Após novo rompimento, ETA Guandu opera com metade da capacidade; risco de afetação no abastecimento.

Vazamentos em adutora da Cedae reduzem Guandu a 50%

Após reparo, nova ruptura na tubulação da Cedae reduz operação da ETA Guandu à metade e pode comprometer abastecimento no RJ.

Guandu funciona com metade da capacidade após novos vazamentos

A tubulação que abastece a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu voltou a apresentar falhas nesta sexta-feira, com ao menos dois novos vazamentos registrados no trecho reparado. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) informou redução temporária do volume encaminhado à estação, que opera agora com cerca de 50% da capacidade.

A apuração do Noticioso360, com base em comunicados oficiais e reportagens locais, cruzou informações do G1, da Agência Brasil e de um informe da própria Cedae, e confirma que houve novos pontos de ruptura após o conserto anunciado anteriormente. Há, porém, divergências sobre horários e extensão da paralisação.

O que se sabe até agora

Segundo nota divulgada pela Cedae, uma intervenção foi concluída no início da tarde e, pouco depois, equipes identificaram ao menos dois pontos de vazamento no mesmo segmento da adutora principal. As equipes de emergência retornaram ao local para isolar as falhas e reduzir o fluxo em direção à ETA Guandu como medida de segurança.

Em comunicado, a companhia afirmou que a estação continua em operação, porém com capacidade reduzida em aproximadamente 50% enquanto os reparos emergenciais e as avaliações estruturais são concluídos. A Cedae também destacou que adutoras desse porte exigem intervenções em fases — contenção imediata seguida de obras de reforço ou substituição — para restabelecer a operação plena.

Relatos de moradores e situação nas ruas

Reportagens locais e imagens divulgadas por moradores mostram trechos com escoamento de água e lama, além de intervenções nas vias. Testemunhas relataram interrupções pontuais no abastecimento durante a manhã e trabalhos de limpeza realizados por equipes da Defesa Civil e por serviços de manutenção urbana.

Alguns moradores afirmaram ter ficado sem água por períodos mais longos do que o indicado pela versão oficial, enquanto outros registraram retorno parcial do fornecimento após a contenção das falhas. Essas discrepâncias podem refletir variações na pressão da rede, diferenças nos pontos de medição e no tempo de resposta das equipes.

Divergências entre fontes e checagem dos fatos

Há diferenças nos horários e na extensão do impacto entre o comunicado da Cedae e as reportagens consultadas. A redação do Noticioso360 cruzou os dados disponíveis e aponta que variações locais e atraso nas comunicações entre órgãos estaduais e municipais explicam parte das inconsistências.

Fontes jornalísticas consultadas registraram que, enquanto a Cedae priorizou a segurança das instalações ao reduzir o fluxo, habitantes de áreas mais distantes da estação sentiram a diminuição de forma mais acentuada. Especialistas ouvidos por veículos locais ressaltam que a resposta ao vazamento costuma ser escalonada e o restabelecimento total depende de substituição de trechos danificados e de testes de pressão na rede.

Impacto no abastecimento e orientações

O efeito no abastecimento tende a ser gradual e heterogêneo: bairros mais distantes ou com baixa pressão de água na rede são mais suscetíveis a desabastecimento antes de áreas próximas à ETA. Autoridades orientam à população o uso racional da água até novo aviso.

Medidas emergenciais — como caminhões-pipa em locais mais afetados e manobras na rede de distribuição — podem ser acionadas por prefeituras em parceria com a Cedae. A companhia e órgãos municipais recomendam que moradores acompanhem as atualizações oficiais e sigam as orientações para economia doméstica.

Resposta institucional e próximos passos

A Cedae comunicou o retorno das equipes ao trecho danificado e anunciou procedimentos para contenção. Técnicos irão avaliar a necessidade de substituição de segmentos da adutora e a previsão de conclusão das obras dependerá do diagnóstico técnico e das condições de acesso ao local.

Em paralelo, equipes de Defesa Civil e serviços municipais atuaram nas vias afetadas para limpeza e a normalização do tráfego. A coordenação entre os entes é apontada como essencial para reduzir o tempo de restabelecimento e minimizar impactos em hospitais, indústrias e serviços essenciais.

Aspectos técnicos

Adutoras de grande porte, como a que alimenta a ETA Guandu, são suscetíveis a falhas por corrosão, assoreamento, movimentação de solo ou sobrecarga hidráulica. Intervenções sucessivas — contenção seguida de obras mais complexas — são comuns e explicam por que é possível manter operação parcial da estação.

Especialistas citados em coberturas jornalísticas alertam que o restabelecimento integral depende de testes de estanqueidade e de ensaios para confirmar a segurança operacional da adutora antes do retorno à vazão plena.

O que moradores devem fazer

Enquanto perdurar a operação em capacidade reduzida, recomenda-se: reduzir o consumo em atividades não essenciais, evitar o uso de máquinas de lavar e irrigação e armazenar água apenas quando necessário. Canais oficiais da Cedae e das prefeituras devem ser consultados para informações atualizadas sobre pontos onde caminhões-pipa possam estar sendo disponibilizados.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Projeção

Se as intervenções emergenciais não solucionarem a fragilidade estrutural do trecho afetado, é provável que a ETA Guandu opere em regime reduzido por dias, o que exigirá medidas contínuas de racionamento e uma comunicação mais transparente sobre prazos de reparo.

Analistas do setor acreditam que a recorrência de rupturas em adutoras pode pressionar por investimentos mais rápidos em substituição de trechos críticos e revisão de planos de contingência municipal e estadual.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir a gestão de infraestrutura hídrica na região nos próximos meses.

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