Rescaldo finalizado após 11 horas
Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio comercial na Avenida Raja Gabaglia, bairro São Bento, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros informou que as operações de combate e rescaldo duraram cerca de 11 horas e foram concluídas na manhã seguinte ao início das chamas.
Testemunhas relataram colunas volumosas de fumaça, trânsito interrompido em pontos próximos e evacuação preventiva de estabelecimentos ao redor. Equipes de emergência mantiveram isolamento do perímetro até que perícias e vistorias pudessem ser iniciadas com segurança.
Apuração e curadoria
Segundo análise da redação do Noticioso360, construímos a linha do tempo do incêndio cruzando comunicados oficiais, depoimentos de moradores e imagens obtidas por leitores. Há convergência entre as fontes sobre o tempo de atuação dos bombeiros, mas divergências em números de viaturas e descrições do avanço das chamas em setores distintos do edifício.
O primeiro informe oficial veio do próprio Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que detalhou o deslocamento de diversas viaturas e equipes especializadas. A Defesa Civil municipal e peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para avaliar riscos estruturais e investigar a origem do sinistro.
Como foram as operações
As equipes de bombeiros concentram esforços em dois momentos: o combate às chamas ativas e o rescaldo — fase voltada à identificação de focos remanescentes e à prevenção de reignição. No local, militares relataram dificuldades causadas pela configuração interna do prédio e pelo tipo de material combustível presente nas lojas e depósitos.
Além disso, moradores foram orientados a manter portas e janelas fechadas e a evitar permanecer nas imediações enquanto houvesse fumaça. Postos de atendimento pré-hospitalar foram disponibilizados para avaliar e tratar pessoas com sintomas respiratórios ou queimaduras leves.
Vítimas, danos e impactos econômicos
Até a conclusão desta apuração não houve confirmação oficial de vítimas fatais. Autoridades informaram que atendimentos a feridos, quando ocorreram, foram prestados no local ou encaminhados a unidades de saúde próximas. Proprietários de lojas e trabalhadores disseram ter perdido mercadorias e equipamentos, e estimam prejuízos que serão contabilizados após a liberação das áreas afetadas.
A região enfrenta também interrupções temporárias no comércio e no fluxo do trânsito, com pontos de bloqueio para permitir trabalho operacional e posterior avaliação técnica. A normalização depende das vistorias estruturais e da retirada de entulho e material combustível remanescente.
Risco estrutural e avaliações técnicas
A Defesa Civil municipal informou que fará inspeção detalhada para definir se há risco de desabamento parcial ou comprometimento das instalações elétricas. Somente após essas vistorias será permitida a reabertura de estabelecimentos ou o retorno de trabalhadores.
Técnicos consultados ressaltaram que a persistência de fumaça, mesmo após o controle das chamas, é comum e varia conforme o material queimado. Materiais sintéticos e estoques com embalagens plásticas tendem a produzir fumaça tóxica que pode permanecer por horas.
Origem do fogo e investigação
Peritos do Instituto de Criminalística e do setor responsável por perícias técnicas foram acionados para identificar o ponto inicial do incêndio e possíveis causas — desde curtos-circuitos e falhas em instalações elétricas até manejo inadequado de produtos inflamáveis. A perícia ainda está em andamento e, até o momento, não há laudo conclusivo.
Representantes da Polícia Civil informaram que a investigação preliminar segue sem apontar responsáveis. Se evidências de negligência ou irregularidades forem detectadas, poderão ser adotadas medidas administrativas ou criminais.
Divergências entre relatos
Comparando versões de diferentes veículos e testemunhos, constatou-se diferenças na quantificação de viaturas e na descrição do avanço das chamas por setores do prédio. Alguns relatos destacaram rapidez na resposta das equipes; outros enfatizaram dificuldades em acessar pontos internos. A redação do Noticioso360 checou horários de chamadas de emergência, imagens e comunicados oficiais para minimizar essas inconsistências.
Recomendações à população
Autoridades orientaram que moradores próximos mantenham portas e janelas fechadas e evitem exposição à fumaça, sobretudo pessoas com doenças respiratórias pré-existentes. As secretarias de Saúde e Meio Ambiente foram acionadas para avaliar impactos à qualidade do ar e à saúde pública local.
Em casos de sintomas respiratórios, as autoridades recomendam procurar atendimento médico e evitar esforços físicos até que o ar esteja limpo. Estabelecimentos comerciais que tiveram áreas afetadas só poderão retomar atividades após liberação técnica.
O que esperar nas próximas etapas
Espera-se a divulgação do laudo pericial com a identificação da causa do incêndio e o relatório da Defesa Civil sobre a segurança estrutural do prédio. Dependendo das conclusões, poderão ser determinadas responsabilizações civis ou criminais e exigidas obras ou reformas para garantir segurança em edificações próximas.
Além disso, comerciantes e trabalhadores afetados deverão procurar auxílio para levantamento de prejuízos e acesso a possíveis linhas de crédito ou suporte emergencial disponibilizado pelo poder público.
Fontes
- Noticioso360 — 2025-12-21
- Corpo de Bombeiros de Minas Gerais — 2025-12-21
- Polícia Civil de Minas Gerais (Instituto de Criminalística) — 2025-12-21
- Prefeitura de Belo Horizonte (Defesa Civil) — 2025-12-21
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que a investigação e as fiscalizações decorrentes podem impulsionar revisões em normas de segurança de prédios comerciais nas capitais brasileiras.



