Medição de 7,22 m de uma jiboia circula em reportagens locais; validação oficial do Guinness ainda não foi confirmada.

Cobra de 7,22 m reivindica recorde no Guinness

Medição de uma cobra em 18/01/2026 aponta 7,22 m; apuração do Noticioso360 aponta evidências, divergências e ausência de homologação pública do Guinness.

Medida de 7,22 m é relatada por moradores e especialistas

Uma medição realizada em 18 de janeiro de 2026 passa a ser citada por veículos locais e redes sociais: o comprimento apontado para uma serpente foi de 7,22 metros — número que, segundo relatos, foi encaminhado ao Guinness World Records como possível novo recorde. A sequência de imagens e depoimentos sobre a operação de medição viralizou na região onde o animal foi encontrado.

De acordo com a apuração do Noticioso360, a medição foi feita com uma fita métrica de topógrafo e contou com a presença de um especialista em répteis e de um explorador com experiência local. Essas informações constam em reportagens locais e em depoimentos obtidos pela redação.

O que foi verificado pela redação

A equipe do Noticioso360 cruzou documentos, entrevistas e registros públicos para checar os elementos centrais do caso: data (18/01/2026), equipamento utilizado (fita métrica de topógrafo) e testemunhas no local. Há registros que sustentam a execução da medição e a presença das pessoas mencionadas.

No entanto, a apuração também identificou lacunas relevantes para uma homologação científica ou oficial. Procedimentos reconhecidos para validar recordes de comprimento exigem documentação fotográfica e em vídeo com escala, testemunhas independentes e, em alguns casos, perícia técnica.

Viva ou morta: uma diferença que importa

Um ponto de discordância entre relatos é o estado do animal no momento da medição. Fontes locais divergem: algumas descrevem o animal como vivo quando foi medido; outras afirmam que o exemplar estava morto. A distinção é técnica e importante, porque a posição do corpo e sua elasticidade podem afetar o resultado quando não há padronização rigorosa do procedimento.

Se o animal estava morto e disposto em superfície plana com rigor, a medição pode ser mais replicável. Se estava vivo, o registro depende de controle do movimento e de registro audiovisual com escala, para que peritos possam avaliar possíveis alongamentos em curvas ou irregularidades na fita.

Procedimento alegado e critérios de validação

Os relatos consultados indicam que a fita foi passada acompanhando as curvas naturais do corpo da serpente, técnica aceita por alguns praticantes quando feita com critério. Ainda assim, normas de instituições reconhecidas pedem documentação complementar: fotos com escala, vídeos que mostrem o processo completo, registros das testemunhas e, em casos controversos, laudos de especialistas em morfometria de répteis.

O Guinness World Records possui um processo formal de avaliação que inclui a submissão de provas, avaliação por especialistas e, eventualmente, inspeção independente. Em muitos casos, a organização publica um comunicado oficial apenas após análise completa e validação técnica.

O que falta para considerar o recorde confirmado

  • Submissão pública de fotos e vídeos com escala e sequência cronológica;
  • Testemunhas independentes e identificação das credenciais do especialista presente;
  • Laudo técnico que comprove a espécie, o estado do animal e a metodologia usada na medição;
  • Comunicação formal do Guinness confirmando a homologação definitiva.

Contrastes entre coberturas locais e internacionais

Reportagens locais trouxeram detalhes da medição, entrevistas com os responsáveis pelo procedimento e afirmações de que a documentação foi encaminhada ao Guinness. Já agências internacionais e veículos de grande porte tendem a aguardar a confirmação da organização antes de publicar uma notícia de homologação.

Essa diferença editorial é recorrente em casos de potenciais recordes extremos e reforça a necessidade de cautela jornalística: publicar a reivindicação é legítimo, desde que se deixe claro o estado da validação e as evidências disponíveis.

Conclusão da apuração

A apuração do Noticioso360 indica três conclusões principais: primeiro, a medição de 7,22 m tem elementos que a tornam plausível; segundo, há divergências sobre o estado do animal no momento da medição que podem alterar o resultado; terceiro, não foi encontrada até o momento uma declaração pública do Guinness confirmando homologação definitiva do recorde.

Com base nisso, a redação adota posição de cautela: reconhecer a existência da medição reportada e acompanhar o processo de validação, solicitando documentação complementar quando necessário.

Próximos passos recomendados

Para esclarecer o caso, sugerimos:

  • Solicitar formalmente ao Guinness World Records a confirmação do recebimento do dossiê e eventual posicionamento público;
  • Pedir às fontes locais o envio dos arquivos originais de fotos e vídeos, com metadados que comprovem data e autoria;
  • Identificar a espécie com precisão e, se possível, submeter o exemplar (ou amostras) a perícia de morfometria por laboratório ou especialista independente;
  • Garantir depoimentos por escrito de testemunhas independentes e compreensão clara do método de medição usado.

Impacto e prognóstico

Se confirmado, um registro dessa magnitude atrairia atenção científica e turística para a região, além de gerar debate sobre manejo de fauna e segurança pública. Por outro lado, a falta de documentação robusta tende a manter o assunto na esfera das reivindicações não comprovadas por um período: jornais e agências costumam priorizar relatos com validação formal.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o acompanhamento rigoroso do caso pode levar a mudanças nas diretrizes de registro de recordes para animais de grande porte nos próximos anos.

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