Apuração sobre alegações de redução imediata de oleosidade e a base científica por trás do produto.

Limpador antioleosidade da Creamy em análise

Noticioso360 analisa as evidências da alegação da Creamy de reduzir oleosidade em 38% de forma imediata.

Limpador da Creamy promete redução imediata da oleosidade; reivindicação é verificada

A Creamy anuncia um limpador antioleosidade que combina dois ácidos e aponta redução imediata da oleosidade em 38% após a aplicação. A embalagem também menciona ação na desobstrução de poros e melhora de cravos e espinhas.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em reportagens e documentos públicos, a combinação proposta — um beta-hidroxiácido (BHA) e um alfa-hidroxiácido (AHA) — é coerente com práticas dermatológicas conhecidas, mas a prova pública da cifra “38%” não foi localizada de forma independente.

Como funcionam os ácidos citados

O BHA mais usado em cosméticos é o ácido salicílico. Ele tem ação queratolítica, penetra nos folículos e é indicado para desobstruir poros, reduzir comedões e ajudar no controle da acne.

Já os AHAs incluem substâncias como o ácido mandélico, que tem molécula maior e ação esfoliante mais suave. Por essa razão, mandálico costuma ser melhor tolerado por peles sensíveis ou maduras, promovendo renovação celular sem tanto risco de irritação.

Marcas frequentemente combinam BHA e AHA para aliar controle de oleosidade localizado e renovação da superfície cutânea, buscando minimizar irritação. Especialistas ouvidos por veículos como Reuters e Folha apontam que essa racionalidade técnica é plausível do ponto de vista farmacotécnico.

O que falta na alegação dos 38%

Para validar um número como “redução imediata em 38%” são necessárias informações metodológicas claras: tamanho da amostra, perfil dos voluntários (idade, tipo de pele), método de medida (por exemplo, sebiometria), o exato tempo após a aplicação em que foi feita a leitura e se houve controle placebo.

Em nossa apuração, não localizamos, em fontes independentes, um estudo publicado ou registro público com esses detalhes. Isso não invalida o resultado, mas limita a verificação externa da magnitude e da duração do efeito descrito pela marca.

Fatores que influenciam o efeito em diferentes peles

A velocidade e a amplitude da redução de oleosidade variam conforme fatores individuais: espessura da pele, histórico de uso de produtos ativos (retinoides, por exemplo), região do rosto e hábitos de higiene.

Produtos com 2% de ácido salicílico costumam ter efeito comprovado na desobstrução de poros e alguma diminuição da oleosidade. Ainda assim, a eficácia final depende da formulação — veículo, pH e outros ingredientes auxiliares — e da forma como o estudo foi conduzido.

Regulação e transparência

No Brasil, a legislação exige que alegações funcionais em cosméticos sejam sustentadas por evidências. Quando empresas divulgam percentuais ou dados de eficácia, jornais e agências reguladoras orientam que o consumidor tenha acesso ao protocolo do estudo: se foi patrocinado pela marca, quais os critérios e se houve revisão por pares.

Fontes consultadas pela reportagem lembram que estudos internos podem apontar resultados positivos; a diferença está na disponibilidade de dados e na possibilidade de replicação por terceiros.

O que a redação recomenda ao consumidor

Para quem tem pele madura, a combinação de um BHA com um AHA suave como o mandélico pode ser vantajosa: controle de oleosidade localizado, esfoliação suave e possível melhora na textura da pele.

No entanto, especialistas recomendam testar o produto em pequena área, seguir a frequência de uso indicada no rótulo e procurar orientação dermatológica quando houver uso concomitante de tratamentos prescritos.

Considere avaliar rótulos para identificar a concentração do ácido salicílico e do AHA, além do pH da formulação, que influencia a atividade dos ácidos. Consumidores sensibilizados ou com uso de retinoides devem buscar aval profissional antes de adotar rotinas com ácidos adicionais.

O que a marca deve esclarecer

A redação do Noticioso360 solicita que a Creamy torne públicos os protocolos dos testes que originaram a porcentagem citada: número de voluntários, método de medição, tempo de avaliação e se houve comparador.

Se o estudo tiver sido realizado internamente, a transparência sobre metodologia ajudaria consumidores e profissionais a avaliar a robustez dos resultados.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que maior transparência em ensaios de eficácia pode modificar a percepção do consumidor e elevar padrões do mercado nos próximos meses.

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