Uma chuva intensa atingiu São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na noite de 23 de fevereiro de 2026, e provocou alagamentos rápidos e generalizados no bairro Venda Velha. Segundo moradores, a água invadiu ruas e casas em poucos minutos, deixando um rastro de destruição material e impedindo a saída de pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Em checagem e cruzamento de dados realizada pela redação, a apuração do Noticioso360 confirma a existência de uma vítima fatal e o registro de mais de 600 pessoas desalojadas, com base em informações coletadas junto a veículos de imprensa locais e notas oficiais. As informações iniciais, entretanto, seguem sujeitas a atualização à medida que as equipes de socorro consolidam levantamentos.
O que aconteceu
O temporal começou no fim da tarde de 23 de fevereiro e se concentrou em pouco tempo, com volume de precipitação considerado atípico para a época. Moradores relataram que a água subiu rapidamente e invadiu residências térreas e ruelas de acesso limitado.
Fontes oficiais consultadas pela imprensa informaram que uma moradora de 85 anos, com limitações de mobilidade, não conseguiu deixar a residência a tempo e morreu por afogamento. A identificação da vítima e detalhes sobre o endereço foram confirmados às equipes de reportagem por autoridades locais, que apontaram as dificuldades de retirada em função da lentidão do avanço da água e do estado de saúde da idosa.
Resgate e abrigos
Equipes da Defesa Civil municipal e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas nas horas seguintes ao temporal para realizar salvamentos e prestar atendimento emergencial. Viaturas e equipes de apoio trabalharam no transporte de famílias para pontos seguros e na remoção de pessoas isoladas por conta das enchentes.
A prefeitura de São João de Meriti instalou abrigos temporários para acolher as famílias desalojadas e mobilizou assistência social para cadastro, atendimento e encaminhamento. Em nota, a administração municipal informou que linhas de apoio foram acionadas e que ações de limpeza e retirada de entulho foram planejadas para os dias seguintes, a fim de reduzir o risco de novos alagamentos.
Impactos nas comunidades
Moradores relataram perdas materiais importantes: eletrodomésticos e móveis foram arrastados, e documentos e pertences pessoais também foram afetados. Além disso, houve registro de queda de energia e bloqueios em vias, o que dificultou a chegada de equipes de resgate a alguns trechos do bairro.
“A água subiu muito rápido. Em meia hora, a rua inteira estava tomada”, disse um morador que pediu para não ser identificado. Relatos como esse ilustram a sensação de surpresa e impotência enfrentada por famílias em áreas de baixa elevação ou sem infraestrutura adequada de drenagem.
Causas e contexto urbano
Especialistas em gestão de risco ouvidos por veículos locais destacam que eventos de chuva concentrada tornam-se mais perigosos em áreas com drenagem insuficiente e ocupação de várzeas. A urbanização sem dispositivos de escoamento apropriados e o aumento de impermeabilização do solo agravam a velocidade e o volume do escoamento superficial.
Em São João de Meriti, há pontos historicamente sujeitos a enchentes. Moradores afirmam que algumas regiões do município carecem de manutenção e obras de drenagem contínuas, o que intensifica os impactos quando ocorrem precipitações atípicas.
Números e divergências
A contagem preliminar reunida pela redação do Noticioso360, a partir de dados publicados por veículos locais e comunicados oficiais, aponta para mais de 600 pessoas desalojadas. Diferentes levantamentos podem apresentar variações enquanto as operações de socorro estiverem em andamento; a consolidação final costuma ocorrer após o encerramento das ações de emergência.
Autoridades municipais e equipes de assistência social seguem trabalhando na atualização dos números e no acompanhamento das famílias, com prioridade para os casos mais vulneráveis, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida e crianças.
Resposta e críticas
Embora a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros tenham atuado rapidamente após o temporal, moradores criticaram a lentidão em pontos específicos e afirmaram que a resposta poderia ter sido mais preventiva em áreas já conhecidas pelo risco de alagamento.
Segundo relatos, a retirada de entulhos e a manutenção de bueiros são ações reivindicadas há anos por residentes locais. A prefeitura informou que pretende revisar medidas de prevenção e acelerar obras, mas não divulgou cronograma detalhado de intervenções imediatas além das ações emergenciais.
O que fazer agora
A recomendação das autoridades é que os moradores sigam as orientações da Defesa Civil local, evitem retornar às residências até que seja feita a avaliação estrutural e busquem os pontos de apoio indicados pela prefeitura para receber assistência.
Há risco de contaminação por resíduos transportados pela água e de danos elétricos em imóveis que foram inundados. Serviços municipais programaram vistorias para liberar o retorno seguro às casas afetadas.
Projeção e próximos passos
Nas próximas 24 a 72 horas, equipes municipais e estaduais devem consolidar os números de desalojados e avaliar as condições dos abrigos. A expectativa é por atualizações oficiais sobre a vítima e sobre o retorno dos moradores às suas residências, além de possíveis ações compensatórias e planos de mitigação de riscos.
Analistas em gestão urbana consultados por jornalistas ressaltam que episódios como este tendem a aumentar em frequência e intensidade se medidas de drenagem e urbanismo não forem priorizadas. A combinação de chuvas intensas com infraestrutura inadequada aumenta a exposição de populações vulneráveis.
Fontes
Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.
Analistas apontam que eventos como este podem pressionar a agenda municipal por obras de drenagem e planejamento urbano nos próximos anos.
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