Senado aprovou projeto de reforma por 42 a 30; texto segue à Câmara em meio a protestos em Buenos Aires.

Senado argentino aprova reforma trabalhista de Milei

Projeto de reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovado no Senado por 42 a 30. Votação ocorreu em meio a protestos; texto vai à Câmara.

O Senado da Argentina aprovou na madrugada de 12 de fevereiro o projeto de reforma trabalhista proposto pelo presidente Javier Milei, por 42 votos a favor e 30 contrários. A aprovação representa um passo legislativo importante, mas não definitivo, na tentativa do governo de promover mudanças nas regras do mercado de trabalho.

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em relatos regionais e internacionais compilados pela equipe, o texto aprovado prevê alterações em pontos centrais da legislação laboral: flexibilização da jornada, mudanças nos contratos de trabalho e restrições a certos instrumentos de representação coletiva.

O que foi aprovado e como

De acordo com o conteúdo que chegou à nossa redação, o projeto altera a legislação sobre contratação e jornada, reduzindo barreiras para a formalização segundo o Executivo e limitando mecanismos de negociação coletiva segundo críticos. Entre as propostas estariam a ampliação de modalidades contratuais, flexibilização de horários e revisões de benefícios que, segundo o governo, visam diminuir custos trabalhistas.

Gobierno e aliados argumentam que as mudanças podem estimular a criação de empregos formais e atrair investimentos estrangeiros, apontando para uma visão de curto prazo focada em competitividade. Por outro lado, sindicatos e partidos opositores classificaram a iniciativa como um retrocesso que pode precarizar o trabalho e enfraquecer a capacidade de barganha dos trabalhadores.

Contexto das manifestações em Buenos Aires

A votação ocorreu em meio a protestos massivos nas proximidades do Congresso, em Buenos Aires. Relatos compilados pela equipe indicam confrontos entre manifestantes e forças de segurança, embora nossa apuração não tenha confirmado, nesta fase, números precisos sobre feridos, prisões ou danos materiais.

Fontes sindicais relataram mobilizações intensas em defesa dos direitos trabalhistas, com bloqueios e manifestações públicas. Autoridades de segurança afirmaram que a presença policial buscou conter atos de violência e preservar a ordem, mas as versões sobre a dinâmica dos confrontos divergem entre correspondentes locais e agências internacionais.

Curadoria e verificação

De acordo com dados compilados pelo Noticioso360, há divergências entre relatos regionais e internacionais sobre a extensão dos protestos e detalhes da votação. Nossa redação recomenda cautela: não foi possível, no momento desta apuração, acessar diretamente todas as reportagens e textos integrais de veículos como G1, Reuters, BBC, Folha, CNN Brasil e Estadão para checagem detalhada.

Por isso, sugerimos leitura cruzada de documentos oficiais do Senado argentino e de ao menos duas reportagens independentes para confirmar redações finais, eventuais emendas aprovadas e possíveis vetos.

Próximos passos no processo legislativo

Após a aprovação no Senado, o projeto agora segue para a Câmara dos Deputados, onde será lido, discutido em comissões e poderá sofrer emendas. O ritmo da tramitação dependerá do equilíbrio político na Câmara e das pressões de sindicatos, corporações e da sociedade civil.

Mesmo que seja aprovado em plenário, a aplicação das mudanças exigirá regulamentação executiva e poderá enfrentar questionamentos judiciais, especialmente se houver conflitos com a Constituição ou com acordos coletivos em vigor.

Impacto econômico e social esperado

Analistas consultados por veículos internacionais avaliam que os efeitos reais da reforma dependerão da forma como empresas e tribunais interpretarão as novas regras. Em curto prazo, a medida pode reduzir custos para empregadores, segundo projeções do governo, mas há risco de aumento da informalidade e perda de poder de negociação dos trabalhadores.

Setores produtivos mais expostos à competição internacional podem ver ganhos de competitividade, enquanto segmentos com forte presença sindical podem enfrentar conflitos prolongados e demandas por negociação coletiva.

Reações das centrais sindicais e de oposição

Sindicatos e partidos de oposição prometem resistência nas ruas e no Parlamento. A Central de Trabalhadores e outras entidades anunciaram mobilizações e possíveis medidas de pressão, incluindo greves e ações judiciais para contestar dispositivos considerados inconstitucionais.

Por outro lado, ministros e aliados de Milei comemoraram a aprovação no Senado como um avanço necessário para modernizar o mercado de trabalho e atrair capital externo.

Riscos legais e institucionais

Especialistas jurídicos alertam que dispositivos que interfiram em direitos coletivos podem ser objeto de ações de inconstitucionalidade e impugnações na Justiça do Trabalho. A regulamentação executiva também terá papel central na operacionalização das novas regras, abrindo espaço para negociações técnicas entre governo, tribunais e atores sociais.

O que acompanhar

  • O teor final das alterações aprovadas e eventuais emendas na Câmara dos Deputados;
  • Reações e medidas de sindicatos, entidades empresariais e cortes trabalhistas;
  • Desdobramentos das manifestações e atuação das forças de segurança em Buenos Aires.

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Fontes

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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