Tragédia em academia: funcionário afirma ter seguido instruções por WhatsApp antes de aplicação de químico
Um procedimento de tratamento químico em uma piscina de academia terminou com a morte de uma mulher, segundo registros policiais e relatos de veículos locais. O empregado identificado como Severino Silva, 43 anos, declarou que aplicou os insumos após receber orientações por meio de mensagens no aplicativo WhatsApp.
O episódio ocorreu em um estabelecimento de porte pequeno, onde, conforme o depoimento formal recolhido pela polícia, o trabalhador atua há cerca de três anos. Até o momento não foram divulgados laudos periciais públicos que confirmem a causa técnica do óbito.
Curadoria e fontes
De acordo com a apuração da redação do Noticioso360, que cruzou informações disponíveis nos veículos G1 e CNN Brasil, há convergência sobre a identificação do empregado e sua afirmação de ter seguido mensagens. No entanto, as versões variam quanto ao teor exato das conversas e sobre quem teria enviado as orientações.
O que dizem as autoridades
A Polícia Civil registrou o depoimento do auxiliar-geral e abriu investigação para apurar circunstâncias, responsabilidades e eventual tipificação penal. Conforme a apuração inicial, agentes deverão aguardar a conclusão de exames toxicológicos e laudos periciais para confirmar se a mistura ou dosagem dos produtos foi determinante para o acidente.
Autoridades sanitárias e municipais podem ser acionadas para verificar a conformidade do estabelecimento com normas de segurança, presença de responsável técnico e registros de procedimentos. Até a publicação desta matéria não há registro público de manifestação oficial por parte dos sócios da academia ou do possível responsável técnico.
Procedimento e responsabilidades
A manipulação de produtos químicos usados em piscinas exige conhecimento técnico sobre concentrações, compatibilidade entre insumos e uso de equipamentos de proteção individual. Protocolos formais, treinamentos e a presença de responsável técnico são práticas esperadas para reduzir riscos.
Segundo o relato de Severino, que consta em boletim de ocorrência, ele não tinha autonomia para definir dosagens ou misturas e apenas cumpria instruções recebidas por mensagem. A situação levanta questões sobre delegação de tarefas e supervisão no ambiente de trabalho — pontos que podem influenciar a definição de responsabilidade jurídica e administrativa.
Comunicação via aplicativos e a informalidade
Fontes próximas ao caso ouvidas em reportagens locais apontam que a comunicação por aplicativos é comum em pequenos empreendimentos. No entanto, profissionais consultados ressaltam que mensagens informais não substituem protocolos escritos e responsabilidade técnica assinada por profissional habilitado.
Em ambientes com risco químico, a prática recomendada prevê registros de procedimentos, folhas de rota para aplicação de insumos e treinamentos documentados. A ausência desses elementos tende a complicar a defesa de gestores, caso se confirme negligência ou descumprimento de normas de segurança.
Lacunas que a investigação precisa esclarecer
A apuração pública e os depoimentos iniciais deixam várias perguntas em aberto. Primeiro, é preciso identificar com precisão quem enviou as orientações por WhatsApp e qual era o conteúdo técnico das mensagens. Segundo, verificar se havia treinamento formal para o manuseio dos produtos no estabelecimento.
Além disso, investigadores devem analisar se o local dispunha de fichas de segurança (FISPQ) dos produtos, equipamentos de proteção individual adequados e registros de manutenção do sistema de filtragem da piscina. A combinação desses elementos será importante para entender se houve erro operacional, negligência ou outro fator contribuinte.
Impacto jurídico e sanitário
Se comprovada a ligação entre a conduta — ordenada via aplicativo ou não — e a morte, os responsáveis podem responder por crimes como homicídio culposo ou até com dolo eventual dependendo das circunstâncias apuradas. Administrativamente, o estabelecimento pode ser autuado por infrações sanitárias e de segurança do trabalho.
Na esfera trabalhista, a situação também pode ensejar ações relacionadas a ordens de serviço, grau de responsabilidade e exposição do trabalhador a riscos sem preparo adequado. A apuração pericial será determinante para embasar medidas penais e administrativas.
O que se espera das próximas etapas
As próximas fases da investigação incluem a coleta de mensagens e registros internos que possam comprovar quem enviou as orientações, entrevistas com sócios ou responsáveis técnicos e a liberação de laudos periciais e toxicológicos.
Especialistas consultados pela imprensa ressaltam que só com exames laboratoriais e perícia é possível estabelecer se houve interação entre produtos, erro de dosagem ou contaminação que tenha causado o óbito. Enquanto isso, as autoridades mantêm a investigação em andamento e podem ampliar o rol de testemunhas ou requisitar documentos complementares.
Transparência e prevenção
O caso expõe fragilidades comuns em pequenos empreendimentos: gestão informal, comunicação por aplicativos e ausência de registros formais. Para reduzir riscos similares, recomenda-se que academias e clubes mantenham responsável técnico registrado, treinamentos periódicos e protocolos escritos para aplicação de produtos.
Além disso, a adoção de fichas de segurança acessíveis e de equipamentos de proteção individual pode diminuir a probabilidade de incidentes. A implementação de medidas preventivas evita danos à saúde e limita responsabilidades legais.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o episódio pode elevar a atenção regulatória sobre pequenos empreendimentos que utilizam comunicações informais para orientar procedimentos técnicos.
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