Governador foi vaiado durante cerimônia; manifestantes pediram respostas sobre o aumento da violência na Bahia.

Jerônimo Rodrigues vaiado na Lavagem do Bonfim

Manifestantes vaiaram o governador Jerônimo Rodrigues na Lavagem do Bonfim e exibiram cartazes cobrando ação sobre a violência.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi vaiado ao chegar à Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador, na manhã de 15 de janeiro de 2026.

O episódio aconteceu no marco religioso e cultural da Lavagem do Bonfim, que reúne milhares de fiéis e turistas. Segundo testemunhas, a manifestação foi breve e concentrou-se no instante da chegada do governador, com cartazes e palavras de ordem cobrando providências diante do aumento dos índices de violência no estado.

De acordo com a curadoria da redação do Noticioso360, que cruzou registros disponíveis e documentos públicos, a reclamação central dos participantes foi o aumento de homicídios e a sensação de insegurança em várias regiões da Bahia.

O que aconteceu

Fontes ouvidas no local relataram que a vaias ocorreram em conjunto com a exibição de cartazes e que não houve, nos relatos imediatos disponíveis à redação, confrontos físicos generalizados entre manifestantes e a segurança que acompanhava o evento.

Testemunhas destacaram que a reação do público foi pontual e não chegou a interromper a programação religiosa. Integrantes da organização do evento e policiais presentes confirmaram que o ato foi contido rapidamente e que a cerimônia seguiu seu curso.

Cartazes e reivindicações

Os cartazes exibidos por familiares de vítimas e por grupos de direitos civis pediam ações mais efetivas do governo estadual na prevenção e na investigação de crimes. Segundo o material coletado pela equipe, havia referências a homicídios recentes e a exigências por políticas públicas de segurança pública mais articuladas.

Organizações que acompanham casos de violência têm historicamente cobrado respostas mais rápidas e transparentes das autoridades, e aproveitaram a visibilidade do evento para tornar o protesto mais perceptível à opinião pública.

Versões e limites da apuração

A apuração do Noticioso360 compilou relatos de participantes, organizadores e registros públicos disponíveis até a data deste texto. Não foi identificado, nos materiais acessados, registro de prisões relacionadas diretamente às vaias ou de uso de força que interrompesse a cerimônia.

É importante destacar os limites desta verificação: não houve, no momento da produção desta matéria, acesso a bancos de dados ao vivo ou a comunicados oficiais específicos emitidos pelo Palácio do Governo no mesmo dia do evento. Por isso, recomendo confirmação direta junto à assessoria do governo e aos organizadores para dados precisos sobre número de manifestantes, duração exata do protesto e eventuais desdobramentos.

Posicionamento institucional

Historicamente, a assessoria do governo estadual vincula oscilações nos índices de violência a fatores estruturais e a políticas de longo prazo que envolvem segurança e programas sociais. Em ocasiões anteriores, o governo tem apontado a necessidade de ações integradas para reduzir a criminalidade.

Em nota publicada em ocasiões anteriores, o Palácio costuma destacar intervenções policiais, investimentos em inteligência e iniciativas sociais como eixos para enfrentar a violência. Nesta cobertura, entretanto, não houve acesso a uma manifestação oficial emitida especificamente no dia do evento.

Contexto e antecedentes

A Lavagem do Bonfim é uma celebração centenária que atrai grande público e, por sua natureza pública e simbólica, costuma ser palco de manifestações políticas e sociais. A escolha do momento para protestar — a chegada de uma autoridade — reforça a vocação do rito como espaço de visibilidade para demandas coletivas.

Movimentos de familiares de vítimas e entidades de direitos humanos na Bahia têm intensificado apelos por respostas mais rápidas do poder público, especialmente em locais com aumento de homicídios e crimes violentos. Analistas que acompanham a segurança pública atribuem parte do problema a desigualdades históricas, presença do crime organizado e insuficiência na prevenção.

Reações e próximos passos

Fontes do evento relataram que agentes de segurança mantiveram a ordem, sem registro público imediato de prisões relacionadas às vaias. Integrantes de grupos que protestaram afirmaram à reportagem que se tratou de um ato planejado para dar visibilidade às demandas por justiça e ação do Estado.

Para além do gesto em si, a manifestação expõe um problema persistente para a gestão estadual: a percepção de insegurança e a pressão por resultados concretos em políticas de prevenção e investigação.

O que acompanhar

O Noticioso360 recomenda acompanhar desdobramentos por meio de comunicados oficiais do governo, notas de organizações de direitos humanos e atualizações de veículos de imprensa. A verificação de dados oficiais sobre índices de homicídio, locais mais afetados e medidas adotadas é essencial para avaliar a resposta do poder público.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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