A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quarta-feira (28/01) a Operação Unmask para desarticular um grupo que se passou por agentes policiais e extorquiu vítimas por telefone, exigindo transferências bancárias como condição para evitar supostas prisões ou investigações.
A ação resultou na prisão de três suspeitos e no bloqueio de quantias superiores a R$ 250 mil em contas vinculadas ao esquema, segundo comunicações oficiais da corporação.
Como atuava o grupo
Segundo as apurações iniciais, integrantes do grupo entravam em contato com as vítimas por chamadas telefônicas e mensagens instantâneas. Eles se apresentavam como policiais civis, alegando que a pessoa estava envolvida em crimes ou que havia mandados de prisão em aberto.
A estratégia visava intimidar e reduzir o tempo de reação das vítimas, pressionando por transferências imediatas, geralmente por meios eletrônicos. Parte do mecanismo criminosa incluía o envio de documentos falsos e a simulação de procedimentos investigativos para conferir verossimilhança às ameaças.
Curadoria e cruzamento de dados
De acordo com a apuração do Noticioso360, que compilou informações da Agência Brasil e do G1, as diligências envolveram quebras de sigilo bancário e telemático, além de buscas e apreensões em endereços relacionados aos investigados.
Fontes oficiais indicam que as movimentações financeiras bloqueadas são compatíveis com um esquema que vinha operando há meses e atingindo diversas pessoas em diferentes regiões do país.
Investigação e medidas adotadas
A investigação, coordenada pela PCDF, contou com a cooperação de instituições bancárias para identificar contas utilizadas nas transferências solicitadas aos alvos das extorsões. O trabalho foi complementado por análise de registros de chamadas e mensagens.
Os presos passam a ser investigados pelos crimes de extorsão, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outros. As autoridades não descartam a existência de ramificações que atuem em conjunto com grupos especializados em ocultação de valores.
O papel das quebras de sigilo
Quebras de sigilo bancário e telemático permitiram mapear fluxos financeiros e identificar destinatários das transferências. Essas medidas foram essenciais para embasar pedidos de bloqueio de ativos e a expedição de mandados de prisão.
Segundo os relatos oficiais, os elementos coletados deram suporte às prisões e ao congelamento de recursos, reduzindo a capacidade operacional do grupo.
Relatos de vítimas e padrão dos golpes
Reportagens consultadas descrevem um padrão que explora o medo das pessoas em relação a investigações e processos policiais. Os criminosos usam termos técnicos, números falsos de matrícula e documentos que aparentam ser oficiais.
Em muitos casos, as vítimas relatam que a chamada incluía ameaças de isolamento, como informar que a liberação só ocorreria mediante pagamento. A pressão temporal — “transferir agora” — é uma tática recorrente para impedir checagens externas.
Recomendações das autoridades
Especialistas ouvidos pelas reportagens reforçam que cidadãos não devem realizar transferências por solicitação telefônica sem confirmação direta junto às instituições competentes.
A PCDF orienta que, diante de contato suspeito, a pessoa registre o número, encerre a comunicação e procure a delegacia mais próxima ou canais oficiais para verificação. Bancos e plataformas de pagamento também mantêm canais de denúncia que podem ser acionados.
Impacto e alcance do esquema
O bloqueio de valores superiores a R$ 250 mil indica movimentações financeiras relevantes, mas as autoridades ainda trabalham para dimensionar o montante total e o número de vítimas afetadas.
Investigações preliminares apontam que o grupo pode ter operado com variações do golpe, adaptando roteiros para diferentes públicos e regiões. A PCDF busca identificar contas e serviços usados para receber e ocultar os recursos.
Possíveis conexões
As apurações incluem a verificação de vínculos com outras organizações criminosas especializadas em fraudes e lavagem de dinheiro. A eventual identificação de facilitadores será objeto de novas medidas judiciais.
Próximos passos e desdobramentos
Procuradoria e Defensoria poderão acompanhar diligências que visem reparar prejuízos das vítimas. Espera-se ainda a expedição de novos mandados de busca e apreensão para localizar dispositivos e documentos que aprofundem a investigação.
Além disso, há a possibilidade de bloqueios adicionais de contas e pedidos de cooperação internacional caso sejam detectadas transferências para plataformas estrangeiras ou contas em outros países.
O acompanhamento processual deve verificar a extensão das condutas delitivas e proceder à responsabilização criminal dos envolvidos, incluindo eventuais autores intelectuais e operadores financeiros.
Prevenção
Autoridades recomendam cautela: nunca fornecer senhas ou dados bancários por telefone, desconfiar de solicitações de transferência urgente e confirmar a veracidade de qualquer comunicação por meio de canais oficiais.
Organizações de defesa do consumidor e entidades de segurança pública sugerem a divulgação de materiais educativos para reduzir a incidência dessas fraudes, além do fortalecimento de mecanismos de bloqueio e estorno em serviços de pagamento.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o endurecimento da repressão a golpes eletrônicos e a maior integração entre instituições podem reduzir a eficácia dessas quadrilhas, mas especialistas alertam que a criatividade dos criminosos tende a gerar novas modalidades.
Veja mais
- Apurações indicam menções a Adriano ‘Didi Red Pill’, mas não há confirmação pública de prisão ou mandado.
- Noticioso360 não encontrou registros públicos ou reportagens confiáveis que confirmem a confissão e a pena.
- Boletim aponta Pedro Arthur Turra Basso, 19, como investigado por agressão a menor em Vicente Pires.



