Casos de pedras nos rins sobem no calor; hidratação correta e evitar álcool e refrigerantes ajudam a prevenir cólicas.

Verão aumenta casos de cálculos renais; água é a melhor defesa

No verão, a desidratação eleva o risco de cálculos renais; água é a medida preventiva mais eficaz, enquanto álcool e refrigerantes podem agravar.

Alta temporada: por que mais pessoas têm pedras nos rins no verão

Hospitais e unidades de emergência registram aumento de atendimentos por cólica renal durante os meses mais quentes do ano. Pacientes relatam dor intensa na região lombar, náusea e presença de sangue na urina — sinais típicos da passagem de um cálculo.

O mecanismo fisiológico é simples: a desidratação reduz o volume urinário, deixando a urina mais concentrada e favorecendo a cristalização de sais como oxalato e cálcio. Em ondas de calor, a perda de líquidos pelo suor é maior e, sem reposição adequada, cresce a chance de formação e de migração das pedras pelo trato urinário.

O que a apuração mostra

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Reuters e do G1, a combinação entre exposição prolongada ao sol, aumento da perda de líquidos e consumo frequente de bebidas inadequadas explica parte do aumento de casos observado em diferentes regiões do país.

Fontes médicas e levantamentos publicados em revistas especializadas apontam correlação entre ondas de calor e maior incidência de litíase renal. Em áreas litorâneas e turísticas, o impacto é ainda mais claro durante feriados e períodos de férias, quando a demanda por atendimentos por cólica renal sobe de forma sensível.

Água é a principal medida preventiva

Especialistas consultados recomendam priorizar água potável ao longo do dia. A orientação prática para a população é simples: beber fluidos suficientes para manter a urina clara ou levemente amarelada.

Essa medida reduz a concentração de substâncias que formam cristais e facilita a eliminação de pequenas partículas antes que cresçam e causem obstrução e dor. Em dias muito quentes, recomenda-se aumentar a ingestão de líquidos proporcionalmente ao tempo de exposição ao sol e à atividade física.

Por que outras bebidas nem sempre ajudam

Cerveja e outras bebidas alcoólicas são frequentemente vistas como refrescantes, mas têm efeito diurético. O consumo excessivo pode agravar a perda de líquidos e, portanto, não é uma estratégia de hidratação eficaz para prevenir cálculos.

Refrigerantes e bebidas adoçadas também preocupam: estudos epidemiológicos identificaram associação entre consumo regular de refrigerantes com alto teor de açúcar e maior risco de formação de pedras. O açúcar pode alterar o metabolismo do oxalato e do cálcio e favorecer a cristalização.

Por outro lado, sucos cítricos como limão e laranja, em quantidades moderadas, podem ser benéficos. O citrato presente nesses sucos aumenta o citrato urinário, um inibidor natural da formação de cristais.

Dieta, sal e proteínas: a composição alimentar importa

Além da hidratação, a alimentação influi no risco de recorrência. Excesso de sal na dieta aumenta a excreção urinária de cálcio, elevando a probabilidade de formação de cálculos. Já uma ingestão balanceada de proteínas animais, sem exageros, é recomendada por especialistas para reduzir recidivas.

Pacientes com histórico de litíase renal devem receber orientação personalizada. Exames como estudo da composição do cálculo e bioquímica urinária ajudam a identificar fatores específicos (excesso de oxalato, baixa excreção de citrato, alta excreção de cálcio etc.) e permitir recomendações alimentares e medicamentosas direcionadas.

Quando procurar atendimento

Dor intensa na lombar, febre associada, vômitos persistentes ou sangue na urina são sinais de alerta. Nesses casos, a procura imediata por atendimento médico é indicada. Unidades de emergência relatam picos sazonais que sobrecarregam serviços, sobretudo em épocas e locais de alta movimentação turística.

O manejo inicial inclui analgesia para controlar a dor, avaliação por imagem (como tomografia computadorizada ou ultrassonografia) e, em alguns casos, hidratação endovenosa para facilitar a passagem da pedra. Procedimentos urológicos podem ser necessários se o cálculo for grande ou causar obstrução grave.

Medidas práticas para o verão

  • Priorizar água potável ao longo do dia e após exposição ao sol;
  • Evitar uso excessivo de bebidas alcoólicas e refrigerantes adoçados;
  • Incluir fontes de citrato na dieta com moderação, como suco de limão espremido na água;
  • Reduzir consumo de sal e controlar a ingestão de proteínas animais de forma equilibrada;
  • Observar a coloração da urina: clara ou levemente amarelada é um bom indicador de hidratação adequada.

Impacto na saúde pública

Especialistas em saúde pública consultados destacam a importância de campanhas preventivas nos meses quentes. Informações simples e diretas sobre hidratação, riscos do álcool e dos refrigerantes e orientações para quem já tem histórico de cálculos podem reduzir a pressão sobre emergências e melhorar resultados clínicos.

Em pacientes com doenças metabólicas, obesidade ou histórico familiar de litíase, a recomendação é de avaliação urológica preventiva. Estratégias populacionais que incentivem o consumo de água em espaços públicos e a rotulagem clara de bebidas também são apontadas como medidas úteis.

Fechamento: o que esperar nos próximos verões

Com o aumento da frequência de ondas de calor previsto por estudos climáticos, é provável que a tendência de crescimento nos atendimentos por cálculos renais se mantenha. Investir em campanhas educativas e ampliar o acesso a orientações médicas individualizadas são passos essenciais para reduzir complicações e internações.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que a combinação de mudanças climáticas e hábitos de consumo pode ampliar desafios para a saúde renal nos próximos anos.

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