Reanimação e internação
Uma mulher que havia sido declarada morta por uma socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em uma rodovia de Bauru (SP) foi reanimada por outro médico no local e levada em estado grave ao Hospital Base do município, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo relatos oficiais e registros das equipes de atendimento, a ocorrência começou quando o Samu foi acionado para atender a uma vítima na rodovia. A socorrista presente no primeiro atendimento avaliou a paciente como sem sinais vitais, procedimento que, conforme a versão inicial, motivou a retirada do corpo para a margem da pista para possível encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML).
Apuração e curadoria
A apuração do Noticioso360, com base em documentos hospitalares e reportagens das fontes consultadas, confirma que um segundo médico identificado no local percebeu sinais de vida e iniciou imediatamente manobras de reanimação. A ação desse profissional foi determinante para a estabilização e o transporte da paciente ao Hospital Base de Bauru.
Fontes hospitalares informaram que a paciente deu entrada em estado grave e que a equipe médica vinha adotando medidas para retirar a ventilação mecânica — processo conhecido como extubação — nesta terça-feira. Procedimentos diagnósticos e terapêuticos foram realizados para avaliar a condição neurológica e cardiorrespiratória da paciente antes de qualquer tentativa definitiva de retirada do suporte ventilatório.
Confronto de versões
Desde o início, houve divergência entre relatos sobre o intervalo e as ações dos profissionais. Alguns veículos noticiaram que a mulher teria sido deixada à margem da via como morta por algum tempo antes de ser reanimada; outros destacaram a rápida atuação do segundo médico como fator decisivo para evitar o óbito.
O que as fontes coincidem em apontar é a sequência básica dos fatos: declaração inicial de óbito por uma socorrista do Samu, retirada para a margem da via, identificação de sinais de vida por outro profissional e subsequente reanimação e internação em UTI. Divergem, porém, detalhes sobre tempo decorrido entre a declaração e a reanimação e a descrição minuciosa das intervenções de cada socorrista e médico presentes.
Investigações administrativas
A Secretaria Municipal de Saúde e o próprio Samu de Bauru informaram, conforme divulgado pelas fontes consultadas, que abriram processo para apurar como foi feita a avaliação inicial de óbito e se os protocolos foram seguidos corretamente. Até o fechamento desta edição, a reportagem aguardava retorno oficial sobre eventuais registros de ocorrência administrativa ou sindicância.
Em nota, representantes do Hospital Base confirmaram que a reanimação foi realizada por um profissional que estava no local e destacaram que a rápida atuação contribuiu diretamente para a sobrevivência da paciente. A unidade, contudo, não divulgou dados que identificassem a mulher por motivos de sigilo hospitalar.
Aspectos clínicos e cuidados na UTI
Fontes médicas consultadas explicaram que, após a reanimação, pacientes em situação semelhante são submetidos a um conjunto de exames para avaliar lesões neurológicas e comprometimento cardiorrespiratório. O tempo entre a parada, a recuperação de sinais vitais e o início de suporte avançado é crucial para o prognóstico.
No caso em Bauru, a equipe médica adotou medidas de suporte intensivo e ventilação mecânica para garantir a estabilidade. A intenção declarada pelos clínicos foi avaliar a possibilidade de extubação quando os parâmetros neurológicos e respiratórios permitissem, decisão que depende de testes progressivos e imagens complementares.
Protocolos e limites práticos
Especialistas em emergência ouvidos por fontes jornalísticas ressaltam que a confirmação de óbito em campo segue protocolos que variam em função do quadro clínico, do tempo de parada e da presença de sinais inequívocos. Em ambientes rodoviários, com condições adversas e equipe reduzida, a avaliação pode ser mais complexa.
Além disso, a presença de múltiplos profissionais no local pode gerar interpretações distintas sobre responsabilidades e procedimentos adotados. Por isso, as investigações administrativas buscam mapear a cadeia de decisões, a documentação produzida no atendimento e se houve conformidade com as normas técnicas vigentes.
Impacto e questões legais
Há potencial para desdobramentos administrativos e, dependendo das conclusões das apurações, para procedimentos de natureza policial. A Secretaria de Saúde e o Samu deverão apresentar relatórios internos que fundamentem as decisões tomadas no atendimento inicial.
Advogados especializados em responsabilidade civil e médica consultados em reportagens públicas destacam que, em casos de erro na avaliação de óbito, são possíveis implicações disciplinares e civis, sobretudo se ficar comprovado que houve negligência ou prática em desacordo com protocolos.
Transparência e revisão de protocolos
O episódio reacende o debate sobre a padronização e a supervisão dos procedimentos em atendimentos pré-hospitalares, especialmente em rodovias. A necessidade de documentação fotográfica, registro eletrônico do atendimento e a presença de instrumentos objetivos de verificação são pontos citados por especialistas para reduzir margens de erro.
Em nota à imprensa, gestores de saúde pública costumam destacar a importância de treinamentos periódicos e de protocolos claros para confirmação de óbito em campo, além de mecanismos de revisão quando há participação de múltiplos profissionais.
Fechamento e projeção
Por ora, a paciente segue em acompanhamento crítico na UTI do Hospital Base de Bauru. Espera-se que a equipe médica divulgue um relatório sobre o estado neurológico nos próximos dias, o que deverá orientar decisões sobre a retirada do suporte ventilatório e sobre prognóstico de recuperação.
As apurações administrativas do Samu e da Secretaria Municipal de Saúde também devem ser concluídas em breve e poderão, conforme resultado, motivar recomendações para revisão de procedimentos ou abertura de sindicância formal. Noticioso360 acompanhará os desdobramentos e publicará atualizações assim que documentos oficiais e novas informações forem obtidos.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Especialistas indicam que o caso pode impulsionar revisões em protocolos de atendimento pré-hospitalar e fortalecer exigências por registro objetivo de sinais vitais em campo.
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