O Distrito Federal registrou um aumento de 146% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas à influenza em 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 1,4 mil casos. A elevação na circulação viral pressionou unidades de atenção primária e de emergência nas últimas semanas.
Segundo levantamento da redação do Noticioso360, que cruzou dados de boletins epidemiológicos, reportagens locais e informações das secretarias de Saúde, há prioridade para grupos de risco e mais de 136 mil doses disponíveis na rede pública.
A alta nas internações e o que os números dizem
As secretarias de Saúde locais e os boletins do Ministério da Saúde indicam que a maior demanda tem ocorrido entre crianças e pessoas com comorbidades. Por outro lado, especialistas ouvidos destacam que parte do aumento pode refletir ampliação na testagem e melhoria na notificação dos casos.
Hospitais públicos relataram sobrecarga em atendimentos respiratórios, especialmente em pediatria. Em algumas unidades, a ocupação de leitos para SRAG subiu nos últimos 15 dias, segundo fontes médicas e relatórios municipais.
Quem deve se vacinar
Autoridades reforçam a indicação de imunização imediata para gestantes, idosos, crianças menores de cinco anos e pessoas com doenças crônicas. Esses grupos apresentam maior risco de evolução para quadros graves e internação.
“A recomendação é procurar o posto mais próximo assim que possível”, disse um coordenador de campanha em nota oficial. A imunização é a medida mais eficaz para reduzir hospitalizações e mortes por influenza.
Estoques e logística: há vacinas disponíveis
Fontes oficiais consultadas garantiram estoque suficiente para ações locais: mais de 136 mil doses foram distribuídas à rede pública no DF. Postos de saúde têm recebido remessas para ampliar a oferta imediata.
Gestores locais afirmam que as remessas visam reforçar a cobertura nos municípios com menor adesão, onde a vacinação está abaixo do ideal. A diferença entre municípios pode ajudar a explicar variações nas taxas de internação observadas.
Testagem, variantes e vírus concorrentes
Além da influenza, especialistas alertam para a co-circulação de outros vírus respiratórios — como o vírus sincicial respiratório (VSR) — que podem agravar a pressão sobre leitos pediátricos e de emergência.
Laboratórios e serviços de vigilância epidemiológica também monitoram a presença de variantes virais. Embora a vacinação reduza risco de doença grave, a circulação de diferentes cepas reforça a necessidade de medidas complementares.
Medidas práticas para famílias e cuidadores
As recomendações seguem diretrizes epidemiológicas: buscar a dose nos postos de saúde, evitar automedicação e procurar atendimento imediato em caso de falta de ar, febre persistente ou piora do quadro clínico.
Medidas não farmacológicas permanecem relevantes: etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir), ventilação de ambientes e isolamento enquanto houver sintomas. Escolas e creches foram orientadas a intensificar práticas de higiene e monitoramento de casos.
Orientações rápidas
- Vacinar gestantes, idosos, crianças menores de cinco anos e pessoas com comorbidades;
- Procurar posto de saúde ao primeiro sinal de gripe em grupos de risco;
- Evitar automedicação e seguir orientação profissional;
- Manter ambientes ventilados e usar máscara em locais lotados, se estiver com sintomas.
Impactos na rede de saúde
O aumento de internações por SRAG pode exigir reorganização de leitos e reforço temporário de equipe em unidades afetadas. Alguns hospitais já adotaram protocolos de triagem mais rígidos para aliviar a pressão sobre emergências.
Gestores afirmam que a combinação entre vacinação e medidas de vigilância será o principal determinante para evitar colapso local. A articulação entre secretarias e pontos de atenção primária é apontada como prioridade.
Fechamento e projeção
Se a cobertura vacinal não for ampliada com rapidez, a circulação sustentada do vírus pode manter a demanda elevada por mais semanas, especialmente em serviços pediátricos. Por outro lado, uma campanha de vacinação ampla tende a reduzir internações e permitir resposta assistencial mais estável.
Analistas de saúde apontam que a evolução dos próximos meses dependerá da adesão à campanha e da vigilância contínua de variantes e co-infecções; ações coordenadas hoje podem reduzir impactos no inverno epidemiológico.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que o padrão de internações observado pode alterar estratégias de vacinação e gestão de leitos nas próximas semanas.
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