Presidente da Câmara afirma que postulação do governador vem perdendo força; centro monitora movimentos.

Motta diz que candidatura de Tarcísio 'está cada vez mais distante'

Hugo Motta afirma que possibilidade de candidatura de Tarcísio tem perdido força; partidos de centro observam articulações e há incerteza sobre alianças.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, 11 de fevereiro de 2026, que a possibilidade de uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vem perdendo força.

Em entrevista concedida em Brasília, Motta disse haver “incertezas” internas sobre a costura de apoios e observou que dirigentes partidários ainda não definiram posturas que poderiam viabilizar ou descartar uma postulação mais ampla.

Curadoria: De acordo com apuração e compilação de dados pela redação do Noticioso360, que cruzou informações de veículos como G1 e material enviado à nossa reportagem, houve recuos e ajustes de agenda nos últimos dias que alteraram a análise sobre a viabilidade da candidatura.

O que disse Hugo Motta

Motta contextualizou que conversas de bastidor apontam para dúvidas na formação de um bloco coeso que poderia apoiar Tarcísio. “Há decisões que dependem de lideranças partidárias e ainda não estão tomadas”, afirmou, segundo relato da assessoria do parlamentar.

O deputado-presidente também ressaltou que partidos do chamado centro estão atentos às movimentações políticas antes de assumir compromissos. Essa postura, segundo ele, aumenta o grau de incerteza sobre composições eleitorais futuras.

Movimentações partidárias e impactos

Fontes consultadas pelo Noticioso360 indicam que membros do PSD e de outras legendas de centro têm avaliado diferentes cenários, inclusive a possibilidade de lançar candidata ou apoiar outras alternativas. Essas indefinições interferem diretamente na estratégia de Tarcísio.

Levantamento feito pela nossa equipe aponta que atos e recuos de agenda nas últimas semanas — tanto do próprio governador quanto de potenciais aliados — contribuíram para que analistas revisitassem a probabilidade de uma candidatura competitiva.

Além disso, pesquisas internas e discussões sobre viabilidade eleitoral têm pesado nas decisões de dirigentes partidários, especialmente em siglas que buscam equilibrar alianças regionais e apelo nacional.

O papel do centro

Partidos médios e legendas do centro, tradicionalmente decisivos em cenários fragmentados, têm adotado cautela. A lógica é monitorar como os principais atores se posicionarão nas próximas semanas antes de formalizar apoios ou assinarem acordos.

Esse comportamento conservador pode significar um esfriamento momentâneo em candidaturas emergentes, mesmo quando há interlocução ativa entre líderes e potenciais palanques.

Reação da campanha de Tarcísio

Aliados do governador têm dito à reportagem que a articulação segue em curso e que encontros com lideranças do centro-direita continuam acontecendo de forma intensa. Segundo assessores, ainda não houve definição formal sobre lançar candidatura ou ampliar palanque.

Em notas públicas anteriores, Tarcísio tem mantido discurso de atuação nacional e proximidade com setores do centrão, ressaltando experiência na gestão e no Executivo federal. No entanto, sua efetiva conversão em projeto presidencial depende, conforme interlocutores, de sinais claros de apoio de partidos médios.

Análise política

Analistas consultados pelo Noticioso360 avaliam que há diferença entre reconhecer dificuldade em construir palanque e declarar que uma candidatura está descartada. O processo político envolve timming, pesquisa de intenção e negociações que podem acelerar ou frear decisões.

Para alguns especialistas, a declaração de Motta revela mais o momento de cautela do que um diagnóstico final. “É uma leitura de conjuntura: partidos do centro querem ver como as peças se movem antes de assumir riscos”, disse um cientista político ouvido pela reportagem.

Por outro lado, sinais como ajustes de agenda, recuos em agendas públicas e declarações de dirigentes partidários são fatores que contribuem para a percepção de que a candidatura enfrenta obstáculos.

O que muda para o eleitor

Na prática, a indefinição sobre nomes e alianças tende a manter o quadro eleitoral em disputa, com espaço para novas candidaturas emergirem ou para consensos entre partidos que adotem estratégias de convergência.

Eleitores interessados em acompanhar o processo devem observar decisões formais de siglas, registros de convenções e eventuais pesquisas que possam redesenhar o mapa de competitividade nacional.

Projeção e próximos passos

Nas próximas semanas, sinais de definição virão de reuniões partidárias, agendas de dirigentes e da própria movimentação de candidaturas. A expectativa na cúpula de diversas legendas é por uma convergência tática que, caso demore, tende a beneficiar nomes já consolidados.

Se dirigentes optarem pela cautela prolongada, existe o risco de perda de espaço para alternativas que já possuem bases eleitorais mais estruturadas. Por outro lado, uma decisão rápida de apoio poderia reacender a viabilidade de um projeto como o de Tarcísio.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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