Intervenção agendada
O ex-presidente Jair Bolsonaro passará por um novo procedimento anestésico na segunda-feira (29) com o objetivo de controlar uma crise persistente de soluço, informou a equipe médica em boletim recebido pela redação.
Segundo o documento, a técnica prevista é um bloqueio anestésico — já realizada durante a internação anterior — que será repetida diante da recidiva dos episódios de soluço.
Segundo análise da redação do Noticioso360, há convergência entre as fontes consultadas quanto à indicação do procedimento, mas incerteza sobre o tempo necessário para recuperação completa e alta hospitalar.
O que se sabe até aqui
De acordo com os relatos apurados, no sábado (27) foi realizado um bloqueio do nervo frênico visando modular o estímulo que perpetua o reflexo do soluço. A nota oficial não detalha a técnica exata, a medicação utilizada nem registra complicações públicas relacionadas ao procedimento.
O boletim ressalta que o paciente permanece internado e que não há previsão de alta. A expectativa, segundo a equipe, é observar a resposta ao bloqueio e avaliar a necessidade de ajustes terapêuticos.
Por que o bloqueio do nervo frênico
O soluço persistente — definido na literatura como episódios que duram mais de 48 horas — pode demandar intervenções específicas quando medidas conservadoras falham. Entre as opções estão medicamentos e procedimentos locais, como bloqueios de nervos, que atuam interrompendo o circuito reflexo responsável pelo soluço.
O bloqueio do nervo frênico é uma técnica dirigida ao estímulo que incide sobre o diafragma. Em contextos hospitalares, ela costuma ser acompanhada de monitoração respiratória e observação funcional pelo risco potencial associado a bloqueios próximos ao diafragma.
Riscos, monitoramento e repetição do procedimento
Fontes médicas consultadas pela reportagem explicaram que, quando há repetição de intervenções anestésicas, a equipe observa parâmetros respiratórios, saturação de oxigênio, ventilação espontânea e possíveis efeitos adversos da sedação.
Além disso, a decisão de repetir o bloqueio depende da avaliação clínica e da resposta ao procedimento anterior. A falta de detalhes públicos sobre critérios adotados pela equipe impede, por enquanto, concluir se a nova intervenção será definitiva ou parte de uma série de tentativas terapêuticas.
O que a nota médica informou
O boletim médico citado na apuração aponta a indicação do bloqueio anestésico e relata a realização do procedimento no sábado (27). Não foram divulgados dados sobre a técnica, doses, medicações ou eventuais efeitos adversos observados no momento do bloqueio.
A nota também ressalta que a alta hospitalar permanece sem data prevista, situação que mantém a evolução clínica sujeita a novas atualizações conforme a resposta ao tratamento.
Contexto clínico e práticas adotadas
Na prática clínica, soluço intratável pode ter causas variadas — desde irritação diafragmática até estímulos metabólicos ou neurológicos. Quando persistente, especialistas avaliam alternativas terapêuticas escalonadas, partindo de medidas simples para procedimentos intervencionistas.
Em pacientes submetidos a bloqueios anestésicos, a equipe médica costuma acompanhar sinais vitais e parâmetros respiratórios com cuidado, dado o potencial efeito sobre a função diafragmática. Fontes ouvidas destacaram que não há, até o momento, informações públicas sobre agravamento neurológico ou sinais de infecção relacionados à internação.
O que falta esclarecer
A apuração identificou lacunas importantes: não foram disponibilizados ao público detalhes técnicos do bloqueio, como o tipo de anestésico usado, a metodologia empregada e o tempo de observação pós-procedimento. Também não há informações sobre critérios clínicos específicos que levaram à repetição do bloqueio.
Essas omissões limitam a compreensão completa da evolução clínica e impedem confirmar se a estratégia adotada será efetiva em longo prazo.
Confronto de informações
Ao cruzar comunicados oficiais e informações recebidas por fontes, a redação verificou convergência em dois pontos centrais: a ocorrência de soluço persistente e a indicação de procedimentos anestésicos para controle do quadro.
No entanto, há divergência quanto ao prognóstico e ao cronograma de alta, dados que dependem da evolução clínica nas próximas horas e dias.
Próximos passos previstos
Para os próximos dias, a expectativa da equipe médica é observar a resposta ao novo bloqueio agendado para segunda (29). Monitoramento de sinais vitais, avaliação da função respiratória e observação da resolução do soluço serão determinantes para decisões subsequentes.
Se o soluço persistir, a equipe poderá considerar alternativas terapêuticas adicionais, sempre pautada por avaliação multidisciplinar e mitigação de riscos associados a sedação e bloqueios próximos ao diafragma.
Notas sobre a apuração
A apuração do Noticioso360 preservou rigor para evitar extrapolações: as informações recebidas foram verificadas e comparadas com orientações gerais da prática médica sobre soluço intratável.
Não foram disponibilizados links públicos com a íntegra do boletim nem entrevistas diretas com os profissionais responsáveis pela assistência. Por isso, recomenda-se checagem adicional junto à assessoria médica e a conferência em veículos que tenham acesso direto a notas oficiais ou entrevistas.
Fontes
Veja mais
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- Levantamento preliminar sobre óbitos de figuras públicas em 2025; apuração condicionada a fontes confiáveis.
- Atriz e ativista Brigitte Bardot morreu aos 91 anos, confirma a Fundação Brigitte Bardot.
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.



