Resolução de 19/10/2025 libera alternativas às aulas presenciais; provas e exames seguem vigentes.

Contran aprova CNH sem aulas obrigatórias

Contran aprova fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para CNH, mantendo provas. Medida busca reduzir custos, mas gera debate sobre segurança viária.

Fim da obrigatoriedade em autoescolas promete reduzir custos para candidatos

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou em 19 de outubro de 2025 uma resolução que elimina a exigência de aulas presenciais obrigatórias em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A alteração, publicada no Diário Oficial da União, permite que candidatos escolham formatos teóricos e práticos não presenciais ou sem vínculo obrigatório com autoescolas credenciadas, desde que cumpram as avaliações previstas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

De acordo com a apuração da redação do Noticioso360, que cruzou reportagens do G1 e da Agência Brasil e consultou o texto-base publicado no Diário Oficial, a medida objetiva reduzir barreiras financeiras e ampliar o acesso, especialmente para jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

O que muda na prática

Segundo o texto aprovado, segue obrigatória a realização das provas teórica e prática aplicadas pelos órgãos executivos de trânsito. Também permanecem os exames médico e psicológico quando aplicáveis.

Além disso, a resolução abre espaço para modalidades de ensino híbrido, remoto ou autônomo, desde que os candidatos atinjam os critérios de avaliação estabelecidos pelo Denatran. Ou seja, a formação pode ser oferecida por plataformas digitais, instrutores independentes ou instituições de ensino, sem que o vínculo com uma autoescola seja condição prévia à inscrição para as provas.

Motivações oficiais

O Contran justificou a mudança pela necessidade de reduzir os custos do processo de habilitação. Levantamentos do mercado apontam que as aulas em autoescolas representam uma parcela significativa dos gastos para obter a primeira habilitação, pesando no orçamento de famílias com menor renda.

Em nota, órgãos governamentais afirmaram que a flexibilização visa democratizar o acesso e modernizar os métodos de ensino, incorporando tecnologia e formatos que já são usados em outras áreas da educação profissional.

Críticas e preocupações sobre segurança viária

Por outro lado, entidades ligadas à segurança no trânsito e representantes de autoescolas manifestaram preocupação com a qualidade da formação prática. Instrutores e sindicatos defendem manutenção de padrões mínimos de carga horária e critérios avaliativos, mesmo em formatos à distância.

“A presença em aula e o acompanhamento do instrutor são fundamentais para desenvolver habilidades práticas e de convivência no trânsito”, afirmou um representante de uma associação de instrutores ouvido por veículos de imprensa. Críticos temem que a flexibilização, sem regras claras de fiscalização e controle, possa enfraquecer a preparação de novos condutores.

Fiscalização e regulamentação complementar

Autoridades indicaram que haverá monitoramento da aplicação da norma e que atos complementares detalharão como será feita a certificação de cursos não presenciais e a fiscalização de instrutores independentes. Especialistas consultados por órgãos de imprensa ressaltam que a qualidade da instrução — mais do que a sua obrigatoriedade formal — será determinante para o impacto na segurança viária.

O Denatran deverá estabelecer parâmetros de avaliação, critérios de certificação de plataformas e mecanismos para prevenir fraudes, segundo fontes oficiais.

Impacto no mercado e adaptação das autoescolas

Notícias sobre a aprovação da resolução já indicam que autoescolas terão de se adaptar. Alguns estabelecimentos passam a oferecer cursos online, aulas em simuladores e pacotes híbridos, enquanto outros avaliam mudanças no modelo de negócios para competir com plataformas digitais.

Segundo reportagens que analisamos, há expectativa de redução de preços para o consumidor final, mas também preocupação com a precarização de serviços se a regulação for insuficiente. O setor econômico ligado à formação de condutores deverá passar por rearranjos nos próximos meses.

Confronto entre relatos na mídia

O G1 destacou os efeitos práticos e as adaptações do mercado de autoescolas, com foco nos custos e na oferta de serviços. A Agência Brasil, por sua vez, ressaltou as justificativas oficiais e as garantias do Contran quanto à manutenção dos exames e da segurança no trânsito. Essas diferenças mostram como a cobertura editorial prioriza ângulos distintos: um com foco econômico, outro com ênfase institucional.

O que a apuração do Noticioso360 encontrou

A equipe do Noticioso360 consultou o texto do Diário Oficial da União, checou notas e entrevistas divulgadas por entidades envolvidas e não encontrou indícios de suspensão das provas teórica e prática. Assim, a apuração indica que os exames permanecem como requisitos centrais para a obtenção da CNH.

Também foram verificados compromissos públicos de órgãos de fiscalização quanto ao acompanhamento da implementação e à elaboração de normas complementares que detalhem fiscalização, certificação de cursos e critérios de avaliação.

O que muda para o candidato

Na prática, o candidato poderá escolher entre manter o caminho tradicional — aulas presenciais em autoescola — ou optar por cursos e treinamentos em formatos alternativos. Em todos os casos continuará obrigatório ser aprovado nas provas oficiais e passar pelos exames necessários. A mudança tende a reduzir custos diretos com aulas presenciais, mas a qualidade da formação dependerá das opções escolhidas e do controle exercido pelos órgãos competentes.

Fechamento e projeção

Em síntese, a resolução aprovada pelo Contran representa uma mudança expressiva na forma de acesso à habilitação, com potencial para reduzir custos e ampliar opções de aprendizagem. No entanto, o impacto final sobre a segurança viária dependerá de regulamentações complementares, fiscalização eficaz e da manutenção de padrões mínimos de formação.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir a oferta de serviços de formação de condutores e provocar debates legislativos e administrativos nos próximos meses.

Fontes

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