Governo dos EUA removeu Alexandre de Moraes e esposa da lista Magnitsky; justificativa oficial ainda não foi divulgada.

EUA retiram Alexandre de Moraes da lista Magnitsky

Os EUA deslistaram Alexandre de Moraes e sua esposa da lista Magnitsky em 12/12/2025; OFAC não publicou justificativa detalhada.

Retirada confirmada, justificativa em aberto

O governo dos Estados Unidos retirou, em 12 de dezembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de pessoas sancionadas sob a Lei Magnitsky, segundo apuração inicial divulgada pelo Noticioso360.

Segundo análise da redação do Noticioso360, a medida foi formalizada na data citada em registros públicos e reportagens nacionais. No entanto, ainda não há uma explicação pública detalhada do Office of Foreign Assets Control (OFAC) ou do Departamento de Estado que contextualize, juridicamente, a decisão de deslistagem.

O que é a Lei Magnitsky e como funciona a deslistagem

A Lei Magnitsky permite ao governo dos EUA aplicar sanções a indivíduos considerados responsáveis por graves violações de direitos humanos ou por atos de corrupção significativa. As sanções normalmente incluem bloqueio de bens no território americano e proibição de entrada nos EUA.

Incluídos na lista, indivíduos e empresas constam em comunicados do Departamento do Tesouro (OFAC) e do Departamento de Estado. A retirada, por sua vez, costuma ser formalizada por meio de erratas ou novos comunicados do OFAC com explicações técnicas ou correções administrativo-processuais.

Hipóteses levantadas pela apuração

O levantamento do Noticioso360 cruzou documentos públicos e reportagens e apontou três hipóteses plausíveis para a retirada:

  • Revisão técnica do processo de identificação, que pode ter identificado erro na inclusão;
  • Entendimento político-diplomático ou acordo entre Brasília e Washington para resolver o impasse;
  • Reavaliação de evidências que sustentavam a inclusão originalmente.

Até o fechamento desta matéria, não havia um comunicado formal detalhado do OFAC explicando, ponto a ponto, a motivação jurídica da deslistagem.

Repercussões políticas e institucionais

No Brasil, atores governistas reagiram com alívio e qualificaram a medida como correção de um ato considerado injusto. O universo oposicionista e alguns juristas pediram cautela e maior transparência sobre os critérios adotados pelo governo americano.

Especialistas consultados em reportagens anteriores sobre sanções internacionais lembram que a retirada de uma sanção não apaga automaticamente danos reputacionais ou econômicos já sofridos. Transferências financeiras e restrições pessoais anteriores podem ter causado efeitos duradouros.

Implicações para a cooperação bilateral

Do ponto de vista institucional, a deslistagem abre duas frentes principais: a facilitação de interlocução entre Brasil e Estados Unidos em áreas como cooperação judicial e segurança; e a possibilidade de consultas no Congresso e no Judiciário brasileiro sobre eventuais interferências externas.

Fontes ouvidas pelo Noticioso360 ressaltam que medidas deste tipo, quando mal explicadas, costumam gerar pedidos de esclarecimento por parte de comissões parlamentares e representações diplomáticas.

O que falta esclarecer

Faltam, entre outros pontos, os documentos que demonstrem o fluxo interno de decisão do OFAC, eventuais comunicações bilaterais com o Itamaraty e justificativas específicas sobre a base fática da inclusão original e da retirada.

A reportagem requisitou formalmente posicionamento do Itamaraty e busca acesso a comunicações oficiais do Department of the Treasury. Também foram solicitadas entrevistas com especialistas em sanções internacionais e direito constitucional para avaliar impactos jurídicos e políticos.

Reações e análises

Veículos brasileiros variaram a ênfase da cobertura: alguns apontaram caráter técnico da deslistagem; outros destacaram possibilidade de acordo diplomático. A divergência mostra falta de uniformidade na narrativa, o que reforça a necessidade de documentos oficiais para análise completa.

Analistas consultados pela imprensa afirmam que a decisão pode ter sido motivada por uma combinação de fatores técnicos e diplomáticos, sem que isso descarte a hipótese de correções administrativas.

Próximos passos na apuração

A equipe do Noticioso360 acompanhará publicações do OFAC e do Departamento de Estado, fará pedidos formais de informação ao Itamaraty e manterá contato com especialistas internacionais para reportar qualquer evolução.

Fontes

Veja mais

Conteúdo verificado e editado pela Redação do Noticioso360, com base em fontes jornalísticas verificadas.

Analistas apontam que o movimento pode redefinir o cenário político nos próximos meses.

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