Itaú deve registrar lucro recorde no 3º tri

Itaú deve registrar lucro recorde no 3º tri

Pesquisa do Noticioso360 mostra estabilidade nos lucros agregados dos grandes bancos no 3º tri., com Itaú em alta e Banco do Brasil pressionado.

São Paulo — As projeções de mercado para o terceiro trimestre apontam estabilidade no lucro agregado dos quatro maiores bancos brasileiros, com destaque para um resultado histórico do Itaú Unibanco e um desempenho mais frágil do Banco do Brasil.

Segundo a média das estimativas compiladas, a soma dos lucros deve ficar em torno de R$ 25,4 bilhões para o período. A apuração cruzou previsões de casas que acompanham Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil e confrontou esses números com comunicados e balanços preliminares divulgados pelas instituições.

De acordo com análise da redação do Noticioso360, o quadro agregado esconde trajetórias distintas entre os bancos, influenciadas por combinação de receitas, provisões e itens não recorrentes.

Panorama geral e números

O levantamento indica manutenção do patamar de lucro em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com variações marginais entre as previsões das casas consultadas. Fontes de mercado explicam que a estabilidade decorre tanto de ganhos operacionais quanto de efeitos contábeis pontuais em determinadas instituições.

Para o Itaú, os analistas destacam uma aceleração em receitas e controle de despesas, que sustentam a expectativa de um lucro recorde. Já o Banco do Brasil enfrenta pressões operacionais mais fortes, impactado por provisões e receitas menos favoráveis.

Itaú: receita e eficiência em alta

O Itaú aparece na ponta das estimativas. Segundo analistas, o banco beneficiou-se de desempenho consistente em crédito de pessoa física, aumento de receitas de tarifas e ações de eficiência que reduziram custos. Comunicados do próprio banco e ajustes contábeis divulgados nas semanas anteriores ajudaram a esclarecer componentes não recorrentes.

“A combinação de crescimento de receitas e disciplina de custos deve produzir um resultado atípico para a série histórica”, afirmou um estrategista ouvido pela redação.

Banco do Brasil: margem de manobra reduzida

O Banco do Brasil, por sua vez, mostrou resultados operacionais mais fracos. Analistas citam aumento de provisões em segmentos específicos e menor dinamismo em receitas de mercado como fatores que limitaram o desempenho.

Fontes do mercado apontam ainda que decisões recentes em gestão de risco e políticas de crédito podem ter elevado o custo do resultado no curto prazo. Comunicados do BB e explicações sobre provisões foram considerados na média das estimativas.

Bradesco e Santander: posições intermediárias

Bradesco e Santander figuram em posições intermediárias no ranking de estimativas. O Bradesco tem se beneficiado de carteira de crédito estável e iniciativas de eficiência, enquanto o Santander mostra performance amparada por receitas recorrentes no varejo e carteira de pessoa física.

Apesar disso, ambos sentiram efeitos de menor dinamismo na margem financeira e aumento de custos em áreas-chave, o que moderou ganhos em comparação ao trimestre anterior.

Fatores macro e metodologias de estimativa

Fatores conjunturais, como desaceleração da inflação e estabilidade das taxas de juros em comparação ao ano anterior, tiveram impactos mistos. Em certos segmentos, a desaceleração reduz pressão sobre provisões, mas também comprime receitas financeiras quando a remuneração de ativos é menor.

Além disso, existe variação metodológica entre as casas consultadas: algumas incluem ganhos extraordinários e vendas de ativos nas projeções, enquanto outras privilegiam uma visão recorrente do lucro, excluindo itens não operacionais. Essa heterogeneidade explica diferenças percentuais entre as estimativas e justifica cautela ao comparar números brutos.

Transparência e cruzamento de dados

A apuração do Noticioso360 cruzou médias de mercado com comunicados oficiais e dados preliminares. Bancos como Itaú e Santander publicaram notas técnicas e guias que auxiliaram a interpretação de ajustes contábeis. Bradesco e Banco do Brasil também divulgaram esclarecimentos sobre provisões e resultados operacionais, usados para contextualizar as estimativas.

Impactos e implicações

Para investidores, o cenário sinaliza um setor resiliente, mas com vencedores e perdedores claros no trimestre. O Itaú consolida vantagem competitiva em rentabilidade, enquanto o Banco do Brasil precisa demonstrar melhora operacional para recuperar intensidade de resultados.

Mercado de capitais e analistas devem observar com atenção a composição do lucro — especialmente a presença de itens excepcionais — e a evolução das provisões ao longo dos próximos trimestres.

Próximos passos de apuração

Recomenda-se análise detalhada linha a linha das demonstrações contábeis quando os balanços consolidados forem publicados. Verificar itens não recorrentes, vendas de ativos e notas explicativas será chave para uma leitura mais fina do resultado.

Também são indicadas entrevistas com analistas responsáveis pelas estimativas e acompanhamento de pronunciamentos dos bancos e do regulador financeiro para consolidar visões sobre sustentabilidade dos lucros até o fim do ano.

Conclusão e projeção

Em síntese, o terceiro trimestre confirma resiliência nos ganhos agregados dos maiores bancos brasileiros, com trajetórias diversas: Itaú em trajetória de rentabilidade ascendente; Banco do Brasil com margem de manobra reduzida; Bradesco e Santander em recuperação parcial.

Analistas consultados pela redação apontam que a combinação de disciplina de custos, recuperação de crédito e eventuais ganhos não recorrentes pode determinar a sustentabilidade desses resultados nos próximos trimestres. Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário financeiro e influenciar decisões de crédito e políticas nos próximos meses.

Fontes

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Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

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