A jornalista e apresentadora Tati Machado falou em público sobre a perda de uma gestação durante sua participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do GLOBO. Em trecho da conversa, reproduzido no episódio disponível em plataformas de streaming, ela afirmou: “Não sei como estou viva”, ao descrever o choque emocional vivido após o ocorrido.
O relato de Machado versa sobre o luto, a surpresa e a dificuldade de tornar pública uma experiência marcada por dor. Ela detalha a tentativa de equilibrar a exposição própria, já presente em parte de sua atividade profissional, com a necessidade íntima de preservar momentos pessoais. O depoimento foi registrado no episódio do videocast e é a principal fonte para as falas citadas nesta reportagem.
Apuração e curadoria
Segundo análise da redação do Noticioso360, baseada no episódio em questão, não foi encontrada ampla cobertura complementar em veículos nacionais de grande circulação sobre o mesmo conteúdo até a data desta checagem. Por isso, a reportagem se restringe ao depoimento direto da própria entrevistada e às informações trazidas ao ar naquele episódio.
A equipe verificou as plataformas de distribuição do videocast — versões em áudio e vídeo — para assegurar que as falas foram registradas e disponibilizadas publicamente. Não foram localizados, até o momento da apuração, comunicados oficiais, laudos médicos ou entrevistas posteriores que detalhem cronologias clínicas além do que Machado relatou.
O relato: choque, descrença e busca por acolhimento
No episódio, Machado descreve a sensação de descrença imediata e a dificuldade de processar a notícia. Ela comenta a necessidade de apoio próximo, a reorganização de rotinas e as reações físicas e psicológicas que acompanharam o luto.
Ao narrar a experiência, a apresentadora relata ter pensado em documentar a gravidez em vídeos semanais, uma prática comum entre figuras públicas que dividem gestação com audiências. No entanto, ela optou por preservar parte da vivência para si, uma decisão que descreveu como escolher “viver isso” em vez de transformar integralmente o processo em conteúdo.
Dimensão emocional
A fala citada no título — “Não sei como estou viva” — sintetiza o impacto emocional profundo que Machado comunicou. Trata-se de uma expressão de choque e vulnerabilidade, compartilhada de forma pública por uma pessoa com visibilidade midiática.
Relatos como o de Machado coincidem com descrições frequentes em experiências de abortamento espontâneo ou outras formas de perda gestacional: sensação de vazio, necessidade de explicações, procura por suporte familiar e profissional, e dificuldade de conciliar vida pública e privacidade.
O que a apuração não afirma
É importante separar o relato subjetivo, de caráter pessoal e deposto pela própria entrevistada, de qualquer dado médico ou estatístico. A reportagem não infere causas clínicas, cronologias médicas detalhadas ou resultados de exames, porque tais informações não foram apresentadas por Machado no episódio e não foram confirmadas por fontes independentes.
Para além do relato, não há, nas fontes checadas, documentos oficiais ou entrevistas adicionais que permitam confirmar datas médicas, laudos ou declarações institucionais sobre o caso. Qualquer apuração futura que deseje avançar deverá recorrer a documentos clínicos, ao próprio depoimento complementar da interessada ou a posicionamentos de instituições de saúde, sempre respeitando privacidade e consentimento.
Repercussão e valor jornalístico
O depoimento público de uma figura conhecida tem valor jornalístico e simbólico: ao tornar visível uma experiência de perda, a fala de Machado pode ampliar debates sobre saúde reprodutiva, assistência emocional e redes de apoio para pessoas enlutadas.
Além disso, a publicização de relatos pessoais por profissionais de comunicação pode influenciar a forma como temas delicados são tratados na mídia e na sociedade. A transparência sobre sofrimento pessoal, quando feita com consentimento, pode ajudar a reduzir estigmas e a incentivar políticas de acolhimento.
Recomendações para cobertura responsável
- Separar relato pessoal de informação clínica;
- Evitar sensacionalismo e exposição desnecessária de dados íntimos;
- Consultar profissionais de saúde para contextualizar causas e orientações médicas;
- Respeitar sempre a privacidade e o consentimento da pessoa entrevistada.
Perspectiva para o futuro
Relatos como o de Tati Machado tendem a gerar debates públicos sobre acolhimento, suporte psicológico e políticas de saúde reprodutiva. Espera-se que veículos e fontes que desejem aprofundar a apuração priorizem o contato com profissionais de saúde e com a própria entrevistada para mapear informações clínicas verificáveis.
Além disso, especialistas e ativistas apontam que a circulação desses relatos pode impulsionar mais visibilidade a serviços de apoio e a iniciativas de prevenção, esclarecimento e acompanhamento emocional a pessoas que vivenciam perda gestacional.
Fontes
- GLOBO — videocast “Conversa vai, conversa vem” — episódio disponível em plataformas (YouTube/Spotify) — 2026-01-15
- YouTube — videocast “Conversa vai, conversa vem” — versão em vídeo do episódio — 2026-01-15
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas e profissionais da área de saúde reprodutiva indicam que relatos públicos sobre perda gestacional podem reforçar demandas por políticas de acolhimento e ampliar o debate na agenda pública.
Veja mais
- Mesmo pequenas doses diárias de exercício trazem benefícios reais ao coração, metabolismo e bem‑estar.
- Gilead exclui o Brasil de licença para genéricos do lenacapavir, limitando produção nacional do medicamento.
- O horário e a composição do jantar influenciam metabolismo, sono e o risco de ganho de peso, dizem estudos.



