Apagão no estado de São Paulo completa quatro dias; autoridades acionam Enel e buscam reparação.

Quarto dia de apagão deixa perdas e Enel na Justiça

Apagão prolongado atinge centenas de milhares no interior de SP; Ministério Público e Defensoria acionam a Enel na Justiça.

Apagão atinge milhares e provoca prejuízos

Um apagão que entrou no quarto dia deixou centenas de milhares de consumidores sem energia elétrica em diversas regiões do estado de São Paulo, afetando ceias de Natal, cadeias de refrigeração de alimentos e atendimentos médicos de rotina.

Relatos coletados junto a moradores e autoridades apontam para perda de alimentos perecíveis — como carnes, perus e marmitas — e para dificuldade de atendimento em unidades de saúde de pequeno porte que não conseguiram manter todas as rotinas sem geradores. Grandes hospitais estaduais, segundo reportagens locais, ativaram planos de contingência para preservar serviços críticos.

Curadoria e apuração

De acordo com dados compilados pela redação do Noticioso360, que cruzou informações do G1, da CNN Brasil e da Agência Brasil, as falhas têm relação direta com danos na rede elétrica provocados por vendavais e pela queda de estruturas. A redação também verificou comunicados oficiais da concessionária e de órgãos públicos envolvidos na resposta à crise.

Ações na Justiça e medidas imediatas

Promotores do Ministério Público e membros da Defensoria Pública informaram ter ingressado com ação civil pública contra a concessionária responsável, pedindo medidas emergenciais de reparação, fornecimento imediato de energia e um plano de atendimento a consumidores vulneráveis.

As ações judiciais buscam, além da restauração do serviço, compensações por danos materiais e econômicos decorrentes da interrupção prolongada. Entre as medidas pleiteadas estão a instalação de geradores em pontos sensíveis, auxílio para reposição de alimentos essenciais e linhas diretas de atendimento a moradores afetados.

Impacto em saúde e segurança alimentar

Equipes de vigilância sanitária foram acionadas para orientar sobre descarte seguro de alimentos perecíveis e para avaliar risco epidemiológico em determinados bairros. Serviços de atendimento domiciliar a pacientes dependentes de aparelhos elétricos relataram dificuldades, mobilizando órgãos públicos e organizações civis para priorizar o abastecimento de geradores e a transferência de pacientes, quando necessário.

Moradores de áreas periféricas, com menor acesso a soluções alternativas como geradores, têm sido os mais afetados. “Perdemos a ceia e boa parte das compras de Natal. Não temos como manter tudo resfriado”, disse uma moradora de um município do interior, em relato compilado pela apuração.

Posicionamento da concessionária

A concessionária envolvida afirmou que equipes técnicas foram mobilizadas e que as causas preliminares apontam para a combinação de vendavais e queda de estruturas na rede elétrica. Em comunicado oficial, a empresa disse estar em contato com autoridades e consumidores para mapear ocorrências e priorizar restabelecimentos em áreas críticas.

Fontes oficiais ouvidas pela reportagem ressaltaram, porém, a complexidade dos danos na infraestrutura elétrica, o que tem aumentado o tempo necessário para reparos completos e a substituição de equipamentos danificados.

Divergências sobre resposta operacional

Há divergências entre veículos e relatos locais quanto à extensão e à gestão da crise. Alguns apontam morosidade na resposta da concessionária e insuficiência no atendimento emergencial a grupos vulneráveis. Outros destacam a magnitude do vendaval e a necessidade de coordenação logística e material para restabelecimento seguro e duradouro do sistema.

Autoridades municipais também reclamaram da falta de informações transparentes sobre prazos de restabelecimento e critérios de prioridade, o que tem aumentado a tensão entre comunidades afetadas.

Medidas públicas e recomendações

Prefeituras e a Defesa Civil têm montado pontos de apoio para distribuição de água, sombra e, em alguns casos, refrigeração temporária. Especialistas em vigilância sanitária orientam que consumidores descartem alimentos de risco, especialmente carnes, laticínios e preparações prontas, quando houver suspeita de perda da cadeia de refrigeração.

Linhas de atendimento específicas foram pedidas pelo Ministério Público para receber reclamações e mapear consumidores vulneráveis, como aqueles que dependem de aparelhos médicos. A adoção de medidas cautelares na esfera judicial pode obrigar a concessionária a acelerar reparos e a criar um plano de indenizações.

Casos e relatos locais

Reportagens locais registraram situações de pacientes que recorreram a geradores improvisados ou transferência para unidades com energia. Em comunidades onde o fornecimento ainda não foi restabelecido houve reclamações sobre falta de comunicação e de acesso a pontos de apoio.

Ao mesmo tempo, representantes de grandes hospitais relataram que sistemas críticos permaneceram funcionando graças a geradores e protocolos de contingência, minimizando riscos imediatos à vida em unidades de maior porte.

Transparência e cobrança comunitária

Moradores e lideranças comunitárias têm exigido mais transparência sobre critérios e prazos de restabelecimento. Pedem também prioridade para zonas críticas, como unidades de saúde, asilos e locais com maior concentração de famílias de baixa renda.

A atuação do Ministério Público e da Defensoria, segundo representantes dessas instituições, busca não só atribuir responsabilidades, mas garantir medidas imediatas de mitigação e reparação, com possível imposição de medidas cautelares.

Projeção e desdobramentos

O desenrolar das ações judiciais e o ritmo das operações de reparo devem definir a velocidade de restabelecimento e a abrangência das indenizações. Especialistas ouvidos indicam que a substituição de postes, transformadores e linhas danificadas pode levar dias a semanas, dependendo da extensão dos danos e da logística de suprimento.

Enquanto os trabalhos prosseguem, autoridades recomendam cuidado com alimentos perecíveis, conservação de medicamentos sensíveis à temperatura e busca por pontos de apoio oferecidos por prefeituras e pela Defesa Civil.

Fontes

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