Atendimento interrompido por ofensas
A chef e proprietária do restaurante Cozinha Santo Antônio, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, relatou ter sofrido e presenciado ofensas direcionadas ao marido, que é cadeirante, e à cuidadora que o acompanhava durante uma visita ao estabelecimento.
Segundo a narradora do episódio, identificada como Juliana Duarte, o homem que teria proferido as ofensas disse ser professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fez comentários de teor discriminatório contra as vítimas.
O que a apuração mostra
De acordo com a apuração do Noticioso360, combinando o relato da chef e checagens institucionais, não há até o momento registro público amplo do caso em grandes veículos nacionais nem cópia disponível do boletim de ocorrência em delegacia eletrônica. A redação buscou confirmação documental antes de repercutir detalhes que ainda não foram oficialmente comprovados.
Fontes consultadas e lacunas
A investigação preliminar incluiu consulta às listas públicas de docentes da UFMG e buscas em portais de notícias nacionais. Não foi encontrado registro público que confirme o vínculo profissional do homem apontado na denúncia como professor da universidade.
Além disso, não foi localizada ampla cobertura do episódio em veículos de grande circulação até o fechamento desta apuração. Isso não invalida o relato da chef, mas impõe cautela editorial: relatos pessoais exigem confirmação por meio de documentos oficiais, imagens, testemunhas e eventual boletim de ocorrência.
Consequências legais e administrativas
Se confirmado por boletim de ocorrência, o caso poderá ensejar procedimentos policiais e medidas civis ou administrativas. O arcabouço jurídico brasileiro prevê proteção contra atos discriminatórios a pessoas com deficiência, com base na Constituição Federal e na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
Eventuais responsabilizações podem incluir apuração criminal por discriminação, além de ações civis por danos morais. Em âmbito institucional, uma eventual confirmação de vínculo docente com a UFMG justificaria pedido de posicionamento formal da universidade e abertura de procedimentos internos, se aplicável.
Recomendações de apuração
A redação do Noticioso360 recomenda que sejam solicitados e verificados os seguintes elementos para complementar a investigação:
- Cópia do boletim de ocorrência registrado em delegacia eletrônica ou física;
- Nome e contatos de testemunhas presentes no restaurante;
- Imagens internas do estabelecimento (câmeras de segurança) ou gravações feitas por clientes;
- Posicionamento oficial da UFMG sobre a possível identificação do acusado como docente;
- Registros de atendimento médico ou psicológico, caso tenham ocorrido, e eventual documentação jurídica subsequente.
Relatos das partes
A chef relatou o episódio como surpresa e violência simbólica, descrevendo-se como alvo de insultos enquanto trabalhava e recebia familiares. Em comunicação à redação, ela afirmou ter tentado registrar os fatos oficialmente.
Por ora, a outra parte apontada no relato não teve posição pública localizada pela nossa equipe. A ausência de resposta oficial ou de documentos públicos que corroborem integralmente a versão narrada torna imprescindível o pedido formal de esclarecimentos e a busca por provas adicionais.
Contexto social e político
O caso suscita discussões sobre acessibilidade, convivência em espaços públicos e a responsabilização frente a condutas discriminatórias. Organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência costumam apontar que episódios locais, mesmo quando não amplamente divulgados pela grande imprensa, podem indicar falhas em mecanismos institucionais de proteção e denúncia.
Além disso, quando há alegação de vínculo institucional por parte do agressor, instituições públicas têm o dever de apurar condutas que possam comprometer a imagem e os princípios que regem o serviço público.
O que procurar a seguir
Para tornar a reportagem mais robusta, a equipe sugere aos jornalistas e leitores acompanharem:
- Resposta oficial da UFMG a pedidos de verificação de vínculo;
- Disponibilização do boletim de ocorrência ou protocolos que comprovem o registro formal do fato;
- Depoimentos adicionais de clientes ou vizinhos do estabelecimento que possam corroborar o relato;
- Possíveis desdobramentos jurídicos, como ações civis por danos morais ou queixas-crime por discriminação.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas e especialistas em direito e políticas públicas ouvidos por veículos que tratam de acessibilidade apontam que episódios dessa natureza podem impulsionar revisões em procedimentos institucionais de apuração e proteção de direitos nas próximas semanas.
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