Diagnóstico precoce e prevenção reduzem riscos; saiba sinais, tipos e quando procurar um especialista.

5 informações que seu médico quer que você saiba sobre câncer de pele

Síntese com orientações práticas sobre prevenção, sinais de alerta e diferenças entre tipos de câncer de pele.

Entenda o essencial

O câncer de pele é o tumor mais frequente no Brasil. Embora a maioria dos casos não seja letal quando detectada cedo, o diagnóstico precoce é determinante para o prognóstico e para a escolha do tratamento.

Existe variedade de tumores que acometem a pele, mas, na prática clínica, a distinção mais útil é entre não‑melanoma (principalmente carcinoma basocelular e espinocelular) e melanoma, que costuma ser o mais agressivo.

A apuração do Noticioso360, a partir de dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), cruzou orientações médicas e recomendações de prevenção para sintetizar o que pacientes e gestores de saúde precisam saber.

1. Tipos e por que a diferenciação importa

Carcinoma basocelular é o mais comum e, em geral, tem crescimento lento e baixo risco de metástase. Já o carcinoma espinocelular pode invadir tecidos mais profundamente se não tratado. O melanoma, por sua vez, nasce frequentemente a partir de uma pinta ou lesão pigmentada e tem maior potencial de disseminação.

Para o médico, distinguir o subtipo afeta conduta: excisão cirúrgica simples costuma curar boa parte dos não‑melanomas iniciais; o melanoma exige avaliação da profundidade (índice de Breslow) e, em estágios avançados, pode necessitar de terapias sistêmicas, como imunoterapia ou terapia alvo.

2. Sinais de alerta: a regra ABCDE

Um dos guias mais úteis para o reconhecimento do melanoma é a regra ABCDE — Assimetria, Bordas irregulares, Cor heterogênea, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução. Mudança no aspecto de uma pinta, aumento rápido, sangramento, dor ou coceira são motivos para procurar avaliação médica.

Para os carcinomas não‑melanoma, atenção a feridas que não cicatrizam, nódulos perolados, lesões com crostas ou feridas que sangram com facilidade. Em todos os casos, a presença de qualquer alteração persistente merece investigação.

Quando consultar um especialista

Médicos recomendam autoexame mensal e consulta ao dermatologista sempre que houver uma lesão nova ou mudança em lesões antigas. A teleconsulta pode ser um primeiro passo em áreas com menor acesso, mas o exame presencial e a biópsia continuam sendo padrão quando há suspeita.

3. Fatores de risco conhecidos

Os fatores de risco mais bem estabelecidos são: exposição solar intensa ou acumulada ao longo da vida, queimaduras solares na infância, pele clara, histórico familiar de melanoma, uso de camas de bronzeamento e idade avançada.

Além disso, pessoas com sistema imunológico comprometido têm maior risco de desenvolver formas mais agressivas. A prevenção e a vigilância são especialmente importantes nesses grupos.

4. Prevenção primária: medidas práticas

A prevenção é eficaz e baseada em medidas simples: reduzir a exposição solar, usar roupas de proteção, chapéus e óculos, e aplicar filtro solar de amplo espectro com fator adequado. O filtro deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre após sudorese intensa ou mergulho.

É importante priorizar a proteção diária, não apenas em praias ou piscinas. A radiação UV acumulada em trajetos ao ar livre ou nas atividades diárias contribui para o risco a longo prazo.

5. Tratamento e prognóstico: a importância da rapidez

Quando detectados precocemente, a maioria dos carcinomas não‑melanoma tem tratamento curativo simples por remoção cirúrgica. No melanoma, o prognóstico está fortemente relacionado à profundidade da lesão no momento do diagnóstico.

Exames histopatológicos após biópsia definem estágio e indicam necessidade de procedimentos adicionais, como ampliação da margem cirúrgica ou exames para estadiamento. Em estágios localizados, a taxa de cura é alta; em estágios avançados, o manejo pode envolver terapias sistêmicas modernas.

Barreiras e desafios na prática

Um ponto recorrente nas fontes analisadas é a subestimação social do risco. Muitos pacientes adiam a consulta por medo ou por acreditar que “é só uma pinta”. Essa demora reduz a chance de tratamento simples e aumenta a complexidade terapêutica.

Além disso, dados nacionais às vezes agrupam não‑melanomas em estatísticas gerais, o que dificulta análise de tendências finas, como aumento de casos em idades mais jovens ou em regiões de maior incidência solar.

O que fazer hoje

Para quem lê: proteja‑se do sol diariamente, evite bronzeamento artificial, observe a pele regularmente e procure um profissional ao notar alterações. Para gestores e comunicadores em saúde, a recomendação é combinar mensagens de prevenção com facilitação do acesso ao diagnóstico — por exemplo, triagem em unidades básicas de saúde e teleconsultas com encaminhamento rápido ao especialista.

Fontes

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