Parente do ex-presidente diz ter tentado resgatar prêmio; Caixa afirma que valor já havia sido pago por outra pessoa.

Irmão de Bolsonaro tenta sacar prêmio da Mega da Virada

Um irmão de Jair Bolsonaro tentou sacar suposto prêmio da Mega da Virada, mas a Caixa informou que o pagamento já havia sido efetuado; identificação do recebedor não foi divulgada.

Um integrante da família do ex-presidente Jair Bolsonaro procurou, no fim de janeiro de 2026, uma agência da Caixa Econômica Federal para tentar sacar um suposto prêmio da Mega da Virada. No atendimento, foi informado de que o valor já constava como resgatado.

Segundo apuração do Noticioso360, que cruzou informações da Agência Estado e de nota oficial da Caixa, não há registro público do nome da pessoa que apresentou o bilhete no banco. A instituição reafirmou que não revela dados sobre ganhadores nem sobre detalhes operacionais de resgates.

O que ocorreu na agência

Fontes jornalísticas e relatos do entorno do interessado indicam que a tentativa de saque ocorreu após circularem informações que associavam o bilhete vencedor a um parente do ex-presidente. Ao buscar o pagamento, o solicitante encontrou nos sistemas da Caixa o registro de que o prêmio já havia sido pago.

Em nota publicada em 26/01/2026, a Caixa Econômica Federal reiterou o procedimento padrão: a instituição não divulga a identidade de ganhadores nem disponibiliza dados sobre quem efetivamente recebeu os créditos referentes a prêmios. Por isso, a verificação pública sobre quem apresentou o bilhete na agência e recebeu os recursos fica limitada pela política de sigilo bancário e pelas normas internas da loteria.

Curadoria e checagem

De acordo com dados compilados pela redação do Noticioso360, a cobertura disponível até o momento traz lacunas factuais. Agências de notícias e veículos consultados reproduziram a posição oficial da Caixa, mas não apresentaram documentos públicos que comprovem a titularidade final do prêmio ou registros oficiais de resgate acessíveis ao público.

Essa curadoria editorial levou a equipe a identificar duas hipóteses técnicas que explicam o registro de pagamento: ou o bilhete foi apresentado por um terceiro legítimo (o portador do bilhete físico) e, portanto, o pagamento ocorreu sem irregularidade aparente; ou houve apresentação de documentação, como procuração ou cessão de direitos, que autorizou outra pessoa a sacar o prêmio.

Possíveis cenários jurídicos e administrativos

Segundo especialistas em direito civil consultados por veículos de imprensa, o portador do bilhete é, em regra, o beneficiário do prêmio. A transferência de titularidade pode ocorrer mediante cessão formal ou procuração com documentos válidos. Em caso de disputa sobre a titularidade, os caminhos usuais são ações judiciais para reconhecimento de propriedade do título ou registro policial para apurar eventual fraude.

Até a publicação desta reportagem não havia, no campo público, indícios de que alguma das partes tivesse ingressado com medida judicial ou policial visando contestar o pagamento. Isso não exclui a possibilidade de que litígios em curso tramitem em esfera restrita ou que notificações administrativas tenham sido apresentadas sem publicidade.

Limitações da apuração

A principal limitação para confirmação plena das circunstâncias foi justamente a política de sigilo adotada pela Caixa. A instituição informou que não divulga o nome dos ganhadores nem os detalhes do processamento dos resgates, o que impede a checagem externa sobre quem efetivamente recebeu o montante.

Também faltam, até o momento, documentos públicos como boletins de ocorrência, registros de transferência do título ou cópias de procurações que pudessem esclarecer a cronologia entre compra, eventual cessão e apresentação do bilhete em agência.

O que dizem as partes

Representantes do entorno do interessado relataram que a tentativa de saque foi feita de boa-fé e expressaram surpresa ao constatar o registro prévio de pagamento. A Caixa, por sua vez, manteve a posição institucional: não informa dados pessoais de ganhadores nem detalhes operacionais de resgates, conforme nota de 26/01/2026.

O espaço para manifestação foi aberto: a equipe do Noticioso360 pediu esclarecimentos tanto ao interessado quanto à assessoria da Caixa, mas as respostas públicas continuam restritas à nota oficial e aos posicionamentos relatados por agências.

Implicações e próximo passos

Na prática, a impossibilidade de confirmação pública sobre o recebedor do prêmio gera incertezas sobre possíveis irregularidades. Se houve transferência de titularidade documentada, o pagamento pode ter sido legítimo. Se não houve documentação formal, fica aberto o caminho para medidas judiciais que busquem definir a titularidade do prêmio.

Analistas jurídicos consultados por veículos de imprensa lembram que, em disputas desse tipo, é comum a tentativa inicial de resolução administrativa seguida, se necessário, por ações em juízo. A atuação do Ministério Público, na hipótese de indícios de fraude, também pode ser acionada.

Fechamento e projeção

Por ora, a apuração indica que houve uma tentativa de saque por parte de um irmão do ex-presidente, mas que, ao ser atendido na agência, o interessado constatou registro prévio de resgate. A identidade do recebedor não foi confirmada publicamente em razão da política de sigilo da Caixa.

O Noticioso360 continuará acompanhando o caso para verificar se surgirem documentos que comprovem cessão, procuração ou contestação formal do pagamento. Caso haja disputa judicial, o processo poderá trazer detalhes sobre a cronologia das operações e a eventual transferência de titularidade do bilhete.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o episódio pode gerar repercussões políticas, dependendo do desfecho das medidas administrativas ou judiciais nos próximos meses.

Fontes

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