e organizar pontos de retenção seguros. Há relatos de pequenos deslizamentos de material solto em acostamentos, sem registro, até o momento, de vítimas fatais ligados ao evento.
Medidas imediatas e previsão de liberação
Como medidas imediatas foram estabelecidos bloqueios em trechos críticos, monitoramento com patrulha contínua e levantamento geotécnico. A liberação parcial ou total dependerá do resultado dessas avaliações e de intervenções de estabilização, que podem incluir retirada de material, instalação de barreiras e recomposição de taludes.
Autoridades locais acompanham a previsão meteorológica. Em caso de novas pancadas, a tendência é de manutenção da interdição até que técnicos deem aval para circulação segura.
Coordenação entre órgãos
A operação envolve a concessionária responsável pela rodovia, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e agentes de trânsito. A coordenação visa priorizar segurança, organizar desvios e reduzir impactos logísticos enquanto durarem as inspeções.
Fontes oficiais informaram que as ordens de bloqueio partiram de inspeções técnicas no local e que a medida foi tomada de forma preventiva. A decisão considerou relatos de aumento de infiltração nos taludes e risco iminente identificado em pontos críticos.
O que esperar nas próximas horas
Técnicos permanecem em campo realizando sondagens e avaliações que podem indicar necessidade de obras emergenciais. Caso as condições do solo se mostrem estáveis, a liberação pode ocorrer em etapas com restrições de velocidade e circulação controlada.
Se as chuvas persistirem, a prioridade será manter o bloqueio até garantir condições mínimas de segurança para a passagem de veículos.
Impacto econômico e operacional
Além do impacto direto ao turismo, a interdição representa risco de atrasos em embarques e entregas para empresas que dependem do acesso à costa. Transportadores locais já sinalizam necessidade de replanejamento de rotas para minimizar prejuízos.
Autoridades estudam medidas para agilizar operações de retirada de materiais e reparos pontuais que possam permitir a retomada segura do tráfego.
Fechamento e projeção
A situação segue dinâmica: equipes técnicas avaliam na prática a estabilidade dos taludes e a possibilidade de intervenções emergenciais. Analistas e gestores locais alertam que o tempo e o padrão das chuvas nas próximas 48 a 72 horas serão determinantes para a duração da interdição.
Analistas apontam que a sequência de episódios intensos de chuva pode tornar mais frequentes as interrupções em rodovias de serra no estado, exigindo investimentos maiores em prevenção e recuperação de encostas.
Fontes
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