Pêssego: o que a fruta oferece ao corpo
O pêssego é uma fruta de baixo teor calórico e alto teor de água que concentra vitaminas, fibras e compostos antioxidantes. Consumido fresco, pode contribuir para a hidratação, o bom funcionamento do intestino e a saúde da pele, além de fornecer vitamina C e provitamina A (beta‑caroteno).
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em informações apuradas em veículos jornalísticos e guias de nutrição, o consumo moderado de pêssego insere nutrientes importantes numa dieta variada, mas há grupos que precisam ter atenção a efeitos indesejados.
Composição nutricional
Uma porção média de pêssego (cerca de 150 g) traz água, fibras solúveis e insolúveis, vitamina C, pequenas quantidades de vitaminas do complexo B e provitamina A. Também contém minerais como potássio e compostos fenólicos, entre eles flavonoides e carotenoides, associados à ação antioxidante.
Benefícios confirmados
Além de hidratar, o pêssego pode favorecer o trânsito intestinal devido à presença de fibras. Essas fibras ajudam a formar bolo fecal e, quando combinadas com uma dieta equilibrada, contribuem para a regularidade intestinal e para a sensação de saciedade.
Os antioxidantes do pêssego, como flavonoides e carotenoides, atuam na redução do estresse oxidativo quando a fruta faz parte de uma alimentação variada. Isso tem reflexos positivos na saúde da pele e no suporte ao sistema imunológico.
Para pessoas com diabetes, o índice glicêmico do pêssego é moderado. Por isso, a recomendação comum de especialistas é consumir a fruta fresca, controlar porções e evitar preparações com adição significativa de açúcar, como pêssegos em calda ou enlatados.
Quem deve evitar ou ter cautela
Apesar dos benefícios, há grupos que devem ter cautela. Pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) ou sensibilidade a FODMAPs podem apresentar sintomas gastrointestinais — como inchaço, dor abdominal e diarreia — após o consumo. O pêssego contém sorbitol e outros carboidratos fermentáveis que podem desencadear desconforto nessas condições.
Indivíduos com alergia a frutas da família Rosaceae ou portadores da síndrome da alergia oral — frequentemente relacionada ao pólen de bétula — podem sentir coceira na boca, inchaço nos lábios ou garganta e outros sinais alérgicos ao consumir pêssego. Nesses casos, a avaliação por alergista é indicada.
Outra recomendação clara é não consumir o caroço do pêssego. A amêndoa presente no caroço contém compostos que, se ingeridos em grandes quantidades ou mastigados, podem liberar substâncias potencialmente tóxicas. A parte comestível é a polpa; o caroço deve ser descartado.
Segurança na conservação e preparo
Pêssegos em calda, conservas ou enlatados costumam ter níveis mais elevados de açúcar e, às vezes, sódio. Essas versões são menos indicadas para pessoas com diabetes descompensado ou que precisam restringir a ingestão de açúcar e sal.
Como em muitas frutas, a aplicação de agrotóxicos pode ser uma preocupação. Recomenda‑se lavar bem a casca antes do consumo ou optar por produtos orgânicos quando possível, especialmente se a fruta for consumida com casca.
Interações e contraindicações
O pêssego não é conhecido por interagir significativamente com medicamentos de uso corrente, diferentemente do grapefruit, que afeta enzimas como a CYP3A4. Ainda assim, pacientes com doenças crônicas ou em uso de medicação contínua devem consultar seu médico antes de mudanças dietéticas relevantes.
Recomendações práticas
- Prefira pêssegos frescos e maduros; lave bem a casca antes de comer.
- Controle porções se você tem diabetes; priorize a fruta in natura em vez de conservas.
- Não consuma o caroço; descarte-o imediatamente.
- Se sentir coceira na boca, inchaço ou sintomas gastrointestinais após comer pêssego, procure avaliação médica.
- Para quem tem SII, teste tolerância sob orientação de nutricionista ou gastroenterologista.
Fechamento e projeção
O pêssego é uma opção nutritiva e versátil para a maioria das pessoas quando consumido com equilíbrio. A combinação de hidratação, fibras e antioxidantes o torna um componente valioso de uma dieta saudável.
No entanto, alergias, intolerâncias ligadas a FODMAPs e o risco associado ao consumo do caroço são motivos válidos para limitar ou evitar a fruta em grupos específicos. A orientação personalizada por profissionais de saúde é indicada quando houver histórico de alergia, sintomas gastrointestinais recorrentes ou necessidades dietéticas especiais.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Especialistas apontam que a crescente atenção a escolhas alimentares pode ampliar a procura por frutas frescas e por informações nutricionais mais detalhadas nos próximos anos.
Fontes
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