Moraes nega visita ao BC e contato telefônico com Galípolo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou nota informando que não esteve nas dependências do Banco Central (BC) nem realizou chamadas telefônicas ao presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. A declaração foi publicada na mesma noite em que reportagens mencionaram possíveis encontros entre as autoridades.
Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em apurações de veículos como G1 e Reuters, a nota oficial busca separar encontros realizados no gabinete do STF de eventuais deslocamentos à sede do Banco Central ou de contatos por telefone.
O que diz a nota
De acordo com o texto divulgado pelo próprio STF, Moraes recebeu Gabriel Galípolo em seu gabinete em duas ocasiões e ambas foram reuniões presenciais agendadas dentro da rotina institucional do ministro. A nota afirma, em termos claros, que não houve visita ao prédio do Banco Central nem troca de chamadas telefônicas entre os dois.
Trechos reproduzidos pelas reportagens consultadas registram que as reuniões ocorreram em datas próximas a fatos de interesse público, mas a peça oficial do STF enfatiza tratar‑se de atos institucionais comuns, sem movimentação fora do âmbito do gabinete.
O que a apuração encontrou
O levantamento do Noticioso360 cruzou a nota do STF com as reportagens publicadas e procurou registros públicos acessíveis na internet. G1 e Reuters publicaram textos no dia 23 de outubro de 2025 que reproduzem a nota e oferecem contexto editorial distinto: um enfoque mais descritivo sobre cronologia (G1) e outro na dimensão política da declaração (Reuters).
Nas fontes verificadas não foram encontrados indícios públicos imediatos que contrariem a versão do ministro: não há, entre os documentos disponíveis, registros de entrada na sede do Banco Central ou comunicações públicas que comprovem uma chamada telefônica entre Moraes e Galípolo.
Método e limitações da verificação
A checagem adotou critérios explícitos: revisão integral da nota divulgada pelo STF; comparação entre os textos publicados pelos veículos selecionados; e busca por registros públicos online, como comunicados oficiais e agendas públicas. Onde houve lacunas — como o acesso a registros internos de entrada no BC ou a eventuais logs telefônicos — o contraste foi apresentado sem inferências que excedam as evidências públicas.
É importante frisar que provas documentais internas (por exemplo, relatórios administrativos do Banco Central ou registros de operadoras telefônicas) não são acessíveis em ambiente público sem autorização ou requisição judicial. Assim, a verificação restringiu‑se ao que as fontes públicas confirmaram.
Diferenças de enfoque entre veículos
Enquanto a cobertura do G1 (publicação consultada em 23 de outubro de 2025) detalha trechos da nota e a sequência de entrevistas em que o ministro diz ter agendado as reuniões, a reportagem da Reuters (também de 23 de outubro de 2025) destacou o contexto político em que a declaração foi emitida e incluiu reações de analistas sobre as repercussões entre Poderes.
As divergências foram, em geral, de ênfase editorial: alguns textos priorizaram a cronologia das reuniões e as justificativas institucionais; outros analisaram o impacto político potencial da notícia, em um momento de atenção entre os órgãos do Estado.
Contexto e possíveis implicações
A circulação inicial da informação sobre um suposto contato entre as duas autoridades motivou a manifestação oficial do ministro. Notas de esclarecimento costumam ser emitidas para evitar interpretações errôneas de reportagens ou boatos nas redes sociais.
Ao negar a ida ao Banco Central e a realização de uma ligação telefônica, a nota de Moraes busca encerrar especulações específicas, mantendo, entretanto, a possibilidade de que futuros documentos públicos ou manifestações oficiais tragam novos elementos ao debate.
Transparência na apuração
O processo de verificação do Noticioso360 foi baseado em documentos públicos e na reprodução fiel do texto oficial. Onde a apuração encontrou lacunas, estas foram explicitadas: não houve tentativa de extrapolar informações além do que as fontes confirmaram.
Reforçamos que decisões conclusivas sobre contatos que dependam de registros administrativos ou logs privados só podem ser tomadas se esses documentos forem tornados públicos ou apresentados por fontes oficiais com competência para divulgá‑los.
Conclusão parcial
Até o momento em que a apuração foi encerrada, a versão oficial de Alexandre de Moraes — de que não houve visita ao prédio do Banco Central nem telefonema para Gabriel Galípolo — permanece sem contraprova pública nas fontes consultadas. Caso surjam novos documentos ou manifestações oficiais, a reportagem será atualizada para incorporar as evidências adicionais.
Fontes
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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
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