Governador deixou entrevista ao ser questionado sobre investigação que envolve o vice Felício Ramuth em Andorra.

Tarcísio interrompe entrevista após pergunta sobre Ramuth

Tarcísio de Freitas saiu de entrevista ao ser questionado sobre suposto bloqueio de R$ 7,2 milhões em Andorra ligado ao vice Felício Ramuth.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), interrompeu uma entrevista neste sábado ao ser questionado sobre uma investigação que, segundo relato recebido pela reportagem, envolveria o vice-governador Felício Ramuth (PSD) e o bloqueio de valores em Andorra.

Segundo análise da redação do Noticioso360, o material-base indica que autoridades andorranas teriam determinado o bloqueio de ativos equivalentes a cerca de R$ 7,2 milhões atribuídos a Ramuth e à sua esposa. A informação foi recebida em relato que não trazia cópias de decisões judiciais ou comunicados oficiais das autoridades daquele país.

O episódio e a saída da entrevista

De acordo com o relato fornecido à apuração, a pergunta sobre a investigação foi feita ao governador logo após uma agenda na região metropolitana. Em seguida, Tarcísio teria optado por encerrar a entrevista sem responder diretamente ao tema e se retirado do local. Não há, no material recebido, transcrição integral do diálogo ou registro audiovisual público que confirme a sequência exata dos eventos.

O que foi alegado sobre o bloqueio

O conteúdo investigado aponta que a Justiça de Andorra teria determinado medidas cautelares sobre bens — somando, em conversão, o equivalente a R$ 7,2 milhões — atribuídos a Ramuth e à esposa dele. O relato, porém, não detalha a natureza desses ativos (contas bancárias, imóveis ou outros bens) nem apresenta cópia das ordens judiciais.

Por outro lado, não foram anexadas ao material comunicações oficiais das autoridades andorranas, o que impede a confirmação documental do bloqueio ou da vinculação direta e inequívoca dos valores a Ramuth. Até a data desta reportagem, a equipe não localizou, em consulta a arquivos públicos e agências internacionais acessíveis, publicações que endossem integralmente a informação recebida.

Apuração e limites da verificação

A apuração do Noticioso360 cruzou as informações fornecidas com cobertura disponível em veículos nacionais e internacionais até a data-limite de revisão. Apesar das tentativas de checagem, não foi possível confirmar, de forma independente e documental, todos os detalhes apresentados no relato inicial.

É importante destacar que a ausência de comprovação pública no momento da verificação não invalida a existência de procedimentos sigilosos ou em andamento. Investigações internacionais costumam tramitar com restrições de acesso, e medidas cautelares podem ser divulgadas apenas em comunicados oficiais das autoridades competentes.

Reações e orientações para fontes

Procurados para comentar o caso, o gabinete do governador e a assessoria do vice-governador foram acionados. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação oficial anexada ao material-base. A reportagem recomenda a obtenção e a publicação de documentos formais — ofícios, decisões judiciais ou comunicados públicos — expedidos por autoridades andorranas ou por instâncias judiciais que possam esclarecer a natureza e a extensão das medidas.

Também é fundamental colher posicionamentos formais do gabinete de Tarcísio de Freitas e de Felício Ramuth, além de consultar o Ministério das Relações Exteriores para verificar eventual cooperação jurídica entre Brasil e Andorra. A solicitação de esclarecimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal pode indicar se há procedimentos correlatos em território brasileiro.

Contexto político e possíveis impactos

A interrupção de uma entrevista por parte do governador, associada a notícias sobre bloqueio de ativos envolvendo o vice, tem potencial de repercussão política. Em um cenário estadual, episódios dessa natureza costumam gerar ruído institucional e podem alterar a dinâmica interna de palanques e articulações, sobretudo em ano eleitoral.

Analistas consultados pela reportagem observam que, mesmo sem comprovação documental imediata, a circulação da informação exige respostas oficiais para evitar especulações. A presunção de inocência permanece como princípio jurídico: a existência de investigação ou medidas cautelares em outro país não constitui prova de culpabilidade.

O que a redação recomenda

Para avançar na apuração, a equipe sugere: 1) solicitar e publicar decisões ou ofícios de autoridades andorranas; 2) exigir posicionamento oficial do gabinete do governador; 3) ouvir o vice-governador e seus representantes; 4) checar com o Itamaraty eventuais pedidos de assistência jurídica; e 5) consultar órgãos brasileiros sobre investigações correlatas.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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