SES-DF convoca moradores não vacinados entre 9 meses e 59 anos após morte de primatas.

Febre amarela: SES-DF convoca população até 59 anos

Distrito Federal convoca moradores de 9 meses a 59 anos não vacinados após morte de 38 primatas em Goiás; DF sem casos humanos desde 2022.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) convocou moradores na faixa etária de 9 meses a 59 anos que ainda não completaram o esquema vacinal contra a febre amarela a procurar os postos de saúde para receber a vacina. O chamado foi emitido depois da notificação de 38 primatas mortos em áreas de Goiás próximas à divisa com o Distrito Federal.

Segundo levantamento da redação do Noticioso360, com base em reportagens do G1 e da Agência Brasil, a morte de micos e macacos é tratada como um sinal epidemiológico importante. Primatas silvestres funcionam como sentinelas: um aumento nos óbitos entre esses animais pode indicar circulação do vírus e, por consequência, risco ampliado para a população humana.

Por que a convocação foi feita?

A iniciativa do SES-DF é preventiva. Embora o Distrito Federal não registre casos humanos de febre amarela desde 2022, autoridades consideraram necessário reforçar a proteção coletiva diante do achado de 38 primatas mortos em municípios goianos que fazem fronteira com o DF.

“A morte de primatas é um alerta epidemiológico. Quando identificamos ocorrência acima do habitual, ampliamos as ações de vigilância e a oferta de vacinação nas áreas de risco”, disse nota técnica divulgada pela SES-DF.

Quem deve se vacinar e como funciona a campanha

A recomendação vale para pessoas entre 9 meses e 59 anos que não tenham histórico de vacinação contra febre amarela. A orientação federal, adotada por estados e pelo DF em episódios semelhantes, é priorizar a ampliação rápida da cobertura vacinal para interromper possíveis cadeias de transmissão antes do surgimento de casos humanos.

Em termos práticos, a campanha inclui:

  • convocação das faixas etárias definidas;
  • reforço da vigilância entomológica nas áreas próximas à ocorrência de primatas mortos;
  • monitoramento e coleta de exemplares para testagem laboratorial, quando possível;
  • orientação à população sobre medidas individuais de proteção, como uso de repelentes e eliminação de criadouros.

Contraindicações e orientações

A vacina contra a febre amarela é a principal medida de proteção individual e coletiva. No entanto, há contraindicações: pessoas com determinadas imunodeficiências, gestantes que não vivem em áreas de risco e lactantes em situações específicas devem consultar o serviço de saúde para orientação. Profissionais de saúde ressaltam a importância de verificar o cartão de vacinação antes de receber a dose.

Vigilância e investigação

Autoridades sanitárias explicam que a estratégia adotada varia conforme a avaliação do risco local, a cobertura vacinal existente e a disponibilidade de doses. Isso significa que, em algumas situações, a ação pode ser restringida a faixas etárias específicas; em outras, pode haver vacinação mais ampla.

Além da vacinação, a investigação do evento entre primatas inclui a coleta de material para testes laboratoriais e, quando possível, o sequenciamento viral. Essas medidas ajudam a confirmar se houve circulação do vírus no foco e a orientar medidas subsequentes de saúde pública.

Risco para a população do Distrito Federal

Atualmente, o DF não registra casos humanos de febre amarela desde 2022, fator que reduz, por enquanto, a probabilidade de transmissão autóctone. Por outro lado, a presença de primatas mortos em áreas limítrofes mantém o risco potencial.

Especialistas consultados pela apuração do Noticioso360 ressaltam que a eficácia da medida depende da rapidez na ampliação da cobertura vacinal e da adesão da população. Campanhas de vacinação em curto prazo reduzem a circulação do vírus e protegem tanto indivíduos quanto a comunidade.

Impacto operacional e cobertura vacinal

No plano operacional, os desafios incluem logística de distribuição de doses, disponibilidade de profissionais e comunicação eficaz para estimular a procura pelos postos. Onde a cobertura vacinal permanece baixa, existe potencial maior para reaparecimento de casos humanos caso o vírus chegue a áreas com mosquitos vetores competentes.

Por isso, a SES-DF também reforçou medidas complementares: eliminar criadouros de mosquitos, uso de repelentes em áreas com mata e procurar atendimento em caso de sintomas sugestivos, como febre alta e icterícia.

Transparência e convergência das informações

A apuração que originou esta matéria cruzou comunicações oficiais do SES-DF com reportagens do G1 e da Agência Brasil. Não houve, até o momento, entrevistas adicionais de porta-vozes distintos do SES-DF além do comunicado público, mas as fontes consultadas convergiram quanto à recomendação vacinal e às motivações do chamamento.

G1 destacou a orientação à população e a faixa etária convocada, enquanto a Agência Brasil trouxe contexto sobre as mortes de primatas e o posicionamento de autoridades sobre vigilância. A convergência dessas fontes foi utilizada para orientar a chamada preventiva do DF.

O que observar adiante

O acompanhamento contínuo do número de primatas mortos, os resultados de testes laboratoriais e o monitoramento entomológico serão determinantes para entender se houve realmente circulação viral naquele foco. Caso a investigação confirme presença do vírus, a resposta poderá incluir ampliação da campanha vacinal e medidas adicionais de controle.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que a movimentação pode redefinir estratégias de vigilância regional nos próximos meses.

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