Maria do Rosário aponta risco de desinformação na campanha de 2026
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou em entrevista ao programa Brasil Agora, exibido pela TV 247, que a eleição de 2026 será uma disputa direta entre fatos e desinformação. A parlamentar disse haver atuação intensa de grupos de extrema‑direita nas redes sociais e alertou para o impacto dessas estratégias no debate público.
Segundo a parlamentar, a disputa não será apenas sobre programas e propostas económicas, mas também sobre a aceitação do que será considerado “verdade pública”. “Será, também, uma disputa sobre o que será aceito como verdade pública”, afirmou Maria do Rosário na entrevista reproduzida pela emissora.
A apuração do Noticioso360 confirma a declaração da deputada no material exibido pela TV 247 e contextualiza o alerta dentro de análises independentes sobre o papel das redes sociais nas eleições.
Por que a preocupação com o Sul do país?
Na entrevista, Maria do Rosário destacou a necessidade de uma frente ampla política no Sul do Brasil para enfrentar a consolidação de grupos de extrema‑direita na região. A parlamentar relaciona esse esforço à velocidade de circulação de narrativas de ódio e notícias falsas em redes locais.
Pesquisas e coberturas recentes indicam que cidades e estados do Sul vêm sendo palco de intenso embate político, com episódios de polarização e mobilização digital que influenciam resultados eleitorais locais. Por isso, a deputada defende articulação entre partidos e organizações civis para responder à desinformação.
Estrategia: comunicação, checagem e articulação
Maria do Rosário explicou que a resposta à desinformação passa por três frentes: comunicação clara das propostas, checagem ativa de conteúdos e mobilização política coordenada entre aliados. Para ela, partidos precisam se organizar não apenas para disputar votos, mas para proteger a integridade dos fatos públicos.
“Não se defendem só propostas de governo; defende‑se também a integridade dos fatos públicos”, disse a parlamentar. Além disso, ressaltou a importância de mecanismos de checagem e de uma comunicação que atinja públicos locais de forma eficiente.
Contexto: redes sociais e campanhas de desinformação
Especialistas em desinformação têm documentado como campanhas organizadas nas redes sociais conseguem moldar narrativas locais e regionais. A dispersão de conteúdos falsos pode ocorrer por meio de grupos de mensagens, páginas coordenadas e influenciadores que amplificam versões distorcidas de notícias.
De acordo com análises jornalísticas consultadas pelo Noticioso360, essas estratégias têm evoluído em sofisticação, usando táticas de microtargeting e formatos multimídia que aumentam a viralidade de conteúdos enganosos.
O que foi verificado
Na checagem feita pela nossa redação, confirmamos o nome da deputada (Maria do Rosário, PT‑RS), o programa citado (Brasil Agora, da TV 247) e a tese central da fala — o alerta sobre desinformação e a defesa de uma frente ampla no Sul.
Não foram identificadas na entrevista estatísticas ou números apresentados pela parlamentar; suas colocações têm natureza qualitativa e estratégica. A cobertura da TV 247 tende a enfatizar a mensagem da deputada, enquanto análises externas inserem essas falas em um quadro mais amplo sobre desinformação eleitoral.
Diferenças entre versões jornalísticas
Há nuances importantes entre as matérias consultadas: enquanto a emissora que exibiu a entrevista reproduz o posicionamento de forma afirmativa, outros veículos traçam um contexto com investigações sobre operações digitais de desinformação. Em síntese, a fala aparece como posicionamento político e como alerta sobre riscos ao debate público.
O trabalho editorial do Noticioso360 buscou preservar a integridade do que foi declarado, sem extrapolar com dados não citados pela deputada.
Reação política e próximos passos
O discurso de Maria do Rosário tende a provocar reações entre lideranças regionais, sobretudo no Sul, onde possíveis candidaturas e alianças podem se reorganizar em resposta ao apelo por uma frente ampla. Espera‑se que partidos aliados elaborem planos de comunicação e ampliem ações de checagem.
Organizações da sociedade civil que atuam contra a desinformação podem intensificar campanhas educativas, enquanto observatórios eleitorais e plataformas de mídia social são pressionados a adotar medidas mais proativas contra contas e redes que disseminam informações falsas.
Implicações para eleitores e observadores
Para eleitores, a recomendação prática é redobrar a atenção à origem das notícias, checar fontes antes de compartilhar e acompanhar conteúdos produzidos por veículos confiáveis. Observadores e pesquisadores devem monitorar padrões de desinformação e mapear redes de difusão para avaliar seu impacto em municípios e regiões.
Além disso, a coordenação entre partidos e agentes civis é apontada por Maria do Rosário como essencial para fazer frente a campanhas que visem distorcer fatos e manipular percepções públicas.
Considerações finais e projeção
A avaliação da deputada reflete uma tendência observada por especialistas: campanhas digitais e operações de desinformação vêm ganhando papel central na disputa eleitoral. A prioridade declarada por Maria do Rosário — articular uma frente ampla no Sul — será um dos elementos a acompanhar nos próximos meses.
Analistas indicam que a capacidade de partidos e organizações de responder rapidamente a narrativas falsas pode influenciar a dinâmica local das eleições de 2026, tanto em termos de votos quanto de confiança nas instituições democráticas.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Fontes
Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.
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