Panetones são vetados em todo o país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata da comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones fabricados pela D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda., após encontrar presença de fungos em amostras. A medida foi publicada em resolução oficial em 6 de janeiro de 2026 e vale enquanto durar a investigação técnica.
Segundo a resolução, há risco potencial à segurança do alimento e a suspensão abrange tanto a retirada de unidades do comércio quanto a proibição de consumo das embalagens identificadas.
Apuração e curadoria
A apuração do Noticioso360 confirma as informações publicadas pela Anvisa e complementadas por reportagens da Agência Brasil. Nossa redação cruzou a resolução da agência com reportagens e contatos institucionais para detalhar a extensão da proibição e as orientações à população.
Quais produtos foram afetados
A medida não se limitou aos panetones tradicionais. Entre os itens citados estão versões especiais que utilizavam ingredientes derivados de fungos comestíveis, como Lion’s Mane (Hericium erinaceus) e espécies do gênero Cordyceps. A inclusão desses insumos diferencia o caso e acendeu atenção sobre risco cruzado em linhas de produção com ingredientes pouco usuais.
As embalagens e os números de lote foram especificados na resolução da Anvisa. Consumidores devem checar código, lote e data de validade antes de consumir. Em caso de dúvida, a orientação é não consumir o produto e procurar canais oficiais para instruções de devolução ou reembolso.
O que dizem as autoridades
Em nota, a Anvisa afirmou que a decisão tem caráter preventivo e visa proteger a saúde pública até que análises complementares esclareçam o tipo de microrganismo, a extensão da contaminação e a origem do problema — se ligada a matérias‑primas, processo produtivo ou armazenamento.
Autoridades sanitárias costumam encaminhar amostras para análises laboratoriais que identificam a espécie do fungo, determinam a carga microbiana e orientam medidas corretivas. Até a publicação desta matéria, não houve divulgação pública de laudos técnicos detalhados sobre os fungos encontrados.
Orientações práticas a consumidores e comerciantes
Além das orientações oficiais, reportagens consultadas recomendam passos simples e imediatos:
- Verificar lote e data de validade nas embalagens;
- Evitar consumo de produtos com cheiro, cor ou textura alterados;
- Guardar comprovantes de compra para eventuais trocas ou reembolsos;
- Procurar canais oficiais da Anvisa e da própria D’Viez para informações sobre recolhimento.
Comerciantes e distribuidores foram orientados a suspender a circulação dos lotes afetados e comunicar ocorrências às vigilâncias sanitárias locais para que sejam avaliadas medidas de recall e logística de recolhimento.
Procedimentos técnicos e possíveis causas
As investigações administrativas costumam incluir inspeção nas instalações do fabricante e revisão das rotinas de controle de qualidade. Entre as hipóteses avaliadas estão contaminação de matérias‑primas, falhas na higienização de equipamentos, condições inadequadas de armazenamento ou problemas na cadeia de frio/umidade.
Se análises laboratoriais apontarem contaminação generalizada, é comum que o recall seja ampliado e que a empresa precise apresentar plano de correção e novas análises que comprovem a mitigação do risco.
Responsabilidade técnica e sanções
A Anvisa pode determinar medidas adicionais, como interdição temporária da linha produtiva, exigência de laudos complementares e, em casos graves, aplicação de sanções administrativas. A responsabilização pode alcançar gestores técnicos e práticas de controle de qualidade que não estejam em conformidade com a legislação sanitária.
Posição da empresa
Reportagens identificaram a D’Viez como responsável pelos produtos afetados. Até o fechamento desta apuração não houve uma declaração pública ampla da empresa detalhando causas ou um cronograma de medidas corretivas. A redação do Noticioso360 procurou canais oficiais e registra que recomenda aos consumidores buscar informações nos canais institucionais já apontados.
Impactos e desdobramentos previsíveis
Especialistas ouvidos por veículos que cobriram o caso destacam que a divulgação de laudos laboratoriais é um passo determinante para delimitar responsabilidades e ajustar a extensão de medidas sanitárias. É possível que novas amostras, se contaminadas, ampliem o recall e a proibição.
Além disso, o episódio pode levar a inspeções mais rigorosas em fabricantes que utilizam ingredientes funcionais ou raros, como os derivados de fungos comestíveis, e fortalecer exigências de certificação e rastreabilidade.
O que fazer agora
Se você comprou panetones da D’Viez, confira imediatamente o lote e a validade. Em caso de suspeita de contaminação, não consuma e registre a aquisição (nota fiscal, local de compra e foto da embalagem) para facilitar eventual troca ou reembolso.
Procure orientação da vigilância sanitária local ou dos canais oficiais da Anvisa antes de descartar ou devolver o produto. Em sintomas de intoxicação alimentar, busque atendimento médico e informe a procedência do alimento.
Transparência e atualização
Esta matéria será atualizada caso a Anvisa divulgue laudos, a D’Viez se manifeste oficialmente com detalhes ou surjam novas determinações das vigilâncias sanitárias estaduais e federais.
Até lá, a recomendação central permanece clara: não consumir os lotes citados na resolução e seguir as orientações das autoridades sanitárias.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas consultados indicam que o episódio pode reforçar exigências regulatórias e práticas de controle de qualidade nos próximos meses.



