Alerta sobre regiões pouco protegidas
Dermatologistas e oncologistas dermatológicos têm relatado, nos últimos anos, uma maior incidência relativa de câncer de pele em áreas frequentemente negligenciadas pela rotina de proteção solar, como orelhas, couro cabeludo, lábios, entre os dedos e ao redor das unhas. Essas regiões, apesar de pequenas, recebem radiação ultravioleta recorrente e podem apresentar lesões menos visíveis, o que dificulta a detecção precoce.
Segundo análise da redação do Noticioso360, compilada a partir de levantamentos clínicos e reportagens especializadas, há consistência nas observações de profissionais sobre um aumento de procedimentos diagnósticos e biópsias em locais periféricos do corpo.
Por que essas áreas são vulneráveis
“A anatomia dessas regiões favorece a formação de lesões que muitas vezes passam despercebidas”, afirma a dermatologista Dra. Mariana Silva, de São Paulo. “Além disso, hábitos cotidianos — aplicação irregular de protetor, uso de bonés ou chapéus de aba curta e penteados que deixam o couro cabeludo exposto — ampliam a exposição local.”
Carcinomas basocelular e espinocelular surgem com maior frequência nesses locais, segundo relatos clínicos. Melanomas aparecem em menor proporção, mas seu prognóstico pode ser mais grave quando diagnosticado tardiamente.
Fatores de risco
Pessoas mais velhas e trabalhadores com longa exposição solar acumulada têm risco ampliado. Da mesma forma, quem usa chapéus inadequados (como bonés) ou não aplica protetor nas orelhas, nuca e lábios tende a permanecer vulnerável.
Detecção e sinais de alerta
A vigilância é o principal conselho dos especialistas. Lesões que sangram, crescem, mudam de cor ou não cicatrizam devem ser avaliadas por um dermatologista. Em consultórios, médicos relatam aumento no número de biópsias e pequenos procedimentos em locais “menos tradicionais”, o que pode indicar maior detecção clínica.
“É fundamental que pacientes e profissionais façam uma inspeção cuidadosa durante consultas de rotina”, diz o oncologista dermatológico Dr. Rafael Costa. “Às vezes uma mancha pequena na orelha ou uma alteração na margem ungueal são sinais precoces.”
Prevenção prática
A recomendação unânime é reforçar a proteção em todos os pontos expostos do corpo. Medidas práticas incluem:
- Aplicar protetor solar em orelhas, nuca e laterais do rosto.
- Usar protetor labial com fator de proteção solar.
- Proteger o couro cabeludo com chapéus de aba ampla ou com produtos tópicos específicos.
- Inspecionar regularmente áreas entre os dedos e ao redor das unhas.
Campanhas educativas, dizem médicos, precisam adaptar mensagens e imagens para enfatizar essas áreas “esquecidas” e ensinar autoexame simples e eficaz.
Dificuldades de mensuração
Há diferença entre relatos clínicos, séries regionais e análises nacionais. Enquanto alguns veículos e serviços de saúde apontam elevação dos diagnósticos a partir de registros locais, outros divulgam alertas preventivos baseados em observações clínicas sem séries temporais longas que comprovem uma tendência homogênea no país.
Essa variação pode resultar tanto de mudanças nas práticas de detecção e notificação quanto de diferenças regionais na exposição solar e no acesso à atenção dermatológica.
O que a curadoria do Noticioso360 verificou
A apuração do Noticioso360 confrontou versões e compilou recomendações práticas de prevenção. A curadoria privilegiou fontes médicas e reportagens de veículos com histórico de apuração em saúde, buscando oferecer um panorama equilibrado entre alerta e contextualização.
Entre os pontos verificados pela redação estão o aumento de procedimentos diagnósticos em consultórios, relatos de sociedades médicas sobre a necessidade de atenção a áreas periféricas e a ausência, em muitos casos, de séries temporais nacionais suficientes para afirmar uma elevação homogênea de incidência.
Como agir: orientações para pacientes e profissionais
Para pacientes: observe a pele durante o banho e ao se expor ao espelho, incluindo orelhas, couro cabeludo (use um pente ou peça ajuda de outra pessoa), lábios, entre os dedos e região periungueal.
Para profissionais: inclua inspeção rápida dessas áreas em consultas de rotina, documente achados e, diante de dúvidas, realize biópsia diagnóstica precoce. A detecção imediata continua sendo o fator-chave para tratamentos menos invasivos e melhores desfechos.
Limitações e próximos passos
Fontes consultadas indicam que novos estudos e séries temporais de registros de câncer serão determinantes para esclarecer se o fenômeno observado corresponde a aumento real de incidência ou, ao contrário, a maior detecção clínica.
Enquanto isso, a orientação prática e preventiva permanece: proteger todas as áreas expostas e procurar avaliação médica diante de qualquer lesão suspeita.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.



