Vacinas essenciais para viagens e férias
Com a aproximação do verão e do período de férias, autoridades de saúde alertam para a importância de revisar o cartão de vacinação dos adultos antes de viajar.
Além de reduzir o risco individual, a imunização contribui para a proteção coletiva, especialmente em ambientes com grandes aglomerações e eventos internacionais.
De acordo com análise da redação do Noticioso360, com base em informações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de centros de referência em infectologia, as vacinas mais frequentemente recomendadas para adultos em contexto de viagem são: hepatite A, febre amarela, influenza (gripe), dTpa (tétano, difteria e coqueluche) e, quando necessário, doses adicionais de sarampo e hepatite B.
Por que revisar o cartão vacinal?
A caderneta de vacinação é o ponto de partida. Profissionais de saúde consultados explicam que, quando não há registro, o procedimento é reconstituir a proteção com doses seguras e indicadas, seguindo protocolos publicados pelo Ministério da Saúde.
“A ausência de documentação não significa ausência de proteção, mas orienta a aplicação de doses de reforço conforme histórico e risco de exposição”, diz infectologista consultado pela reportagem.
Hepatite A
A vacina contra hepatite A é indicada para adultos não vacinados, sobretudo para quem vai viajar a regiões com saneamento precário ou relatos de surtos. A imunização costuma ser feita em duas doses, com intervalo definido pelo fabricante e pela rede de saúde.
Além disso, a proteção é duradoura e reduz o risco de hospitalização por hepatite aguda.
Febre amarela
Estados e países com áreas endêmicas mantêm recomendações específicas; alguns exigem comprovante internacional de vacinação (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP) para entrada no território.
A dose única da vacina fracionada ou padrão confere proteção em curto prazo, mas verifique exigências do destino com antecedência e procure um serviço credenciado para emissão do CIVP, quando necessário.
Influenza (gripe)
A vacinação anual contra a gripe é recomendada para grupos prioritários, mas especialistas orientam que adultos que viajarão durante períodos de alta circulação viral, ou que convivem com crianças e idosos, considerem a imunização antes de deslocamentos.
Vacinar-se reduz o risco de complicações e hospitalização e ajuda a proteger pessoas vulneráveis ao redor.
dTpa: tétano, difteria e coqueluche
Reforços de dTpa em adultos têm papel prático: além de proteger contra tétano e difteria, ajudam a reduzir a transmissão de coqueluche para lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal.
Profissionais recomendam checar o intervalo desde a última dose e atualizar o esquema quando indicado, especialmente para quem terá contato próximo com bebês.
Sarampo e hepatite B
Para sarampo, a recomendação é confirmar duas doses da tríplice viral (MMR) ou, na falta de documentação, completar o esquema. Eventos internacionais e surtos recentes em determinados países elevam o risco de exposição.
Já a hepatite B pode exigir reforço ou início do esquema para adultos não vacinados, dependendo do histórico e do tipo de viagem (por exemplo, situações com maior risco de procedimentos de saúde sem controle adequado).
Exigências por destino e planejamento
As exigências variam conforme o país e o estado. Antes de viajar, consulte os requisitos de entrada e recomendações da autoridade sanitária do destino.
Procure postos de vacinação com antecedência: algumas vacinas precisam de intervalos entre as doses para garantir proteção completa. No Sistema Único de Saúde (SUS), muitas vacinas são oferecidas gratuitamente nas unidades básicas.
Documentação e comprovante internacional
Em viagens internacionais, verifique se é exigido o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) — por exemplo, para febre amarela — e certifique-se de que o serviço de saúde é credenciado para emitir o documento.
Contraindicações e cuidados
Algumas vacinas têm contraindicações temporárias, como em casos de gravidez ou imunossupressão. Consulte um profissional de saúde para avaliar condições pré-existentes e orientações específicas.
Vacinas administradas em período pré-viagem devem respeitar prazos para eficácia: por exemplo, algumas precisam de 10 a 14 dias para gerar proteção adequada.
Onde buscar orientação
Além do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais ou municipais, instituições como o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Mundial da Saúde disponibilizam orientações atualizadas sobre perfis de risco por região e calendários de vacinação.
Para viagens internacionais, consulados e sites oficiais de saúde dos países de destino também informam exigências específicas.
Recomendações práticas
- Confira sua caderneta de vacinação com antecedência;
- Procure um posto de saúde ou clínica de vacinação credenciada;
- Verifique exigências do país de destino quanto a certificados internacionais;
- Planeje doses com tempo hábil para induzir proteção completa;
- Consulte um profissional em caso de dúvidas ou condições médicas especiais.
Segundo levantamento do Noticioso360, que cruzou dados oficiais e reportagens especializadas, a revisão do cartão vacinal é uma medida simples, disponível na rede pública e privada, e altamente eficaz para reduzir riscos em deslocamentos.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que a maior adesão à revisão vacinal antes de viagens pode reduzir surtos sazonais e redefinir práticas de saúde pública nos próximos meses.



