Fluxo de hélio irregular no SLS levou a Nasa a postergar a tentativa de lançamento do Artemis II.

Nasa detecta problema no fluxo de hélio e adia Artemis II

Variação de pressão em linhas de hélio do SLS forçou adiamento do lançamento do Artemis II; equipe faz novos testes e inspeções.

Problema no fluxo de hélio adia tentativa de decolagem

A Nasa anunciou nesta quinta-feira que interrompeu os procedimentos finais de abastecimento do foguete Space Launch System (SLS) após identificar variações no fluxo de hélio, o que forçou o adiamento da tentativa de lançamento da missão Artemis II.

O incidente foi detectado durante operações de rotina no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, quando técnicos perceberam leituras atípicas de pressão em linhas de hélio usadas para pressurização e acionamento de válvulas do estágio central.

Apuração e curadoria

Segundo análise da redação do Noticioso360, com base em dados da Reuters e da BBC Brasil, a anomalia está sendo investigada como possível obstrução pontual nas linhas ou uma inconsistência elétrica em sensores associados ao fluxo.

O que se sabe até agora

De acordo com comunicados oficiais e fontes consultadas, a Nasa interrompeu a sequência de abastecimento para evitar qualquer risco à integridade do veículo e à segurança das equipes de solo. Quatro astronautas estão programados para integrar a tripulação da missão, que tem como objetivo realizar um voo tripulado ao redor da Lua.

A agência espacial classificou a ação como medida de precaução e informou que trabalhará para estabelecer uma nova janela de lançamento, sem dar prazo específico. Em nota, a Nasa disse que a prioridade é “garantir a segurança das equipes, da tripulação e do veículo”.

Aspectos técnicos

O hélio é usado no SLS para pressurizar tanques e acionar mecanismos críticos, como válvulas pneumáticas. Variações de pressão podem indicar desde uma obstrução localizada até leituras errôneas de sensores ou problemas nas linhas de alimentação.

Especialistas ouvidos por veículos internacionais ressaltam que, em muitos casos, falhas no sistema de pressurização por hélio podem ser resolvidas sem alterações estruturais no foguete. Ainda assim, a correção exige inspeções detalhadas, substituição de componentes e testes de software vinculados ao monitoramento dos sensores.

Impacto no cronograma e nos próximos passos

Além disso, a detecção do problema aumenta a chance de novos adiamentos, dependendo da complexidade do diagnóstico. Ajustes podem levar de dias a semanas, conforme o tempo necessário para localizar e reparar a origem da anomalia e certificar os sistemas para voo.

Fontes oficiais consultadas indicaram que a Nasa não identificou dano irreversível ao veículo nem previsão de troca completa do estágio central até o momento. As equipes de engenharia seguem com inspeções complementares e testes em bancada.

Procedimentos adotados

  • Interrupção do abastecimento e isolamento das linhas afetadas;
  • Monitoramento contínuo dos sensores e verificação das leituras de pressão;
  • Inspeção visual e por instrumentos das linhas de hélio e conexões;
  • Testes de software e revalidação dos sistemas de telemetria.

Contexto da missão Artemis II

A missão Artemis II é a primeira missão tripulada após o teste não tripulado Artemis I, com objetivo de avançar o programa lunar que prevê o retorno de astronautas à superfície da Lua. O cronograma de voos tripulados subsequentes depende do sucesso das operações de cada missão e da resolução de problemas detectados em cada etapa.

A cobertura internacional tem dado ênfase a diferentes aspectos: agências como a Reuters enfocam o impacto operacional e os prazos, enquanto veículos como a BBC Brasil contextualizam a missão no programa lunar e seu calendário. Veículos nacionais acompanharam repercussões políticas e orçamentárias nos Estados Unidos.

O que dizem especialistas

Engenheiros aeroespaciais consultados por veículos internacionais afirmam que os sistemas de pressurização por hélio são sensíveis a contaminantes e a pequenas obstruções. Em muitos casos, a substituição de válvulas, filtros ou trechos de tubulação resolve o problema.

No entanto, a complexidade aumenta se for detectada falha em sensores eletrônicos ou em interfaces de software responsáveis pela leitura e controle das pressões. Testes adicionais de integração e simulações em bancada são comuns antes da reautorização do abastecimento e da sequência de lançamento.

Repercussão política e orçamentária

Por outro lado, atrasos em missões com alta visibilidade podem gerar questionamentos no Congresso dos EUA sobre custos e prazos do programa espacial. Fontes de imprensa destacam que cada adiamento costuma acarretar revisões logísticas e financeiras, embora a Nasa mantenha que a segurança continua sendo o fator decisivo.

Próximos passos e projeção

As equipes técnicas seguem com inspeções detalhadas e testes para localizar a origem da anomalia. A Nasa deverá divulgar um novo comunicado quando houver um diagnóstico mais preciso ou uma nova janela de lançamento definida.

Analistas do setor consultados pelo Noticioso360 afirmam que, se o problema for localizado em componentes removíveis, a janela de retomada de atividades pode ser relativamente curta. Contudo, se forem necessárias intervenções mais profundas — por exemplo, em sistemas de telemetria ou em validade de componentes críticos —, o calendário da Artemis II pode sofrer atrasos mais longos, afetando missões subsequentes.

Fontes

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o calendário de missões tripuladas nos próximos meses.

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